Repositório de recursos e documentos com interesse para a Genealogia

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  • Primeiros passos em Genealogia: como começar, onde pesquisar, recursos disponíveis e outras informações.

  • Apelidos de família: de onde vêm, como se formaram.

  • Índices de passaportes, bilhetes de identidade, inquirições de genere e outros.

30 de dezembro de 2017

30 de dezembro de 2017 por Manuela Alves comentários
O Arquivo Histórico Municipal do Porto tem vindo a disponibilizar on line os róis das Décimas da cidade do Porto, que foram objecto de um post específico e outros com eles relacionados.
 Lançamento da Décima da Cidade (do Porto)
É  um trabalho moroso de bastidores, que exige tempo, disponibilidades materiais e humanas para que documentos há muito tempo arquivados, com critérios que hoje nos escapam, possam ser úteis a um público não especializado e com interesses de investigação diferenciados.
No sentido de obviar esta longa e necessária espera pela totalidade do espólio arquivístico existente no AHMP, resolvemos facultar neste blogue à medida das nossas disponibilidades temporais (enquanto outros voluntários não se juntam a nós no AHMP para estas tarefas) índices das Décimas do Termo do Porto,
Com esses índices, damos a conhecer um súmula dos documentos  existentes, facilitando aos interessados eventuais pedidos ao Arquivo Histórico Municipal do Porto das respectivas digitalizações ao preço tabelado.
  


   kwADPorto

27 de dezembro de 2017

27 de dezembro de 2017 por Manuela Alves comentários

A divulgação on line dos registos da Décima existentes no Arquivo Histórico Municipal do Porto, que abrangem também o seu Termo, fez-nos procurar informação, que, sem cair na especialização sobre o tema, nos desse conhecimentos para compreendermos a evolução da administração municipal e a sua abrangência geográfica,
Partilhamos esta comunicação que cumpre, simultaneamente, dois requisitos: esclarece o essencial e abre portas para os que quiserem saber mais...

Albuquerque, A. S. (2000). Administração Municipal do Porto no século XVIII. In Seminário Internacional sobre História Municipalismo, Poder Local e Poder Central no Mundo Ibérico, Las Palmas e Funchal, 24-28 Out.2005 (pp. 391-420). Região Autónoma da Madeira: CEHA.
 kwADPorto

26 de dezembro de 2017

26 de dezembro de 2017 por MC Barros comentários
A partir do Livro de Prazos do Cabido da Sé de Braga, António Losa, no seu Subsídios para o Estudo dos Judeus de Braga no Século XV,  dá-nos a conhecer a comunidade judaica de Braga no período precedente à expulsão. A maioria, se não a totalidade, seriam inquilinos do Cabido, tanto na Judiaria Velha como na Nova, tendo, por esse motivo, celebrado contractos que o autor transcreve. Na documentação compulsada vão surgindo os nomes hebraicos que a conversão forçada e a expulsão  lançariam no esquecimento.

Rua de Santo António (Judiaria Nova) e Rua do Poço ou de Santa Maria (Judiaria Velha), onde se situava a Sinagoga, em 1750.


A par dos nomes típicamente hebraicos, como Isaac, Jacob, Abraão, Salomão, Samuel, Yuda, Moisés, Mosse, Mouse, Mousém, Menahem, surgem também outros de origem peninsular, como Almeida. Encontram-se também nomes desconhecidos entre os apelidos portugueses, como Brafanez, Cema, Tamassas, etc, e outros de óbvia origem galega e castelhana. Uma curiosidade assinalada pelo autor é o facto de alguns prazos estarem assinados pelos arrendatários com caracteres hebraicos.

O estudo permite também perceber como são ilusórias  as listas de apelidos sefarditas portugueses que se multiplicam online, julgando alguns incautos terem origem judaica apenas por terem um desses apelidos. Vejamos um exemplo: um ramo da família Brafanez converteu-se, tendo adoptado o sobrenome Barros, nome de origem toponímica e comum a muitos portugueses. Vamos, assim, encontrar um Gabriel de Barros a residir em Ponte de Lima, precisamente num dos prazos transcritos pelo autor.

Prazo de duas casas na rua da Judiaria que até agora era hua só morada, que tinha sido emprazada a Isac Brafanes, que ao depois se chamou Gabriel de Barros morador em Ponte de Lima e a sua mulher Villida, que ao depois se chamou Branca Pereira, feito de hua a Fernam Bravo, e a duas pessoas; e da outra casa a Águeda Anes irmãa do dito Fernam Bravo e a duas pessoas. Não falla em Laudemio. 14 de Fevereiro de 1500.

Logo a iniciar o estudo, refere o autor que «contrariamente ao que acontece com os de outras terras minhotas - Guimarães e Barcelos, por exemplo - os judeus de Braga não têm história». Não têm história porque não deram que falar, não existiu entre eles «nenhuma sumidade, quer no campo das letras, quer no das ciências, quer em qualquer outro domínio», nem tão pouco nos chegaram ecos «das calamidades que se abateram sobre os filhos de Israel, sobretudo no decorrer so séc. XV». No entanto eles não escaparam à perseguição e exílio. Frei Pantaleão de Aveiro, no seu Itenerário da Terra Santa e suas particularidades, refere que não teriam ainda  «passado vinte casas quando de uma delas saem cinco, ou seis Judeus Portugueses, dizendo com grande alvoroço um deles: Padre Fr. Pantaleão, quem vos trouxe cá, quem havia de cuidar que viríeis a esta terra? (...) acudiram logo outros das suas lojas com muita alegria, e com eles um moço de bem pouca idade, que por me dizer, não haver dois anos, que saíra de Portugal, lhe perguntei donde era, e porque se ausentara. Disse-me ser natural de Braga, e que fugira, porque queimaram seu pai e tinham presa sua mãe».

Losa, António, Subsídios para o Estudo dos Judeus de Braga no Século XV (pdf)
I Congresso Histórico de Guimarães e sua Colegiada (1980), Volume V

kwADBraga

22 de dezembro de 2017

22 de dezembro de 2017 por Manuela Alves comentários
Foi adicionado à nossa Biblioteca, prateleira Geografia Histórica o álbum Cartografia portuense publicado pelo Manuel de Sousa no seu interessante e completo blogue Porto Desaparecido que nos transporta ao Porto dos nossos antepassados...

9 de dezembro de 2017

9 de dezembro de 2017 por MC Barros comentários

Por Rui Faria

Falar de Braga na primeira metade de Seiscentos é retratar uma cidade impregnada do espírito contra reformista, onde não havia lugar à diferença no que toca ao rito oficial. Todavia, as dinâmicas comerciais que se faziam sentir, remontam ao século anterior, enraizadas entre a comunidade cristã-nova. A exemplo de outras comunidades do país, algum do fervor religioso mais exacerbado que se vislumbra em Seiscentos, foi propagado por membros destas linhagens que a custo tentavam limpar a mácula no sangue, distanciando-se dos passados, sem nunca esquecer o espírito de sacrifício e a extraordinária capacidade para um incansável recomeçar, quase que inscrito nos genes dos perseguidos pelo tribunal que se dizia Santo. 

Um destes personagens foi Pedro de Aguiar, Familiar do Santo Ofício, descendente da comunidade sefardita bracarense, que, cansado de ver as perseguições a que eram sujeitos os infamados, alinhou no status quo e abraçou a empreitada de limpar a mácula de seu sangue. 

O singelo testemunho de Valério Pinto “homem que sabe todas as notícias antigas de Braga” refere que

na era de mil seiscentos e vinte até mil seiscentos e vinte e cinco houvera na cidade de Braga muitas prisões pelo Santo Ofício, e que por esse motivo as mais das pessoas limpas de infecta nação e possantes se meteram familiares do Santo Ofício e que um deles fora o dito Pedro de Aguiar. 

Mas desenganem-se os que pensam que Pedro renegou os seus, pelo contrário, diz-se que avisou «uns judeus muito ricos que fugissem tendo ele ordem do Santo Ofício para os prender».

De seu casamento, quis Deus que dos vários filhos nascidos nenhum sobrevivesse aos pais; como tal, Pedro de Aguiar, perseguindo o seu objetivo, investiu o capital amealhado de uma vida em obras pias. Fundou «o recolhimento das beatas do Campo de Santa Ana, que hoje são professas como consta da escritura feita a oito de maio de mil e seiscentos e trinta e um deixou vinte e cinco mil reis de renda cada ano ao Santíssimo Sacramento da Sé de Braga fez mais no hospital de Braga a Capela de São Marcos com trinta mil reis de renda cada ano como consta de um epitáfio que está no altar da dita capela que diz o seguinte: esta capela mandou fazer Pedro de Aguiar familiar do Santo Ofício mandou fazer a capela do Nascimento de Nossa Senhora à Branca, e nela rezam seis capelas e para tudo deixou rendas o dito Pedro de Aguiar e consta de um epitáfio que está no lado esquerdo da dita capela que diz esta capela do Nascimento do Senhor mandou fazer Pedro de Aguiar familiar do Santo Ofício faleceu o dito Pedro de Aguiar a vinte e cinco de dezembro de mil seiscentos e cinquenta e seis como consta do letreiro que se vê escrito na sua sepultura na mesma capela que diz aqui jaz Pedro de Aguiar familiar do Santo Ofício e deixou à Misericórdia de Braga muitos dinheiros que andam a juro e do procedido deixou que se casassem as órfãs que fossem suas parentas».

por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso agradecimento à Ana Josefsson que disponibilizou os seus índices, trabalhos que aqui se publicam.

SETÚBAL - Casa do Corpo Santo - Pormenores dos Azulejos do séc. XVIII, no interior (Fonte da imagem)



Tabela
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kwADSetubal

3 de dezembro de 2017

3 de dezembro de 2017 por MC Barros comentários
As Memórias Paroquiais de 1758 reúnem as repostas ao inquérito sobre as paróquias e povoações, ordenado pelo Marquês de Pombal em 1758, três anos após o terramoto de Lisboa. Nestes documentos os párocos registaram as descrições geográficas, demográficas, históricas, económicas e administrativas das respectivas paróquias.

A tarefa de proceder à organização das respostas de todos os documentos enviados pelos párocos coube ao Padre Luís Cardoso, sendo concluída em 1832, já depois do seu falecimento, altura em que terá ficado completo o índice de todas as respostas aos inquéritos recebidos.

Índice, elaborado e partilhado por Manuel Guilherme Vasconcelos, com ligações para os diversos documentos de Memórias Paroquias disponíveis online.

Transcrições elaboradas por colaboradores do blogue a quem agradecemos a partilha.
Azinhaga, Santarém - Por Carlos Fidalgo
Famalicão, Pederneira - Por Carlos Fidalgo
Pederneira, Leiria - Por Carlos Fidalgo
Cortiça, Pombeiro - Por Filipe Pinheiro de Campos
Alvarenga, Arouca - Por Pedro Teles
Vale de Figueira, Santarém - Por Carlos Fidalgo e António José Mendes
Quiaios, Figueira da Foz - Por Carlos Fidalgo e António José Mendes


Informação do arquivo:
O título da colecção "Memórias Paroquiais" é um título consagrado pelo uso, e surge na maioria das monografias que utilizam ou transcrevem documentos desta colecção. No entanto, os volumes que constituem a colecção apresentam na lombada a designação de "Dicionário geográfico de Portugal" e o vol. 44 apresenta na página de rosto "Índice geografico das cidades, vilas e paroquias de Portugal conteudas nos 43 volumes manuscritos do Dicionário Geográfico existente na Biblioteca das Senhora das Necessidades". Os autores Fernando Portugal e Alfredo de Matos (In: Lisboa em 1758. Lisboa: [s.n.], 1974. p. 13) consideram que é um erro chamar-se Dicionário Geográfico de Portugal às Memórias Paroquiais, uma vez que as respostas dos párocos utilizadas para a elaboração do Dicionário Geográfico do Padre Luís Cardoso foram destruídas pelo terramoto de 1755.
Fonte: ANTT

Publicado em 25/07/2014
por Manuela Alves comentários
Pelo seu indubitável interesse e porque não é facilmente acessível, aqui se partilha o artigo da excelente Revista  Raízes & Memórias nº 9.
 





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