Farmacêutico
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Joaquim Pinto de Araújo era um jovem de 27 anos, altura mediana (1,67m),
olhos e cabelos castanhos a emoldurar um rosto comprido, como informam os
registro...
Há 1 dia
Nobres, porém, de 25, ou de 101 linhagens diferentes, com origens variadas, quer no tempo quer no espaço, ocupando níveis distintos dentro da sua classe, que podiam ir dos Infantes ou ricos-homens até ao mais miserável dos escudeiros de província. No fundo, não pretendemos, com este trabalho, enquadrar funções, actividades, estatutos ou outras características específicas. Queremos, sim, e dentro das nossas várias limitações, reconstituir vidas, dar corpo a nomes perdidos na documentação e ligados por laços de sangue ou de afinidade. Os dados recolhidos sobre cada um deles permitem fazer uma ideia do estatuto e do comportamento social dos nobres, mas a sua lista está longe de ser exaustiva. Constituem apenas uma amostra representativa do conjunto. Neste sentido, e na nossa perspectiva, continuamos a acreditar que a Genealogia se apresenta como uma das abordagens metodológicas mais frutuosas para o conhecimento da nobreza, como da sociedade em gera, e para o qual este trabalho pretende, modestamente, contribuir. Assim, o que constitui o núcleo central deste trabalho são as reconstituições genealógicas ou, homenageando um dos nomes maiores da genealogia portuguesa, as Histórias Genealógicas das linhagens previamente seleccionadas. Será a partir delas que, depois, na terceira e última parte, se procurará definir e caracterizar a nobreza dionisina, através da análise do património, das relações com a corte, e das alianças matrimoniais.
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| Livro de Lisuarte de Abreu, 1565 |
“uma rapariga portuguesa que nasceu com uns olhos que bem pode dizer-se de lince; possui desde a mais tenra idade o dom de ver no interior do corpo humano bem como nas entranhas da terra. Aparentemente os seus olhos são como os do comum dos mortais, apenas muito grandes e verdadeiramente belos. Ela vê no corpo humano os abcessos e outras incomodidades e muitas vezes fica indisposta por ver o corpo das pessoas atacadas de doenças venéreas. Ela vê a formação do quilo, sua distribuição e distingue a circulação do sangue. Nunca se engana, em mulheres grávidas de mais de sete meses, no sexo do fruto que trazem no seu ventre. A sua vista penetra a terra no lugar onde há nascentes que ela descobre a uma profundidade de trinta ou quarenta braças, sem recurso a vara; diz com precisão o curso da água, a profundidade a que se encontra a nascente e distingue as cores e variedade das camadas de terra que existem sob a superfície. Este dom maravilhoso só o usufrui enquanto está em jejum; contudo, já lhe aconteceu depois da sesta, ter momentos de visão mais penetrante do que de manhã e então ter visto nos corpos através dos trajos o que ordinariamente não descobria através da pele”.
“conseguia ver o corpo humano, bem como o dos animais por dentro e outrossim o interior da terra a uma grande profundidade. Existe em Lisboa e nos arredores um grande número de poços que foram abertos por indicação desta mulher, que garantia onde e a que profundidade se encontrava água abundante e sempre se verificou com exacta precisão qualquer das suas previsões. O mesmo direi em relação à faculdade que tem esta senhora de ver no corpo humano as obstruções que se formam nas partes nobres ofendidas quando as pessoas se desnudam na sua presença”.
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| Casa do Infante |
O índice que aqui vou partilhar convosco é um mero instrumento de pesquisa e divulgação que foi construído a partir de índices manuscritos, elaborados no século XIX e que ampliei em termos informativos, tendo em vista a sua utilização para fins genealógicos, precedido por um quadro onde constam as cotas dos originais utilizados na elaboração dos índices, tendo em vista a sua consulta pelos interessados em ampliar a informação necessariamente sintetizada num índice
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