Repositório de recursos e documentos com interesse para a Genealogia

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  • Primeiros passos em Genealogia: como começar, onde pesquisar, recursos disponíveis e outras informações.

  • Apelidos de família: de onde vêm, como se formaram.

  • Índices de passaportes, bilhetes de identidade, inquirições de genere e outros.

22 de novembro de 2017

22 de novembro de 2017 por Manuela Alves comentários
Para darmos a conhecer a toponímia antiga de Braga, consultamos fundamentalmente a obra de Eduardo Pires de Oliveira[1], existente na BPMP, e dela respigamos excertos, quer do próprio autor quer de outras fontes por ele citadas. Sendo este um instrumento de trabalho, e com as fontes identificadas, as transcrições foram adaptadas ao nosso objectivo. Contamos igualmente com a colaboração do António José Mendes, a quem agradecemos, que partilhou connosco ficheiros seus, já convertidos em Word, que muito facilitaram a nossa tarefa.

Pelo Tombo do Cabido (1369-1380) pode-se conjecturar que a cidade se estendia numa pequena zona situada a S.W da catedral e definida pelas actuais ruas do Alcaide, D. Paio Mendes, largo de S. João do Souto e rua D. Frei Caetano Brandão, a que devemos acrescentar as ruas de Janes e do Souto, bem como as que ligavam as igrejas suburbanas de S. Vicente, S. Vítor e S. Frutuoso, e o início das estradas que uniam Braga a outras povoações.
Com o decorrer dos tempos a cidade continuará a crescer. D. Diogo de Sousa[2], quando chegou a Braga encontrou não uma cidade mas uma aldeia. Resolveu imediatamente transformá-la. O mapa de Braunio (1594) mostra-nos já uma cidade aberta, espraiando-se em direcção a S. Vicente e S. Vítor e à ponte de Guimarães.

Mapa de Braunio de Braga (1594). 1 - Sé; 2 - Castelo; 3 - Paço Arquiepiscopal; 4 - Casa da Câmara; 5 – Estudos Públicos. In Melo, Arnaldo e Ribeiro, Mª do Carmo (Coord.), História da Construção - os construtores. Braga: Ed. CITCEM, 2011, p. 99-128 (http://hdl.handle.net/1822/15455).

O século XVII será um período morto, mas no século XVIII foi necessário criar mais ruas onde pudessem ser construídas novas casas. Em 1725 é aberto um novo largo, donde irradiavam quatro ruas - o Campo Novo[3]. O século XIX será paralelo ao século XVII e só na segunda metade desse século o marasmo continuará a ser vencido.

Braga – Ruas e Praças da Braga Medieval (ALBERTO FEIO) [DIÁRIO DOMINHO, 16.8.1942]
Braga –Designação de Ruas e Praças (LEONÍDIO DE ABREU) [CORREIO DO MINHO, 30.4.1949]
Braga - Denominações antigas d’algumas ruas desta cidade
Braga -Traçado actual das antigas ruas de Braga


[1] As alterações toponímicas (1380-1980) Braga : ASPA, 1982. - 121 p., [1] f. est.; 24 cm. - (Estudos Bracarenses; 1. - Sep. "Museu", 3a Série (1), 1981
[2] Diogo de Sousa (c. 1461-1532) foi bispo do Porto de 1496 a 1505 e de seguida arcebispo de Braga até à sua morte. Foi pela sua acção que Braga rompeu a cintura de muralhas medieval, e se alargou extra-muros.. São da sua responsabilidade a abertura de novas ruas e praças uma nova porta da cidade, o Arco da Porta Nova. Construiu novas igrejas fora de muros como a Senhora-a-Branca.
[3] A actual designação oficial (praça de Mouzinho de Albuquerque) foi atribuída 1898 apenas foi confirmada pela autarquia em 1942. O logradouro continua, entretanto, a ser chamado pela população de “Campo Novo”. 

kwADBraga

19 de novembro de 2017

19 de novembro de 2017 por MC Barros comentários
A Revista Portuguesa de História (RPH) é uma revista de periodicidade anual, criada em 1941, no âmbito do Instituto António de Vasconcelos, designado, desde 1975, Instituto de História Económica e Social. Esta Revista tem-se dedicado, desde a sua fundação, à publicação de estudos de investigadores portugueses e estrangeiros na área da História, desde a Antiguidade até à Época Contemporânea. 



A RPH está empenhada na divulgação dos resultados da investigação histórica nas áreas da História Portuguesa e Mundial, sob a forma de artigos, recensões críticas e notícias.  

O acesso é livre, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico ao público proporciona maior democratização do conhecimento em nível internacional. 

Podem aceder aos números que se encontram disponíveis online, a partir do nº 39, onde encontrarão estudos muito interessantes para Genealogia.

kwADCoimbra

18 de novembro de 2017

18 de novembro de 2017 por Manuela Alves comentários
A consulta de documentos antigos, nomeadamente dos registos paroquiais, listas de contribuintes ou de recenseamento político, por exemplo, e o desejo de não reduzir a genealogia familiar a uma lista de factos vitais mas sim o de reconstituir  tanto quanto possível  o contexto em que viveram os nossos antepassados,  estão na origem da criação deste instrumento auxiliar. 

Capela N.S. das Dores (vista actual), onde casaram os meus trisavós
Ele resultou da nossa própria investigação das raizes familiares, sem nenhuma veleidade de criação original ou de rigor na transcrição das fontes, primárias ou secundárias. Limitamo-nos a indicar as fontes primárias onde fomos buscar a informação.
Começo pela Póvoa de Varzim, e agradeço publicamente toda a ajuda que me foi dada pela Biblioteca Municipal Rocha Peixoto, na pessoa da Dra Ana Maria Caldas da Costa.
Este tópico está aberto à contribuição de outros voluntários. Basta enviarem os ficheiros disponibilizados pro bono para o mail do blogue para publicação e atribuição da respectiva auto
Toponímia antiga da Póvoa de Varzim

kwADPorto

12 de novembro de 2017

12 de novembro de 2017 por MC Barros comentários
Seguindo uma dica da Márcia Helena Miranda de Sousa, criamos esta tabela em Excel para calcular a percentagem de antepassados identificados. Desconhece-se o autor da ideia original.

ou


Instruções:
  • Inserir o número de pessoas identificadas, por geração e lugar de origem. 
  • As células a cinzento são de cálculo automático (não precisam de teclar nada nelas).
Para inserir novas colunas:
  • copiar as duas últimas células cinzentas das linhas 22 e 23 e colar numa nova coluna, nas mesmas linhas. Podem depois formatar a coluna com limites, cores, etc.

Tabela da Márcia Helena e na qual nos baseamos, já preenchida:


Mãos à obra :-)


9 de novembro de 2017

9 de novembro de 2017 por MC Barros comentários
Da leitura de documentação antiga resultam, por vezes, algumas descobertas interessantes. É o caso da tomada de posse da igreja de S. João de Castelões pelo novo reitor Domingos de Sousa. Nele se descreve o ritual seguido nessa investidura. 

Missa de S. Gregório por Francisco de Campos - Séc. XVI (1560-1570) - Arquidiocese de Évora


Pela raridade deste tipo de testemunhos, achamos que seria de interesse para todos aqueles que têm antepassados que exerceram o mesmo cargo, e não só.

Aos vinte e dois dias de Março, domingo de paixão, dominica passion, do ano presente de seiscentos e quarenta e três na igreja paroquial de São João de Castelões do termo da vila de Guimarães, me foi entregue umas bulas apostólicas de Sua Santidade, as quais beijei e pus na coroa da cabeça como filho obediente aos mandados apostólicos, e as preguei na porta principal da dita igreja matriz, e as publiquei, estando presentes a maior parte dos fregueses, e por verdade delas dei posse a Domingos de Sousa reitor novo, e a seu requerimento fiz o seguinte, e das testemunhas abaixo nomeadas, e logo ele reitor disse missa na dita igreja, tomando a dita posse dela, pondo as mãos nos cálices e pedras de ara e corporais e vestimentas, e livros, e galhetas e tomou as chaves nas suas mãos e abriu as portas e as fechou, e tangeu o sino, sendo vigário na dita igreja o padre Francisco Jorge com seu título ad nutum, o qual disse que não punha dúvida alguma a ele dito reitor a tomar posse, mas que protestava não prejudicar seu direito que tinha de vigário com seus títulos que tem, assim desta dita igreja como da igreja de São Pedro de Queimadela e meeira a esta igreja de são João de Castelões. Testemunhas Domingos Fernandes de Varzielas e João Jorge e Pedro Francisco e António Francisco, Domingos Gaspar, todos fregueses desta igreja de Castelões, e eu Ciprião Machado, vigário de Santa Cristina de Agrela, que esta posse dei a requerimento do dito Domingos de Sousa reitor novo hoje era ut supra.

Não é difícil imaginar o ritual através das palavras de Ciprião Machado; os beijos, as bulas na cabeça, o abrir e fechar de portas, tanger o sino e tocar os objectos, todo um comportamento que não deixava dúvidas, a presentes e futuros, de que a reitoria era agora sua. Numa época em que ainda não eram seguidas regras rigorosas para a realização e arquivamento de inquirições de genere (os habilitandos ficavam com os processos, que acabavam por se perder), estes documentos serviam também de prova de sacerdócio. Neste caso específico, 50 anos mais tarde, ajudou a provar a pureza de sangue da geração de um habilitando. A braços com um impedimento que lhe resultara da fama de cristão-novo de que padecia, esgravatou arquivos à procura de provas da cristã velhice da sua família. Assim, com este documento, «donde se deixa ver as falsidades do impedimento», não deveria a diocese duvidar da sua limpeza, uma vez que, na percepção da altura, nunca teria Domingos de Sousa sido aprovado se fosse cristão-novo. Sabemos que muitos cristãos-novos foram de facto aprovados sob a capa de cristãos-velhos, mas isso é outra história...

kwADBraga
por MC Barros comentários
Publicados no Boletim de Trabalhos Históricos, estão online, mas dividido em vários pdf's. Os pdf's não são pesquisáveis e o português é o original, pelo que não é possível pesquisar dentro deles. Têm no entanto a vantagem de estarem ordenados cronologicamente.

Vol. XII, 1949-1950, p.160-192

1745 a 1746 - Revista: Vol. XII, 1949-1950, p.160-192
1746 a 1747 - Revista: Vol. XIV, 1952, p.73-96
1747 a 1749 - Revista: Vol. XIV, 1952, p.161-192
1749 a 1750 - Revista: Vol. XV, 1953, p.158-179
1751 a 1751 - Revista: Vol. XVI, 1954, p.97-104
1751 a 1752 - Revista: Vol. XVI, 1954, p.180-192
1752 a 1753 - Revista: Vol. XVIII, 1955, p.142-169







7 de novembro de 2017

7 de novembro de 2017 por MC Barros comentários
Documento muito interessante sobre a emigração portuguesa para o Brasil, sobretudo por abordar também o período colonial. Nele são listadas variadas fontes que poderão ser úteis para pesquisa de passaportes dessa época.



"Muitos portugueses chegaram no Brasil durante essa época, não apenas como colonos subsidiados, mas também como migrantes por conta própria. Livros de registo de passaportes do fim do século XVIII mostram que havia um pequeno, porém constante fluxo de pessoas que migravam para o Brasil independentemente. Estes não faziam parte de nenhuma iniciativa de colonização de um estado patrocinador, mas buscavam um futuro melhor." Note-se, no entanto, que a maioria seguia para o Brasil sem passaporte, sobretudo as mulheres.

Ainda assim, muitos desses recém-chegados (...) vieram para o Brasil sem passaporte e a sua chegada nunca foi registada. Em 1833, o chefe de polícia do Rio de Janeiro, Aureliano de Sousa Oliveira Coutinho, declarou que um grande número de portugueses haviam entrado no Brasil sem passaporte. Este afirmou:

  • ... milhares de portugueses, que atualmente nele (no império) estão residindo, é bem sabido que a maior parte deles veio sem trazer passaporte.
Um ano depois, o cônsul português João Baptista Moreira afirmou que a maioria dos portugueses vivendo no Rio de Janeiro tinham imigrado sem passaporte.   
A chegada de constantes e massivas ondas de portugueses no Brasil também é evidenciada por fontes qualitativas. Por exemplo, em 1826, o cônsul português no Rio de Janeiro Carlos Mathias Pereira, escreveu para o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, o Conde do Porto Santo, dizendo que todos os navios de portugueses, particularmente vindos do Porto, chegaram ao Rio cheios de pessoas fugindo de Portugal.

  • Permita-me V. Exa. que eu tome a liberdade de apresentar que todas as embarcações que saem de Portugal vem cheias de gente fugida, particularmente as que vem do Porto. O “Danúbio” que chegou ultimamente, além de um grande número de pessoas que trouxe de mais na lista da tripulação, trouxe escondidos 38 rapazes; esta classe de gente que vindo para  o Brasil deve fazer falta a agricultura de Portugal.


5 de novembro de 2017

5 de novembro de 2017 por Gnealogiafb2 comentários
A revista Cadernos do Arquivo Municipal é editada semestralmente (junho e dezembro) pelo Arquivo Municipal de Lisboa, com o objetivo de divulgar o conhecimento do acervo à sua guarda. Publica artigos, sujeitos a arbitragem científica, sobre temas diversificados que tenham por base a documentação do Arquivo.
O conteúdo da revista é dirigido a investigadores, utilizadores do Arquivo e estudiosos da cidade de Lisboa. - in Arquivo Municipal de Lisboa

Abordando temáticas que vão desde a arquivística aos mais diversos aspectos da História de Lisboa, estes cadernos incluem, por exemplo, Histórias de Casas e quem lá viveu, entre outros assuntos interessantes para Genealogia.

HISTÓRIAS DE CASAS E DE QUEM LÁ VIVE(U) - VOLUME I

Os cadernos podem ser visualizados nos seguintes links:
Cadernos 1ª Série 
Cadernos 2ª Série


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