Repositório de recursos e documentos com interesse para a Genealogia

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17 de maio de 2017

17 de maio de 2017 por Manuela Alves comentários

A partir do século XV, o país foi dividido em seis grandes unidades administrativas, chamadas comarcas. Cada comarca era chefiada por um magistrado com poderes administrativo e judicial, que representava o poder real na respectiva jurisdição. Esses magistrados, inicialmente, chamados tenentes, depois meirinhos-mores , finalmente, passaram a ser denominados corregedores.

Na dinastia filipina assistiu-se a um aumento do poder dos senhores dos coutos e das honras e à consequente diminuição do poder real no domínio da administração da justiça,  a ponto de os corregedores terem deixado de entrar nas áreas dos senhorios eclesiásticos e laicos, o que era designado por privilégio de terras isentas de correição. Até 1790, coutos e honras para fins judiciais passaram a constituir ouvidorias, com funções semelhantes às das comarcas, mas, cujos ouvidores eram nomeados pelos senhores ou donatários.

No século XVII,  a província e a comarca passaram  a ser unidades distintas. A comarca, ou correição, tornou-se uma subdivisão da província,  sob a  jurisdição de um corregedor. A província passou a ser apenas um comando militar territorial sob responsabilidade de um governador das armas, que entre 1641 e 1836, era responsável pelas tropas estacionadas numa província.
Até 1751, existiam seis governadores das armas, cada qual correspondendo a cada uma das seis províncias: Entre-Douro-e-Minho, Trás-os-Montes, Beira, Estremadura, Alentejo e Algarve. Nessa altura, foi criado um sétimo governo das armas, o Governo das Armas do Partido do Porto, cujo território - com prerrogativas de província - foi destacado das províncias de Entre-Douro-e-Minho e da Beira.Em 1790 todas as ouvidorias foram transformadas em comarcas, com corregedor nomeado, directamente, pela Coroa.

Fundado por Filipe II, em 1582, o Tribunal  Superior da Relação do Porto, também  denominado Casa do Cível ou Relação da Casa do Porto, exercia jurisdição nas Comarcas e Ouvidorias de Entre Douro e Minho, Trás-os-Montes e Beira (exceptuando Castelo Branco) bem como nas  Comarcas de Esgueira e Coimbra.

Províncias e comarcas em 1801
Províncias Comarcas
Província de Entre-Douro-e-Minho Valença
Viana
Braga
Barcelos
Guimarães
Porto
Penafiel
Província de Trás-os-Montes Bragança
Miranda
Moncorvo
Vila Real
Província da Beira Feira
Aveiro
Lamego
Trancoso
Pinhel
Guarda
Linhares
Viseu
Castelo Branco
Arganil
Coimbra
Província da Estremadura Leiria
Ourém
Cinco Vilas (Chão de Couce)
Tomar
Alcobaça
Santarém
Alenquer
Torres Vedras
Ribatejo (Vila Franca de Xira)
Lisboa
Setúbal
Província do Alentejo Crato
Portalegre
Vila Viçosa
Avis
Elvas
Évora
Beja
Ourique
Reino do Algarve Lagos
Faro
Tavira

Fonte: "As Divisões Administrativas De Portugal, Ao Longo Dos Tempos", publicado no blog Audaces, onde encontram mais informação sobre este tema.

11 de maio de 2017

11 de maio de 2017 por Manuela Alves comentários
Da autoria do Doutor António Barros Cardoso, Professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, encontramos  disponibilizada on line uma publicação que nos encheu de satisfação e que aqui partilhamos:  A função pública no Porto dos inícios do século XVIII. Trata-se de um capítulo de  Os Reinos ibéricos na Idade Média : livro de homenagem ao Professor Doutor Humberto Carlos Baquero Moreno (Universidade do Porto. Faculdade de Letras, 2003)  O autor,. a partir  do caderno do lançamento  da décima  de 1706 sobre os rendimentos de trabalho dos titulares de cargos e ofícios públicos na cidade do Porto, dá - nos preciosas informações sobre antepassados de alguns de nós.

Ao interesse genealógico deste tipo de documentação já dedicamos um post http://genealogiafb.blogspot.pt/2016/02/a-decima-um-imposto-pouco-explorado-mas.html e por isso. chamamos a vossa atenção para dois outros aspectos: a contextualização dos diversos cargos e ofícios do funcionalismo público nos inícios do século XVIII e respectiva hierarquização, tema pouco conhecido da maioria de nós e a transcrição do documento original que nos irá familiarizando com documentos similares relativos a outros anos, enquanto aguardamos a prometida disponibilização on line por parte do Arquivo Histórico Municipal do Porto (AHMP) da  documentação relativa às décimas da cidade e seu termo.  Há que aguardar, pois há muito trabalho de bastidores a fazer até lá.  “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita." Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,1-9 são palavras  aplicáveis a  qualquer contexto e também a este.

27 de abril de 2017

27 de abril de 2017 por Gnealogiafb2 comentários

Recebemos esta dica do Telmo Monteiro, que poderá ser útil para quem anda à procura dos livros paroquiais de Olivença, abertos, ou em utilização, em 1801, ano do início da transição para a tutela espanhola.

1) Site do FamilySearch
2) Pesquisa por localidade, Olivenza ou Olivença. Aparecem links para as duas paróquias.
3) Escolher a que se quer estudar.
4) Aparece uma página com os diversos livros. À frente de cada um deles aparecem 3 tipos de símbolos distintos. Um quando o livro está microfilmado e disponível para ser requisitado para consulta nas igrejas mormons. Um segundo, que é uma lupa, e que indica que pode ser feita pesquisa aos dados. Por fim, um símbolo parecido com uma máquina fotográfica. Nestes últimos, se clicarmos no referido símbolo, abrimos a página com livros digitalizados, exactamente como se encontram nos microfilmes, ou seja, vários livros misturados em cerca de 2000 imagens, aproximadamente.
5) Seguindo as indicações indicadas para cada livro paroquial fornecida na página de listagem dos livros, facilmente os encontramos na digitalização do microfilme.

kwADPortalegre

8 de abril de 2017

8 de abril de 2017 por Manuela Alves comentários
A publicação que se partilha, da autoria de Maria José Lagoá e Francisco Ribeiro da Silva, versando a formação profissional no Antigo Regime, leva-nos ao mundo dos ofícios mecânicos.

Oficina de cerieiro (fabricante de velas)

De forma sucinta, mas esclarecedora, os autores revelam-nos  um sector de actividade em que tantos dos nossos antepassados se formaram e se inseriram. Uma mais valia pode ser acrescentada a este trabalho com a indicação de fontes primárias que poderão ser consultadas por quem desejar aprofundar o assunto ou servir de exemplo a fontes documentais de âmbito geográfico diverso.

A  formação Profissional no Antigo Regime - Maria José Lagoá, Francisco Ribeiro da Silva

O Porto dos Mesteres, segundo o mapa elaborado pelo Senado da câmara para a regulamentação das profissões na procissão do Corpo de Deus, em 1773, representava-se por 37 ofícios.
Para preparar este tecido social formado pelos ofícios mecânicos, desenvolvia-se um tipo de ensino profissional vocacionado para o saber dominar, de uma forma muito pragmática, cada arte da especialidade, e apenas essa, com saída directa para o mercado de trabalho.
Tratava-se de um ensino vocacionado para a aprendizagem das artes manuais. devidamente estruturado e de carácter particular e autónomo. Variava de cidade para cidade, dependendo das exigências comerciais de cada uma, porque cada qual apresentava as artes necessárias à indústria e comércio local e nacional.
Essa aprendizagem decorria num longo período, a que o formando, na categoria de aprendiz, se sujeitava. Ministrava-o o mestre do oficio e a loja funcionava corno escola. Iniciava-se em idade própria e recomendada. O aluno obedecia a determinado perfil. Lavrava-se, obrigatoriamente, matrícula. O tempo de aprendizagem decorria entre cinco a dez anos. Cada mestre recebia entre um a dois alunos. As matérias de ensino apresentavam-se predominantemente práticas e especializadas, apesar de, em algumas profissões, o saber ler e escrever ser uma exigência. Nestes casos ou o aluno chegava alfabetizado, ou sê-lo-ia pelo mestre.
Entre o mestre e o aprendiz estabelecia-se uma relação mútua de direitos e deveres, registada num autêntico estatuto de aprendizagem. Acrescente-se, ainda, que o aluno pagava propinas e recebia salário.
O Porto serve como exemplo ao que acima foi dito tendo como vasto manancial de fontes os compromissos dos ofícios mecânicos, pormenorizados em contratos notariais, principalmente no concernente ao século XVIII.






2 de abril de 2017

2 de abril de 2017 por Paula Peixoto comentários
Encontram-se disponíveis para consulta, no Arquivo Histórico da Armada, álbuns de fotografias de militares da armada, nomeadamente de oficiais, praças e sargentos.

Fonte: Arquivo Histórico da Armada

No quadro que aqui colocamos, encontram o link para os álbuns, assim como o link para os respectivos índices,

Para mais informações, sobre estes e outros registos, podem contactar o arquivo, os contactos encontram-se no respectivo site.


ÁLBUNS DE FOTOGRAFIAS
ÁLBUM ÍNDICE
Oficiais 1889 a 19??
Praças 1934 a 1965
Sargentos 1912 a 1965

22 de março de 2017

22 de março de 2017 por Manuela Alves comentários
Por sugestão do ministro Marquês de Ensenada, Fernando VI ordenou que se fizesse o registo minucioso de todos  os  territórios possuidos pela Coroa e sujeitos a impostos. Nos 15 000 lugares, de que apenas foram excluídas as províncias bascas por estarem isentas de impostos, foram  contabilizados os seus habitantes, propriedades territoriais, edifícios, gado, ofícios, rendas, censos, ao mesmo tempo que  foram registadas as características geográficas de cada lugar. Este é o chamado Cadastro de Ensenada (1750-1756) e tinha como objectivo realizar uma reforma fiscal mais racional e mais justa.  
Agradecemos ao Paulo César Martins que nos indicou este importante documento digitalizado e nos chamou a atenção para o seu interesse.






Cadastro de Ensenada

Quase todos os aspetos da sociedade do século XVIII  deixaram sua pegada no Cadastro de Ensenada. La Vendimia, de Goya
Fonte  https://pt.wikipedia.org/wiki/Cadastro_de_Ensenada

17 de março de 2017

17 de março de 2017 por MC Barros comentários
No último dia 16 de Fevereiro, sob os auspícios da Direcção-Geral do Património Cultural e da Embaixada do Brasil, foi lançado na Sala do Capítulo do Mosteiros dos Jerónimos o livro Pernambuco Revolucionário — Relações com a Coroa e vicissitudes de seus Bispos, do qual é co-autor Hernâni Maia, membro do nosso grupo no Facebook, e colaborador também deste blog. Encontram mais informação sobre este livro na publicação que aqui fizemos em 8 de Fevereiro. 

Na altura estava ainda em preparação a apresentação do livro no Porto, a qual se confirma para o próximo dia 4 de Abril, pelas 18h00, em sessão que terá lugar no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, sob a presidência do Reitor. A apresentação será feita por Luís Oliveira Ramos, Professor da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e por Luís Valente de Oliveira, Professor da Faculdade de Engenharia da mesma universidade. 

Convite para a apresentação no Porto - clicar para aumentar


Lembramos que a obra, publicada pela LF Editorial, de São Paulo, não está a ser comercializada em Portugal. Os genealogistas brasileiros que estiverem interessados poderão adquirir o livro na LF Editorial de São Paulo e também em algumas livrarias brasileiras que o anunciam online.


17 de fevereiro de 2017

17 de fevereiro de 2017 por Paula Peixoto comentários

Relato de Captura
Carlos Olavo Correia de Azevedo (Alferes de Artilharia - 2ª Bateria ,7ª Regimento de Artilharia, 9 de Abril de 1918)

"São 11 da manhã [9 Abril 1918](...). Não há nada mais torturante, angustia maior do que esta incerteza (...). Uma ordenança que mandei ao 1º obus com uma ordem de fogo não voltou mais; dois homens que mandei a um paiol para trazerem umas granadas não voltaram mais! Tenho a certeza de que ficaram pelo caminho feridos ou mortos! (...) Os momentos que se seguiram foram de absoluto recolhimento. Tinha a certeza de que ia morrer. Pensei naqueles que longe chorariam a minha perda: a minha família, alguns amigos seguros, todos os que sofriam a minha ausência (...). Um soldado que tinha saído veio-me dizer que há alemães no Pont du Hem, quer dizer, à retaguarda da nossa posição, vindos dos lados de Laventie. Estamos perdidos, cercados, prisioneiros! (...) Nunca me senti tão desgraçado pelo inesperado de uma situação cuja probabilidade afastei sempre do meu destino. Vencido (...) resolvi sair à frente dos soldados que tinha. Confesso que me dominava um misto de humilhação e de tristeza, por me sentir vencido, sem meios de resistência (...). Quando os alemães me aperceberam, encaminharam-se na minha direcção e o oficial que os comandava apontou-me uma pistola (...). Marchei serenamente, direito a ele, sem um gesto, sem uma palavra (...). O boche baixou a pistola e indicou-me o caminho [para a retaguarda alemã]. Segui então, direito a Neuve Chapelle, pela estrada de La Bassèe (...). Em Neuve Chapelle, parei para ser enquadrado com outros prisioneiros (...) que nos haviam de guardar até o fim do nosso destino."
Fonte: http://www.momentosdehistoria.com/MH_04_03_Coragem.htm

Fonte: Ilustração Portuguesa, 2.ª série, n.º 647, 15 de Julho de 1918


Durante a 1ª Guerra Mundial milhares de pessoas, militares e civis, foram capturadas e enviadas para campos de prisioneiros.
Encontra-se disponível, no site do Comité Internacional da Cruz Vermelha, um arquivo digital sobre esses mesmos detidos e prisioneiros. A pesquisa pode ser feita por nome ou nacionalidade
https://grandeguerre.icrc.org/



13 de fevereiro de 2017

13 de fevereiro de 2017 por Manuela Alves comentários
O nosso amigo Carlos Silva acedeu em partilhar no nosso blog três capítulos de uma obra e cujo texto de apresentação, por ele escrito a nosso pedido, aqui transcrevemos:

A Casa de Assade é um estudo genealógico de João Dias Costa, muito referido entre os investigadores, por ser obra excelente, como fruto de investigação documental, sem ser´, contudo, de fácil consulta.
Faz parte daqueles estudos genealógicos que mais parecem rumor que realidade, de pouca difusão, e que por isso se podem perder, de todo, se o azar assim mandar.
Interessa , não apenas aos estudiosos das famílias do concelho de Barcelos, como também aos que investigam em Santo Tirso e Vila do Conde.
Esta cópia, de fraca qualidade faz partes dos pequenos tesouros inacessiveis e imperdiveis que o saudoso investigador portuense Amaury Machado Carneiro, na sua incansável cata para desencantar obras genealógicas mais discretas, deu a partilhar nessa corrida em revezamento que é a nossa investigação.
Ora partilhar é não só salvaguardar como também uma forma de homenagear o autor.


Sobre a Casa de Assade , património de Grimancelos, freguesia de Barcelos, poderão encontrar informação na página da Junta de Freguesia de Grimancelos.

10 de fevereiro de 2017

10 de fevereiro de 2017 por MC Barros comentários

Por Márcia Helena Miranda de Sousa

Maria do Céu pediu-me para tentar responder perguntas recorrentes sobre “seus” imigrantes que vieram para o Brasil. Ficam aqui algumas dicas que poderão ser acrescentadas com outras que forem surgindo.

Os Imigrantes, por Angiolo Tommasi


1 - COMO COMEÇAR: ONDE PEDIR CERTIDÕES PARA SABER NOMES DOS AVÓS E BISAVÓS.

No Brasil os cartórios onde os registros são feitos são chamados de RCPN (Registro Civil de Pessoas Naturais). Uma mesma cidade pode ter vários RCPN e suas filiais, e dependendo de quantos tenha recebem sua numeração (1º RCPN, 2º RCPN, etc.), cada um com sua respectiva área de abrangência. Atualmente existem mais de 13.000 RCPN no Brasil, pelo que é essencial saber onde ocorreu o fato (nascimento, casamento ou óbito), para saber para qual RCPN pedir as certidões.

Os mais difíceis de encontrar são os óbitos, pois a pessoa pode ter passado a vida num bairro (freguesia), mas ter falecido num hospital em outro bairro.

O problema é que dificilmente sabemos onde os fatos ocorreram, e com isto surgem as demandas por pesquisas minuciosas e trabalhosas. Hoje existem vários sítios, que podem ser procurados no Google, oferecendo este serviço de busca e reprodução de registros dos RCPN, mas não posso atestá-los, pois nunca precisei utilizar tal serviço.

As áreas de abrangência destes RCPN mudam ao longo do tempo. Por exemplo, no Rio de Janeiro houve uma grande mudança em 2012, e com isto o 2º e 6º RCPN foram extintos e seu acervo passou para o 3º RCPN, que com isto também assumiu as respectivas áreas de abrangência.

Pesquisar no Brasil sem informações precisas é complicado, pois somos um país GIGANTE! PORTUGAL inteiro tem 92.090 Km2, e população estimada (2014) de 10.374.822. Apenas 6 dos 26 Estados brasileiros têm sua área menor que Portugal. RIO DE JANEIRO tem apenas 43.781,566 Km2 (menos que a metade de Portugal), mas sua população estimada (2016) é de 16.635.996.

O que sempre sugiro é que busque por mais informações em outras fontes, como na Hemeroteca Digital Brasileira, e outros sítios, para aí sim, saber onde procurar seu imigrante. Estes outros sítios de pesquisa sugeridos estão relacionados no blog, no post Pesquisar no Brasil - Lista de Ligações.


2 - IMIGRANTE PORTUGUÊS: ONDE OBTER INFORMAÇÃO SOBRE ESSA IMIGRAÇÃO (FAMILYSEARCH, NAVIOS, ETC.).

Depende de quando foi esta imigração, se é mais recente ou antiga; as mais antigas não existem! O Arquivo Nacional, que possui bancos de dados do Rio de Janeiro, não tem nada online de antes de 1842. Em jornais antigos (Hemeroteca Digital Brasileira) algumas vezes eram publicados os nomes das pessoas que estavam chegando nos barcos. Alguns (poucos) Estados brasileiros possuem sítios para busca destes imigrantes, e eles estão também relacionados no post Pesquisar no Brasil - Lista de Ligações.


3 - CASOS DIFÍCEIS, POR EXEMPLO, QUANDO A PESSOA APENAS TEM UM NOME.

Ter só o nome não é um caso difícil, é um caso impossível, pelas questões acima explicadas sobre a dimensão territorial brasileira; minha sugestão continua sendo buscar mais informações na Hemeroteca Digital Brasileira, ou nos outros sítios sugeridos.



Veja também:

8 de fevereiro de 2017

8 de fevereiro de 2017 por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
Agradecemos ao Edmundo Vieira Simões e à Laura Santos, pelos índices de Chancelaria e de Mata Antiga, assim como a José Fernando Maltez pelo índice da Golegã.

Cerco ao castelo de Torres Novas


Tabela
.

(1) Livro de Casamentos 1, existente na Torre do Tombo, mas ainda não descrito no site.
(2) Livros não estão online.

Originalmente publicado em 19/4/2015
kwADSantarem
por MC Barros comentários
No próximo dia 16 deste mês de Fevereiro, sob os auspícios da Direcção-Geral do Património Cultural e da Embaixada do Brasil, será lançado na Sala do Capítulo do Mosteiros dos Jerónimos o livro “Pernambuco Revolucionário — Relações com a Coroa e vicissitudes de seus Bispos”, do qual é co-autor Hernâni Maia, membro do nosso grupo no Facebook, e colaborador também deste blog.

Trata-se duma biografia historiográfica rigorosa duma figura nascida no Porto - Frei José Maria de Araújo - e que se distinguiu, ainda que efemeramente, no historicamente denso e rico panorama socio-político de Portugal na viragem para o século XIX. Na elaboração deste trabalho foram usados e citados documentos do Arquivo Secreto do Vaticano, do Arquivo Nacional Torre do Tombo, da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil (Projeto Resgate), entre outros, e também dos Arquivos Distritais do Porto, de Vila Real e de Viana do Castelo para o levantamento genealógico do biografado. 

Resumo:
Na viragem do séc. XVIII para o séc. XIX, sabe-se em Lisboa que existem em Pernambuco sementes de independência, em parte inspiradas na Revolução Francesa e na subseqüente tomada do poder por Napoleão Bonaparte. Nesse tempo estavam a chegar ao Recife licenciados pela Universidade de Coimbra trazendo consigo o sentido algo revolucionário e reformador do Marquês de Pombal, que passou a usar a Igreja como agente político e veículo de politização, para tanto baseado no novo acordo que fizera com a Santa Sé. A Coroa queria enviar para Olinda um bispo da sua confiança, do melhor que houvesse então em Portugal, para tentar re-encaminhar o Seminário no “bom sentido” dos interesses portugueses; Frei José Maria de Araújo foi o escolhido. Mas forças ocultas, eventualmente estimuladas pelo caráter autoritário e algo conflituoso do bispo cessante, manobraram na sombra para que este processo se atrasasse, dando assim tempo para que a ação do novo bispo fosse menorizada e neutralizada. Tudo viria afinal a culminar com a sua morte, acidental ou provocada, mas que de qualquer forma conviria para aqueles que defendiam a conspiração a favor da independência. São relatadas consequências de todo este imbróglio para o destino de uma família entre as muitas que foram apanhadas nos conflitos.

Pelo material nele contido e citado, este livro poderá vir a constituir uma contribuição de referência para a história do relacionamento entre Portugal e o Brasil, relativo à época a que se reporta. Nele são referidas as Invasões Francesas no Porto e em Lisboa, a Revolução Francesa, a Maçonaria, a transferência da Família Real para o Brasil, a prisão dos Papas, a crise na exportação do vinho do Porto, em suma, o ambiente de enorme incerteza e instabilidade económica, social e política que se viveu durante as investidas de Napoleão Bonaparte.

O livro foi prefaciado por Maria Cristina Cavalcanti de Albuquerque, autora brasileira de vários livros incidindo sobre a História de Pernambuco, em ligação com a biografia dos seus antepassados, fundadores e colonizadores desta parte do Brasil e, mais tarde, promotores da Revolução Pernambucana de 1817 que precedeu a independência do Brasil. O livro está recomendado como uma das leituras associadas com a Celebração do Bicentenário da Revolução, cuja cerimónia de abertura terá lugar no próximo dia 12 de Março no Recife.

A natureza deste trabalho torna-o interessante também para muitos genealogistas de Portugal e do Brasil. O índice do livro pode ser consultado no Repositório da Universidade Católica Portuguesa.

Publicado pela LF Editorial, de São Paulo, infelizmente, não está a ser comercializado em Portugal, embora tenham sido importados livros em quantidade suficiente para a sua divulgação e venda, durante este lançamento em Lisboa e uma apresentação que terá lugar em 4 de Abril na Reitoria da Universidade do Porto, mas que ainda se encontra em preparação.
Os genealogistas brasileiros que estiverem interessados poderão adquirir o livro na LF Editorial de São Paulo e também em algumas livrarias brasileiras que o anunciam online.

A sessão de lançamento será aberta, pelo que aqui publicamos também o Convite para a apresentação do livro (clicar na imagem para aumentar).

2016, Hernâni L.S. Maia, Raquel Gonçalves-Maia, Gilda Whitaker Verri e Eduardo Duque, "Pernambuco Revolucionário — Relações com a Coroa e vicissitudes de seus Bispos", LF Editorial, São Paulo, Brasil

4 de fevereiro de 2017

4 de fevereiro de 2017 por Manuela Alves comentários
Uma das dificuldades que deparamos quando consultamos os registos paroquiais é a localização geográfica das referências feitas pelas párocos. Com efeito, muitas vezes as referências são feitas com base nas divisões eclesiásticas ou nos oragos, com que estavam naturalmente mais familiarizados, e isso traz-nos embaraços, pois nem sempre é fácil encontrar informações sobre o assunto. Seria injusto não referir os esforços feito por alguns Arquivos, no sentido de enriquecer as descrições arquivísticas dos seus fundos, ao apresentar historicamente enquadrados os conjuntos documentais disponibilizados.
Partilhamos, na estante Geografia Histórica ,um trabalho sobre as freguesias da Diocese do Porto, da autoria do Padre Domingos A. Moreira. publicado no Boletim Cultural da Câmara Municipal do Porto em 1972. Além dos oragos, inclui uma lista de designações paroquiais diferentes das habitualmente conhecidas (uma preciosa informação).

Esta partilha é do documento tal com estava guardado no meu computador. Os interessados no artigo completo, que inclui a bibliografia consultada pelo autor, podem recorrer à Biblioteca  dos Assuntos Portuenses do Arquivo Histórico Municipal do Porto ou solicitar fotocópias (fazem orçamento e é pagável por multibanco).
A diocese do Porto compreende 26 concelhos: 17 pertencem ao distrito do Porto, 8  ao distrito de Aveiro e 1 ao distrito de Braga.


por Manuela Alves comentários
Foi colocada na Biblioteca do Blog uma nova estante  intitulada "Geografia Eclesiástica" 
Nela pretendemos reunir publicações disponibilizadas on line, devidamente identificadas, que permitam aos nossos seguidores contextualizar as suas investigações genealógicas dentro dos princípios que nos norteiam desde o início: de forma gratuita e respeitadora dos direitos dos seus autores, publicando a sua proveniênca, sem subterfúgios, e utilizando meios gratuitos, exigidos pela nossa recusa de qualquer forma de patrocínio.
Assim, e com o  intuito de melhor gerirmos os recursos disponíveis, adicionamos unicamente excertos de obras de maior folêgo, como por exemplo teses universitárias, das quais seleccionamos apenas os capítulos relevantes para os objectivos do blog - fornecer informação de interesse genealógico de forma acessível, aproximando,  o mundo do saber especializado do público  comum e democratizando, por este meio, a Cultura. A identificação da obra original  permitirá aos interessados a leitura integral da mesma on line

 João Rocha Nunes. A reforma católica na diocese de Viseu. (1552-1639). Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. 2010:
 Capítulo 1 - O espaço diocesano 
III PARTE Capítulo 2 - A reforma do clero
2.7 - Os registos paroquiais pp. 210-215 



3 de fevereiro de 2017

3 de fevereiro de 2017 por GenealogiaFB comentários
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