Variações
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O pesquisador afoito e inexperiente pode ter uma impressão de verdadeiro
caos ao tentar fazer sentido do sistema de aplicação dos
apelidos/sobrenomes em as...
Há 3 dias
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| O Paço Imperial por Jean Baptiste Debret, 1830 |
Âmbito e conteúdo: O projeto da Comissão Luso-Brasileira para Salvaguarda e Divulgação do Patrimônio Documental – COLUSO – tem sua origem em um pacto de colaboração entre o Ministério da Justiça da República Federativa do Brasil e a Presidência do Conselho de Ministros da República Portuguesa, elaborado em 1995, no contexto das comemorações do V Centenário do Descobrimento do Brasil. Ainda em vigor, constitui-se em um programa de interação entre instituições Arquivísticas Brasileiras e Portuguesas para a troca de informações, contidas em seus acervos, que sejam de interesse das partes. O AGCRJ é uma das instituições integrantes e atualmente desenvolve o projeto "A Presença portuguesa na documentação da Municipalidade Carioca: séculos XIX e XX".

| Províncias | Comarcas |
| Província de Entre-Douro-e-Minho | Valença Viana Braga Barcelos Guimarães Porto Penafiel |
| Província de Trás-os-Montes | Bragança Miranda Moncorvo Vila Real |
| Província da Beira | Feira Aveiro Lamego Trancoso Pinhel Guarda Linhares Viseu Castelo Branco Arganil Coimbra |
| Província da Estremadura | Leiria Ourém Cinco Vilas (Chão de Couce) Tomar Alcobaça Santarém Alenquer Torres Vedras Ribatejo (Vila Franca de Xira) Lisboa Setúbal |
| Província do Alentejo | Crato Portalegre Vila Viçosa Avis Elvas Évora Beja Ourique |
| Reino do Algarve | Lagos Faro Tavira |
Ao interesse genealógico deste
tipo de documentação já dedicamos um post http://genealogiafb.blogspot.pt/2016/02/a-decima-um-imposto-pouco-explorado-mas.html e por isso. chamamos a vossa atenção para dois outros aspectos: a
contextualização dos diversos cargos e ofícios do funcionalismo público nos
inícios do século XVIII e respectiva hierarquização, tema pouco conhecido da
maioria de nós e a transcrição do documento original que nos irá familiarizando
com documentos similares relativos a outros anos, enquanto aguardamos a
prometida disponibilização on line por parte do Arquivo Histórico Municipal do Porto (AHMP) da documentação relativa às décimas da cidade e seu termo. Há que aguardar, pois há muito trabalho de bastidores a fazer até lá. “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita." Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 10,1-9 são palavras aplicáveis a qualquer contexto e também a este. ![]() |
| Oficina de cerieiro (fabricante de velas) |
O Porto dos Mesteres, segundo o mapa elaborado pelo Senado da câmara para a regulamentação das profissões na procissão do Corpo de Deus, em 1773, representava-se por 37 ofícios.
Para preparar este tecido social formado pelos ofícios mecânicos, desenvolvia-se um tipo de ensino profissional vocacionado para o saber dominar, de uma forma muito pragmática, cada arte da especialidade, e apenas essa, com saída directa para o mercado de trabalho.
Tratava-se de um ensino vocacionado para a aprendizagem das artes manuais. devidamente estruturado e de carácter particular e autónomo. Variava de cidade para cidade, dependendo das exigências comerciais de cada uma, porque cada qual apresentava as artes necessárias à indústria e comércio local e nacional.
Essa aprendizagem decorria num longo período, a que o formando, na categoria de aprendiz, se sujeitava. Ministrava-o o mestre do oficio e a loja funcionava corno escola. Iniciava-se em idade própria e recomendada. O aluno obedecia a determinado perfil. Lavrava-se, obrigatoriamente, matrícula. O tempo de aprendizagem decorria entre cinco a dez anos. Cada mestre recebia entre um a dois alunos. As matérias de ensino apresentavam-se predominantemente práticas e especializadas, apesar de, em algumas profissões, o saber ler e escrever ser uma exigência. Nestes casos ou o aluno chegava alfabetizado, ou sê-lo-ia pelo mestre.
Entre o mestre e o aprendiz estabelecia-se uma relação mútua de direitos e deveres, registada num autêntico estatuto de aprendizagem. Acrescente-se, ainda, que o aluno pagava propinas e recebia salário.
O Porto serve como exemplo ao que acima foi dito tendo como vasto manancial de fontes os compromissos dos ofícios mecânicos, pormenorizados em contratos notariais, principalmente no concernente ao século XVIII.
| ÁLBUNS DE FOTOGRAFIAS | |
|---|---|
| ÁLBUM | ÍNDICE |
| Oficiais | 1889 a 19?? |
| Praças | 1934 a 1965 |
| Sargentos | 1912 a 1965 |
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| Convite para a apresentação no Porto - clicar para aumentar |
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| Fonte: Ilustração Portuguesa, 2.ª série, n.º 647, 15 de Julho de 1918 |
A Casa de Assade é um estudo genealógico de João Dias Costa, muito referido entre os investigadores, por ser obra excelente, como fruto de investigação documental, sem ser´, contudo, de fácil consulta.Faz parte daqueles estudos genealógicos que mais parecem rumor que realidade, de pouca difusão, e que por isso se podem perder, de todo, se o azar assim mandar.Interessa , não apenas aos estudiosos das famílias do concelho de Barcelos, como também aos que investigam em Santo Tirso e Vila do Conde.Esta cópia, de fraca qualidade faz partes dos pequenos tesouros inacessiveis e imperdiveis que o saudoso investigador portuense Amaury Machado Carneiro, na sua incansável cata para desencantar obras genealógicas mais discretas, deu a partilhar nessa corrida em revezamento que é a nossa investigação.Ora partilhar é não só salvaguardar como também uma forma de homenagear o autor.
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| Os Imigrantes, por Angiolo Tommasi |
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| Cerco ao castelo de Torres Novas |
Na viragem do séc. XVIII para o séc. XIX, sabe-se em Lisboa que existem em Pernambuco sementes de independência, em parte inspiradas na Revolução Francesa e na subseqüente tomada do poder por Napoleão Bonaparte. Nesse tempo estavam a chegar ao Recife licenciados pela Universidade de Coimbra trazendo consigo o sentido algo revolucionário e reformador do Marquês de Pombal, que passou a usar a Igreja como agente político e veículo de politização, para tanto baseado no novo acordo que fizera com a Santa Sé. A Coroa queria enviar para Olinda um bispo da sua confiança, do melhor que houvesse então em Portugal, para tentar re-encaminhar o Seminário no “bom sentido” dos interesses portugueses; Frei José Maria de Araújo foi o escolhido. Mas forças ocultas, eventualmente estimuladas pelo caráter autoritário e algo conflituoso do bispo cessante, manobraram na sombra para que este processo se atrasasse, dando assim tempo para que a ação do novo bispo fosse menorizada e neutralizada. Tudo viria afinal a culminar com a sua morte, acidental ou provocada, mas que de qualquer forma conviria para aqueles que defendiam a conspiração a favor da independência. São relatadas consequências de todo este imbróglio para o destino de uma família entre as muitas que foram apanhadas nos conflitos.
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