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30 de março de 2015

30 de março de 2015 por Genealogia Fb comentários

Nº 4

Colecção de assentos encontrados "aqui e ali" e que, pela sua invulgaridade, linguagem, ou simples nota de humor - ou ainda por abrirem uma janela para as mentes do passado - achamos por bem reunir, para nosso e vosso deleite. Outros mais se seguirão, na melhor oportunidade. (clicar nas imagens para aumentar)



Nova Hespanha - 30/3/1640, Painzela, Cabeceiras de Basto
«[...] trinta dias do mes me [sic] março da era de seiscentos e corenta annos se verificou serem falecedos no mar indo de sevilha prª a nnova hespanha martinho fº natural de Antº alz de painzella e seu mejo hirmão Antº alz fº legitimo do dito Antº alz de painzella, sua may e madrasta satesfizerão com a obrigacam de suas almas cõforme ao custume da terra e calidade de suas pessoas no que guastou quatro mil reis por cada hu e tem quitacam [...] e por verdade fiz e assinei esta em 21 de marco de 639 / Murça»
Livro Misto n.º 1, fl. 83
-rec Nuno Borges de Araújo

Amigo mal cheiroso - 24/8/1569, Monte de Fralães, Barcelos
«Quarta Feira dia de S. Bartolomeu que foi aos 24 de Agosto de 1569 se faleceu o senhor Belchior Correia de Lacerda não fez manda levaram o seu corpo a Vilar de Frades foi acompanhado de muita gente e por ser no tempo de verão fedia muito que não podiam suportar o grande fedor que Deus mo perdoe que era muito meu amigo e me apresentou nesta igreja.»
Livro Misto, 1562-1694, fls 73
-rec Victor Aguiar Branco Sampaio

Estava à janela - 12/6/1833, Cedofeita, Porto.
«António Luís da Cunha de Faria Lobo Mello, Coronel de Milícias de Vila do Conde natural da Freguesia de Sancta Maria de Bagunte filho primogenito de Manoel da Cunha Ferreira e de Dona Maria de Mello Lobo faleceu solteiro aos dezasseis de Maio de mil oitocentos e trinta e três, em Casa de João Ribeiro de Faria na Rua da Sortinha de huma Bala d'artilharia estando a janela da dita Casa disparada de huma Bateria de Villa Nova de Gaia dos Rebeldes, foi sepultado no mesmo dia no Adro desta Igreja de Cedofeita, e para constar fiz este assento por achar em Burrão, e não sido feito em tempo pelo Padre André Pinto da Cunha servindo de Coadjutor naquelle tempo. Cedofeita doze de Junho de mil oitocentos e trinta e três. »
-rec José António Reis

Pais honestos - 28/12/1680, S. Victor, Braga
«Aos vinte e oito de Dezembro (à margem: de seiscentos e oitenta e cinco), depois do Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, baptizei a Manoel, filho de Ângela Pereira, casada com Manoel Borges, que diz ela publicamente e o mesmo seu marido, não ser de entre ambos; foram padrinhos Domingos Ribeiro Ferreira e Maria Francisca, mulher de João Vieira, cabeiro, morador nos Chãos, e o padrinho mora à Porta do Souto. E por verdade fiz e assinei, era ut supra.»
-rec António José Mendes

Pais reservados - Santíssimo Sacramento, Rio de Janeiro, Brasil
«Aos vinte e dous dias do mez de Novembro de mil novecentos e trêz, nesta matriz do Santíssimo Sacramento, o Reverendo Júlio Gimenez, de licença, baptizou solemnemente a Mathilde, filha de pais unidos civilmente e que não quiserão dar o seu nome. Assim pois mandei lavrar esta nota, que assigno.»
Batismos 1903, Jun-1904, Maio V. 48 (Fl. 46v, Termo 532)
-rec Márcia Helena Miranda Souza

Elogio fúnebre - 2/10/1642, Infantas, Guimarães
«Aos dous dias do mes de outubro de mil e seiscentos e quarenta e dous faleceo Maria Pereira minha mai molher que foi de meu pai Amador Ferreira moradores que forão em Cabeceiras de Basto. tiverão onze filhos dos qaues chagarão a ser homens oito filhos e hua filha que faleceo de 20 annos. Dos oito filhos fomos dous clérigos e quatro religiosos todos pregadores e hu deles o padre frei Maxº religioso de S. Bento Doutor em Theologia e o frei Abade de S. Tirso e de Lisboa. os outros dous casados hu em Basto e outro em Braga ambos Capitães e riquos. E vio minha mai depois .. todos estes filhos em grande bonança, mas  para desengano do mundo desandou a roda com a morte do mais velho Bento Ferreira abade da Faia e do 2º o padre Mestre frei Maxº ambos falecidos no mes de Junho de 1641 que por necessidade se veio para esta casa donde Deos foi servido levalla para si de 81 anos de idade todos bem gastados nunqua perdendo o serviço de Deos e suas devoções nem o notavel governo de sua casa porque não tendo meu pai e ella muito [tinham poucos recursos] fizerão muito na criação e remedio de seus filhos. Está sepultada em Santa Anna de que foi sempre muito devota faleceu com todos os sacramentos e com grande juízo.
O pároco, Manuel Ferreira»
AMAP, P-467, fls 69
-rec Maria do Céu Barros

Procurador invulgar - 16/6/1752, S. João de Lobrigos, Santa Marta de Penaguião
«(...) se recebeu José de Matos Cardoso (...) com Isabel Joaquina Osório (...) ele por seu legítimo procurador o Padre António Lopes Osório irmão da contraente e ela em sua própria pessoa (...)»
-rec Manuela Alves

Falsa identidade - 18/2/1760, Costa, Guimarães
«Ao depois de eu ter feito o assento retro da menina Luíza esta achei que me enganou e informando-me eu com pessoas fidedignas achei que se chamava Maria Teresa solteira a mãe da dita menina filha legítima de João de Andrade e de Antónia Maria do lugar da Lomba freguesia de Santa Leocádia de Briteiros a qual Maria Teresa me enganou dizendo era Joana Teresa da freguesia de Santa Senhorinha de Basto, como no assento retro a folhas noventa e cinco está escrito testemunhas desta declaração o mesmo padrinho (...) hoje de Fevereiro dezoito de mil e sete centos e sessenta anos.»
AMAP, P-226, fls 95v
-rec Maria do Céu Barros

Meteorito seguido de peste - 22/6/1599, Arco de Baúlhe, Cabeceiras de Basto
«Aos vinte e dois dias do mês de Junho de mil quinhentos e noventa e nove faleceu Maria do Telhado a qual a matou uma pedra de corisco que Deus nos livre e não fez manda por palavra nem escrito e por verdade (...)
Titolo dos q falecerão da peste q d[eu]s nos livre...»
-rec Nuno Borges de Araújo

Tragédia na Casa do Ribeiro - 18/5/1657, Infantas, Guimarães
«Aos dezoito dias do mes de Maio de mil seiscentos e cinquenta e sete pela manham me chamarão que se achava morta na cama Maria Ribeira mulher de António Correia do Ribeiro e andava prenhe de sinquo meses chegando lá achei Pedro Gonçalves pai da dita defunta pisado e ferido no rosto e Maria Correia segunda mulher do dito Pedro Gonçalves com quem ele casou na dita casa do Ribeiro esmechada e ferida no rosto e se diz geralmente que andando o dito Pedro Gonçalves e a molher às pancadas como muitas vezes faziam tomados do vinho acodindo a defunta à madrasta o pai a arebentou morreo prenhe e sem confissão comunham nem extrema unção.»
Nota: nada parece ter acontecido a Pedro Gonçalves, uma vez que aparece noutros assentos posteriores a este.
AMAP, P-468, fls 133v
-rec Maria do Céu Barros
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