Repositório de recursos e documentos com interesse para a Genealogia

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  • Primeiros passos em Genealogia: como começar, onde pesquisar, recursos disponíveis e outras informações.

  • Apelidos de família: de onde vêm, como se formaram.

  • Índices de passaportes, bilhetes de identidade, inquirições de genere e outros.

6 de abril de 2020

6 de abril de 2020 por Manuela Alves comentários
"Principalidade Alentejana", de Gonçalo de Mello Guimarães


Resumo - apresentação da obra
É com a dinastia de Aviz que. verdadeiramente, se começa a constituir-se e a consolidar uma casta de terra tenentes perfeitamente. identificada com o Alentejo. Convém, no entanto, observar que, ao invés do que sucedeu. no resto do País, a nobreza alentejana virá assumir contornos diferenciados, não apenas no que se refere à sua génese, como tenderá a evoluir com o decorrer do tempo, para formas de funcionalidade social distintas - pelo menos quatro -que manterá ao longo de toda a sua existência histórica.
I   A Nobreza Castreja e a Nobreza Vincular
II  Nobreza Brigantina
III Lavradores de Latifúndio do Liberalismo e da República

Seguem-se as páginas dedicadas ao índice geral, por ordem alfabética e  uma nota final que aqui transcrevemos:

1 Pelo facto de nem todos os Títulos tratadas serem inéditos tive de diferenciar aditamentos por mim introduzidos Assim naqueles já estudados por outros genealogistas, ptei por escrever em itálico as novas informações que recolhi, dando-lhes no final a respectiva fonte.
2 Para os Títulos da minha autoria assinalá-los-ei com um ( *) no cabeçalho
3 Títulos cedidos por amigos e por eles autorizados a figuraram nesta obra também os marcarei com (**).
4 As letra (M) e (L) por baixo dos cabeçalhos indicam o partido tomado pela família em questão durante a Guerra Civil.

Decidimos agrupar os ficheiros partilhados pelo António Filipe Rebola Rosado, a quem agradecemos este seu valioso contributo, em pastas identificadas  alfabeticamente, por uma questão de funcionalidade.
Letra A  12 ficheiros
Letra B    7 ficheiros
Letra C  19 ficheiros
Letra D    2 ficheiros
Letra F     9 ficheiros
Letra G   13 ficheiros
Letra H I   4 ficheiros
Letra L      8 ficheiros
Letra S      2 ficheiros
Letra V      8 ficheiros



5 de abril de 2020

5 de abril de 2020 por Manuela Alves comentários


Esta listagem foi extraída do livro “A emigração francesa em Portugal durante a R. F de Castelo—Branca Chaves Notas da autoria de António Filipe Rebola Rosado

Agradecemos ao António Filipe Rebola Rosado  a partilha destes dois ficheiros 


4 de abril de 2020

4 de abril de 2020 por Manuela Alves comentários
Agradecemos ao António Filipe Rebola Rosado a partilha deste ficheiro  de que é co-autor com o Nuno Gonçalo Pereira Borrego  que proporcionará informações de carácter genealógico sobre algumas familias  do Alto Alentejo, vítimas das perseguições inquisitoriais.

A Inquisição no Alto Alentejo
por Manuela Alves comentários

Partilhado pelo Vítor Suzano, a quem agradecemos.

MENGO, Francisco da Silva, 1846-?
Diccionario de nomes de baptismo comprehendendo mais de quatro mil nomes de ambos os sexos... / Porto : Typographia Elzeviriana, 1889.
Contém mais de 4.000 nomes de ambos os sexos, muitos deles caídos em desuso mas útil para esclarecer nomes mencionados em documentos antigos

FERREIRA, Pedro Augusto, 1833-1913
Diccionario d'appellidos portuguezes, Porto : Typ. Mendonça,1908
Abade de Miragaia  foi um sacerdote e publicista português, e colaborador de Pinheiro Chagas responsável pelo termino da publicação do dicionário Portugal Antigo e Moderno, que ia no meio do tomo X, e do artigo Viana do Castelo, publicando-se assim o final do tomo X e os tomos XI e XII. 






por GenealogiaFB comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui trabalhos, alguns elaborados por nós, outros por colaboradores que generosamente decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
Agradecemos ao Joaquim Martins, à Vânia Viegas, ao Carlos Viana, ao Manuel Montenegro, ao Paulo Ferreira e à Manuela Castelão pela partilha dos seus índices.

Rua Nova de Sousa e Porta Nova, Braga

Dica: Clique na data para abrir o índice excel

Tabela
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1 - Livro não está online
2 - Índice foi transcrito da base de dados do NEPS, realizado por Maria Norberta Amorim; à excepção de algumas correcções pontuais, o índice não foi revisto/completado pelo GenealogiaFB. Poderá conter alguns registos sem a filiação dos nubentes que, no entanto, se encontra nos respectivos assentos.
3 - Índice transcrito da base de dados do NEPS,  realizado por Rui Faria.


Originalmente publicado em 22/4/2015
kwADBraga

por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de crismas, baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso agradecimento à Eva Marques que disponibilizou os seus índices de Gondomar e Vila Nova de Gaia, a José António Reis pelos índices de Marco de Canaveses, a Álvaro Holstein e Marcelina Gama Leandro pelos índices de Santo Ildefonso, a Joaquim Martins pelo índice de Campanhã, Santa Marinha, Laundos e Estela, a Carlos Manuel Pinto da Costa pelos índices de Crestuma, Sandim, Lever, Olival e Pedroso, a Manuel Montenegro pelos índices de Junqueira e Arcos, a Margarida Ferreira pelo índice de óbitos de Santa Marinha/Vila Nova de Gaia; Ricardo Brochado pelo índice de São Cosme-Gondomar, a Jorge Pacheco pelo índice de baptismo de Vila Caiz; Fernando Ferreira Vilarinho pelo índice de baptismos de Azurara; a Paulo Almeida pelos índices de Abragão-Penafiel e de Vila Boa de Quires.




Tabela
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  • 27/05/2018 - Adicionado índice de Casamentos da freguesia de Campanhã, concelho do Porto, 1588 a 1899 de autoria do Joaquim Martins.                                      
  • 06/01/2020 - Actualização do índice de Casamentos da freguesia de Campanhã, concelho do Porto. Foi acrescentado o índice de 1899 a 1911 de autoria do Joaquim Martins

Originalmente publicado em 10/10/2014
kwADPorto
por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.

No blog Minha Parentela de Maria José Queiroz Meneses, encontram trabalhos por ela realizados, assim como imagens de assentos paroquiais, relativos à sua pesquisa, mas que poderão ser úteis para outras pessoas.

Agradecemos a Edmundo Vieira Simões que disponibilizou o índice de casamentos do livro 1 do Rio Grande, RS (neste índice a maioria dos nubentes são naturais dos Açores), e a Dom Jafther Nohan pelo índice de Santo António de Garanhus / PE.

Proclamação da Independência, 1844, François-René Moreaux, Museu Imperial, Petrópolis



Tabela
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  • Actualização 26/10/2019
Registos partilhados por Cleber Coqueiro Passos a quem agradecemos.
Créditos: paróquia, cartório, Arquivo Municipal de Brumado e Elenice Portugal Ribas

Aracatu, Bahia, Brasil
Outros nomes: Gameleira dos Machados, São Pedro
Localidades relacionadas: Aracatu, Malhada de Pedras, Brumado, Caetité, Condeúba, Rio de Contas, Livramento de Nossa Senhora, Vitória da Conquista

Brumado, Bahia, Brasil
Outros nomes: Bom Jesus dos Meiras
Localidades relacionadas: Aracatu, Malhada de Pedras, Brumado, Caetité, Condeúba, Rio de Contas, Livramento de Nossa Senhora, Vitória da Conquista


  • Acutalização 24/03/2020 

Registos partilhados por Leonel Pisoni Goulart a quem agradecemos
Rio Grande do Sul São Pedro


  • Actualização 04/04/2020
Registos partilhados por Leonel Pisoni Goulart a quem agradecemos a partilha
Parte do livro 1 de casamentos de Viamão: 1747 a 1759 (fls. 1 a 76v.). O livro completo atinge o ano de 1785, com grandes lacunas, faltando os anos de1769, 1772 a 1776 e 1780 a 1782.
Folha 15: casamento em 20-03-1750. O registro está quase todo corroído, mas ao que parece trata-se de ESCRAVOS. Testemunhas: Manoel de Barros Pereira e João ----Pereira.
Folha 20v: o registro é feito pelo Pe. Tomas Clarque (1750-1753/4)




kwADAçores Inicialmente publicado em 10/04/2015

30 de março de 2020

30 de março de 2020 por Manuela Alves comentários

Mulheres para um império : orfãs e caridade nos recolhimentos femininos da Santa Casa de Misericordia (Salvador, Rio de Janeiro e Porto - seculo XVIII)

GANDELMAN, Luciana MendesTese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciencias Humanas, Campinas

Resumo: Ao longo do século XVIII um número crescente de instituições, tanto no Reino como em Ultramar, voltou-se para o recolhimento e dotação de meninas órfãs. A maioria destes recolhimentos estava sob a administração da irmandade da Misericórdia. As Santas Casas da Misericórdia eram irmandades leigas, de direto patrocínio régio, restritas a homens que se organizavam em torno da realização de obras de caridade. Criada originalmente em Portugal, sua influência e poderio se espalhou por todo império português, tornando-as palco das disputas em torno da expressão da caridade pessoal, de estratégias locais de poder e clientelismo e de projetos de colonização. Através da comparação dos casos dos recolhimentos do Rio de Janeiro, Salvador e Porto a presente tese procura discutir o auxílio prestado às órfãs conjugando as implicações religiosas e morais, os valores e as relações de poder e hierarquia social que estavam em jogo no estabelecimento e funcionamento dessas instituições de recolhimento e casamento de meninas órfãs presentes no Reino e no Ultramar


por Manuela Alves comentários

LOPES, Maria Antónia — “Transgressões femininas no Recolhimento da Misericórdia do Porto, 1732-1824”. In Saúde, Ciência e Património. Actas do III Congresso de História da Santa Casa da Misericórdia do Porto. Porto: Santa Casa da Misericórdia do Porto, 2016.  p.95-123.


Joaquim Vilanova - Desenho de 1833

Resumo
A conduta das mulheres enclausuradas em conventos e recolhimentos era vigiada pelas autoridades masculinas externas com visitas e interrogatórios, num afã de disciplinamento muitas vezes inglório. Também assim se procedia no Recolhimento da Misericórdia do Porto, o Recolhimento de Órfãs de Nossa Senhora da Esperança.
Com a exploração sistemática dos registos de tais inspecções, procurar-se-ão aspectos do quotidiano dessas mulheres, comparando-os com os de outras comunidades cujas vivências conhecemos através desse tipo de fontes.
Os Capítulos de Visitações do Recolhimento da Misericórdia do Porto (1732 -1824) não são ricos em informações, se comparados com outros, e já foram parcialmente usados como fontes. Mesmo assim, é possível ir mais um pouco longe na sua exploração e é isso que se tentará fazer.

Fotografia actual

29 de março de 2020

29 de março de 2020 por Manuela Alves comentários

Sob o baixo-relevo de Teixeira Lopes (pai) que evoca a tragédia, ocorrida precisamente naquele local a 29 de Março de 1809, estão sempre velas acesas que intercedem pelo descanso eterno dos homens, mulheres e crianças afogados no Douro quando tentavam fugir à invasão francesa comandada pelo general Soult.

Era uma quarta-feira de Trevas, dia 29 de Março  daquele ano de 1809…
Milhares de soldados franceses , sob o comando de Soult, depois de terem entrado em Portugal pela fronteira de Chaves, tinham-se apoderado de Braga e aproximavam-se do Porto.
Dois séculos depois, existem diferentes opiniões sobre a razão do desastre mas hoje deixo aqui duas versões de franceses, testemunhas dos acontecimentos trágicos desse dia e que foram referidas na versão original em francês ( deixo-vos com a minha tradução tant bien que mal...) por Jorge Martins Ribeiro.
O primeiro relato faz parte das Memórias do General Soult, o segundo é da autoria do cónego Noêl—Antoine Apuril du Pontreau, sacerdote emigrado no Porto, de posições violentamente anti-napoléonicas  
1
O major Dauture chegou à ponte do Douro, no momento em que os Portugueses procuravam cortá-la sob a protecção da sua poderosa artilharia colocada na margem esquerda no convento da Serra.
Não havia um instante a perder, ou a ponte estava perdida. Quando o Coronel Donnadieu e o Major Dauture chegaram aí, encontraram-na pejada por mais de dois mil indivíduos de todas as idades e sexos. No seu pânico eles tinham feito afundar um dos pontões e tinham sido engolidos com ele. A cavalaria do bispo[1] que fugia no mesmo instante passava sobre os corpos dos desgraçados, esmagando-os impiedosamente com as patas dos cavalos. Foi assim que ela conseguiu escapar-se alguns momentos antes da chegada dos Franceses.
Os nossos soldados, mais generosos, apressaram se a socorrer alguns dos afogados que davam ainda alguns sinais de vida; outros para evitar marchar sobre eles colocaram pranchas nos lados e passaram para lá da ponte, apesar do terrível canhoneio do inimigo.
A tomada da ponte era de uma importância muito grande; reforços foram enviados ao coronel do 47° que os dispôs habilmente para se apoderar do subúrbio de Vila Nova assim como da margem esquerda do Douro.


2
Da mesma forma o medo e o horror apoderaram-se dos cidadãos de qualquer estado , de qualquer sexo, de qualquer idade que há pouco tranquilos nas suas casas confiando na bondade das trincheiras e dos redutos e na multidão e bravura dos seus concidadãos saíram em confusão das suas casas uma parte fugiu ao longo do rio para o Freixo, muitos outros para Vila Nova
Dois homens robustos, no começo da ponte da Ribeira, armados de lanças terminadas num ferro agudo, ameaçaram matar quem quer que ousasse querer avançar, sob o pretexto de  provavelmente querer impedir a emigração. Então esta parte da ponte, sobrecarregada por un número demasiado considerável de indivíduos quebra-se, desmorona-se afunda-se subitamente
A afluência era tão grande que os de trás empurravam sempre para a frente, ignorando a ruptura da ponte e desgraçadamente sem dar atenção aos gritos horrorosos e lamentáveis de desespero dos que à vista de uma morte inevitável, se viam precipitados no rio!
Ah Grande Deus! … Oh! Dor!... Em poucos minutos, três mil pessoas foram sepultadas sob as águas!!!
Que triste situação para estes infortunados! Que espectáculo de horror terrível e lamentável para mim, testemunha da minha janela de esta cena trágica, lúgubre e de desolação. Todo o meu ser estremece ainda!
Além disso, para cúmulo da desgraça, ao longo de Miragaia, na Porta Nova, na dos Banhos, o povo lançando-se em multidão nos numerosos barcos que aí se encontravam ocasionou a perda de uma infinidade de pessoas pela viragem de vários barcos sobrecarregados. Cerca de três mil e seiscentas pessoas no total nesses diversos lugares do rio, diz-se, pereceram assim miseravelmente.
Ah! infames jacobinos!
Mais de oito dias foram ocupados a retirar da água esses milhares de cadáveres que entupiam essa parte do leito do rio onde a corrente da água não se faz sentir, aliás detidos pelos despojos dessa parte da ponte e por alguns cavalos da cavalaria inimiga que foram também engolidos.
A ponte, neste triste momento foi aberta no lugar da ponte-levadiça onde tinham tirado duas barcas no momento em que o povo queria fugir. Já muitas pessoas estavam aí e várias se afogaram lançando-se em vários barcos que aí se encontravam.



[1]O Bispo do Porto, D. António de S. José e Castro, que na altura representava a autoridade, assumindo o cargo de comandante militar da defesa da cidade.

16 de março de 2020

16 de março de 2020 por Manuela Alves comentários
Publicado anteriormente em 18/12/2018

A origem do nome Corpo da Guarda na toponímia do Porto

A genealogia documentada leva-nos muitas vezes a desmontar estórias de família mal contadas ou esbatidas pelo tempo ou fantasiadas, mas também pode levar ao esclarecimento de mitos ligados à toponímia dos espaços percorridos por gerações que nos antecederam... e que hoje cairam no esquecimento ou que são desconhecidos da gerações que nos seguem... E o que nos falta em erudição, sobra-nos no afinco com que buscamos reconstituir a vida passada da nossa gente em todas as suas vertentes, transformando essas memórias numa memóra de afectos que nos ligam a esse passado familiar.



É este o caso do local, hoje desaparecido, onde eu nasci a casa dos meus bisavós maternos, no Porto, no então denominado Largo da Cividade ou Largo do Corpo da Guarda, 32.

A actual Avenida de D. Afonso Henriques foi rasgada na década de 50 do século XX a fim de estabelecer a ligação da zona da estação de S. Bento ao tabuleiro superior da Ponte de Luís I e isso implicou a demolição dos prédios situados nos quarteirões que aquela veio a atravessar.

A adopção da denominação de Calçada do Corpo da Guarda substituindo a denominação de Calçada da Relação Velha( e antes disso Calçada da Relação) e do largo do mesmo nome – teria ocorrido já no século XIX, e derivaria do facto de para aí se ter transferido, ainda antes do Cerco do Porto, o Corpo da Guarda Real da Polícia do Porto, que anteriormente se encontrava instalado no edifício da Real Casa Pia de Correcção e de Educação. É esta explicação dada por Cunha Freitas na sua obra sobre a toponímia portuense, que tem vindo a ser repetida por muitos que se debruçam sobre estas questões. Ora esta referência ao Terreiro do Corpo da Guarda nas Décimas de 1704 e 1705, publicadas on line pelo Arquivo Histórico Municipal do Porto invalida a justificação tradicional acima referida.


Mas podemos recuar mais : data de 14 de Janeiro de 1615 o emprazamento pelo Senado da Câmara de “huma moradia de casas na Rua do Corpo da Guarda, junto da Travessa do Forno que vai para a rua Escura e ao canto da Calçada [ …] pelo foro de 35 réis a Francisco Pereira” (Fonte : Prazos Livro 3, Fol. 245)
Mas ainda me resta para descobrir a origem do magnifico azulejo (primeira imagem), hoje guardado no Banco de Materiais da C.M.P. e proveniente de uma casa demolida no Corpo da Guarda, bem como os anteriores ocupantes da Casa do Largo. Será que consigo?

Se ainda não tive ocasião de averiguar a origem do azulejo, dois factos posso acrescentar:
Foi o Mestre João António Correia,  autor de Negro, obra exposta no Museu Nacional Soares dos Reis e primo direito de minha tetravó materna, o anterior ocupante da Casa do Largo. Aí faleceu solteiro em 1898;
o último andar da casa onde avultam umas janelas, destoando do resto do edifício, foi a "mansarda" mandada construir em 1908 por Francisco José Júlio dos Santos, meu trisavô, conforme  consta da respectiva planta.

kwADPorto

13 de março de 2020

13 de março de 2020 por MC Barros comentários
É com todo o gosto que publicamos aqui mais um trabalho de Hernâni Maia, com a qualidade e rigor que lhe são habituais, certas de que será do interesse de muitos genealogistas. 

A árvore genealógica de Camilo Castelo Branco é muito conhecida, mas nem por isso deixamos de encontrar algumas surpresas. Um facto menos conhecido é o de ele ter casado uma primeira vez, quando contava apenas 16 anos, com Joaquina Pereira de França, de 15 anos, oriunda de uma família modesta de S. Cosme, Gondomar. Embora pessoa modesta, Joaquina descendia duma das famílias mais influentes de S. Gosme. Tiveram uma filha, falecida em criança, pouco tempo depois do falecimento da mãe. No seu livro, “A primeira mulher de Camilo”, publicado em 1916, Alberto Pimentel conta a história deste primeiro casamento, com informações um tanto imprecisas que recebeu de descendentes de irmãos desta primeira mulher.

Pais de Joaquina Pereira de França de quem não existem retratos.
Fotografia publicada no livro de Alberto Pimentel
"A Primeira mulher de Camilo"

Após uma  pesquisa aturada e exaustiva da genealogia de Rosa, única filha de Camilo e Joaquina, Hernâni Maia publica aqui o trabalho resultante dessa pesquisa, sob a forma de livro destinado a consulta online, juntamente com um diagrama em PDF de alta resolução da genealogia da menina. Este trabalho permitiu-lhe corrigir informação existente na Casa de Camilo de S. Miguel de Seide e também alguma da publicada por Alberto Pimentel. 

O trabalho aqui publicado fará parte do acervo do EcoMuseu de Ribeira de Pena, onde estão a implementar uma “Casa de Camilo” e um Centro de Estudos Camilianos. Está programado publicarem o livro em papel para distribuição por instituições interessadas em estudos camilianos. Mais tarde, a versão em suporte informático será recomendada para uso no Centro de Estudos; do diagrama com a árvore genealógica, elaborada por Hernâmi Maia, em alta definição, será produzido um painel mural a ser colocado no museu.

Podem descarregar esta obra seguindo as ligações:
Árvore Geneológica
Edição do autor, Braga, 2020

Chamamos a atenção para a secção "ACESSO ÀS FONTES PAROQUIAIS, onde o autor explica como chegar às fontes paroquiais na eventualidade de as hiperligações para os registos deixarem de funcionar.

kwADVilaReal

28 de janeiro de 2020

28 de janeiro de 2020 por MC Barros comentários
Por ter ascendência em Sedielos (Peso da Régua), freguesia cujos primeiros livros paroquiais são de consulta difícil, Hernâni Maia elaborou uma base de dados em formato digital com os conteúdos dos três primeiros livros (M1, M2, M3 e parte do M4, ou, na versão informática DigitArq, 188, 189, 190 e 191), cobrindo um período que vai de 1565 a 1720, aproximadamente, aqui publicada em 2015. Entretanto, o autor terminou o livro M4,  a totalidade do livro M5 e, ainda, todos os casamentos registados nos livros M6 e M7, ampliando a base de dados até meados do século XVIII.

Em Janeiro de 2020 a base de dados foi acrescentada por uma considerável quantidade de nova informação relativa a casamentos de pessoas de Sedielos em outras freguesias. O autor refez ainda todas as hiperligações para os livros paroquiais. De forma a prevenir possíveis novas rupturas de links causadas por alterações inesperadas efectuadas pelos arquivos, cada hiperligação contém agora uma referência ao livro, imagem, folha e nº de ordem respectivos. Assim, as letras B, C, Cr e O referem “Baptismos”, “Casamentos”, “Crismas” e “Óbitos”, e o número apenso refere o número de ordem do livro onde se encontra a informação (1.o, 2.o, etc.). A seguir a esta letra e número, é indicado, como anteriormente, o número da imagem informática referente à página onde se encontra o registo, seguido pelo número da folha e pela ordem em que aparece.

Assim, tomando como exemplo o óbito de Melchior Guedes, a referência indicada é:
O1-0027-207-9 
onde:
O1  é o livro de óbitos n.º 1
0027 é a imagem 27
207 é o nº da folha
9  é o nº de ordem do respectivo assento

Foi usada idêntica metodologia para as hiperligações situadas em notas de pé de página; porém, para dinamizar o acesso, o nome da freguesia que precede cada hiperligação ficou agora também hiperligado à correspondente página de Tombo.pt.

Caso se quebre a ligação directa ao paroquial, é possível, assim, continuar a aceder ao respectivo livro através do tombo.pt ou das páginas do próprio arquivo.

Chamamos a atenção para a NOTA PRÉVIA com que o autor inicia este trabalho, onde se esclarecem as linhas gerais que orientaram a construção da base de dados.

Trabalhadores das vindimas levando as uvas para o lagar.

Construíram-se inicialmente quatro bases de dados contendo toda a informação relevante recolhida nos dois livros relativamente aos baptismos, aos crismas, aos casamentos e aos óbitos(...). A seguir construiu-se uma BASE DE DADOS global contendo toda a informação das quatro bases de dados originais, mas organizada por famílias. Então, por comparação e cruzamento dos dados assim adquiridos, efectuados por pesquisa recorrendo à função de busca, foi possível completar muitos dos registos originais com os nomes dos pais (principalmente o da mãe) e dos cônjuges (principalmente o da mulher) que estavam omissos e, ainda, da aldeia ou lugar da sua residência.


Com a actualização de Dezembro 2017, fica terminada a última extensão que o autor se propôs realizar para a BASE DE DADOS de Sedielos, que consistia em vir a atingir meados do século XVIII, quando os assentos paroquiais passaram a registar também os nomes dos avós. 


Com efeito, era objectivo deste meu trabalho dar uma ajuda a quem quisesse investigar para trás de 1750, dado que, além de nele ter ficado reunida toda a correspondente informação paroquial, se torna agora possível e fácil realizar uma rápida pesquisa de nomes por recurso às hiperligações que incluí.
Acresce, naturalmente, que o trabalho encerra uma enorme e minuciosa investigação no sentido de estabelecer ligações interfamiliares, muitas vezes baseadas em meros indícios de parentesco. Em alguns casos as minhas propostas poderão estar erradas. Com esta convicção, registei e incluí também todos os casamentos (149) realizados em Sedielos entre 1756 e 1774, o que me permitiu confirmar uma parte muito apreciável das ligações geracionais que pude deduzir para a primeira metade do século XVIII.
A análise destes casamentos permitiu também identificar, registar e incluir 79 casais que se constituíram durante o período 1743—1756 para o qual não havia qualquer informação, dado que o respectivo livro paroquial foi extraviado.

Para além da indexação dos registos, o autor faz também a reconstituição das famílias, disponibilizando amavelmente neste blog, os seis volumes que constituem este excelente trabalho, cada um deles com uma introdução onde encontram informação detalhada sobre os dados neles constantes.

Toda a informação recolhida a partir dos textos originais está inscrita a preto, enquanto toda aquela que foi obtida por cruzamento de dados e mereça dúvida está inscrita a vermelho. Em muitos casos esta informação a vermelho poderá vir a ser dada como certa, ou provavelmente certa, enquanto outra pode estar errada, mas em todos os casos foi intenção do autor fornecer possíveis pistas, deixando aos eventuais utentes a tarefa de confirmarem se estão certas ou não.

Nota: os documentos contém um sistema de navegação interna, através de marcadores e hiperligações, que apenas funcionam depois de os ficheiros serem transferidos para o computador. É aconselhável, por isso, fazerem a transferência para que possam tirar proveito dessas funcionalidades.


Volume Título Descrição Actualizado
1
BD-S Famílias e Pessoas em Sedielos Base de Dados Principal 28-01-2020 
2
BD-SA1 Casais em Sedielos Base de Dados Auxiliar 23-01-2020
2
BD-SA2 Homens com estado em Sedielos Base de Dados Auxiliar
Esta base é derivada da BD-SA1, mas com outras opções de pesquisa. Vide Actualização de 24/10/2015, mais abaixo.
23-01-2020
3
BD-S Baptismos Índice 1590-1732 23-01-2020
4
BD-SC Crismas  Índice  23-01-2020
5
BD-SM Matrimónios Índice 1593-1732 23-01-2020
6
BD-SO Óbitos Índice 1588-1732 23-01-2020



Actualização 12/05/2019
Devido a falhas no redirecionamento de hiperligações por parte da DGLAB, causando a ruptura dos links na base de dados principal, foi substituído o ficheiro 1 BD-S -- Famílias e Pessoas em Sedielos.pdf. Volta, assim, a ser possível aceder aos registos paroquiais a partir desta base de dados.

Actualização 25/01/2019
A base de dados foi actualizada com algumas correcções e, principalmente, com inúmeras datas de matrimónios de casais de Sedielos efectuados noutras freguesias; foram também incluídas hiperligações aos respectivos paroquiais. Este melhoramento foi possível graças ao empenho dalguns utentes que generosamente lhe cederam informação que tinham obtido nas sua pesquisas; os seus nomes estão referidos no AGRADECIMENTO.

Actualização 3/12/2017
Foi acrescentado o que faltava do livro M4 e a totalidade do livro M5 e, ainda, todos os casamentos registados nos livros M6 e M7. 

Actualização 28/09/2017
Foi terminado o livro M4. A base de dados foi corrigida, em alguns aspectos melhorada e ampliada até 1732, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 13% relativamente à versão anterior.

Actualização 16-01-2017
Esta nova versão já inclui parte do livro M4, até 1720 em todos os ficheiros, enquanto a versão anterior terminava no fim do livro M3, isto.é, por volta de 1703 — o que corresponde a uma ampliação em cerca de 15 %. Esta ampliação permitiu a correcção de alguns erros da parte terminal da versão anterior. A base de dados principal (BD-S) foi também reformatada de molde a ficar com uma estrutura mais simple e mais racional.

Actualização de 24/12/2015
Versão aumentada, mas também corrigida, pois embora a informação recolhida no livro M3 tenha permitido confirmar como certas muitas das propostas incluídas na versão anterior, também permitiu corrigir outras que na verdade não se justificavam — e também completar muita da informação compreendida nos dois livros anteriores.

Actualização de 24/10/2015:
Foram feitas várias emendas e correcções nas bases de dados e índices.
O ficheiro “2 BD-S Casais em Sedielos” foi substituído pelo novo “2 BD-SA1 Casais em Sedielos” e acrescentou-se um novo, derivado deste, em que a coluna “Mãe” foi trocada pela coluna “Pai”, designado “2 BD-SA2 Homens com estado em Sedielos. Este novo ficheiro é especialmente útil para localizar “[homem] morador em …”, isto é, “(nome de homem)tab(lugar)” enquanto o anterior permitia (e permite) procurar “[mulher] moradora em …”, isto é, “(nome de mulher)tab(lugar)”.

O autor agradece todas as emendas, sugestões ou comentários que queiram ter a amabilidade de comunicar, para que possa proceder a correcções.


Originalmente publicado em 21/4/2015
kwADVilaReal

20 de janeiro de 2020

20 de janeiro de 2020 por Manuela Alves comentários

Para saber mais sobre a propriedade camponesa, nos seus variados aspectos, e de forma a propiciar também aos leitores deste blogue informação acessível on line disponiblizamos aqui  alguns artigos de revistas científicas e outras publicações de maior fôlego:

Resultado de imagem para paisagem rural no vale do sousa
SILVA,  Rosa Fernanda Moreira da -  “Contrastes e mutações na paisagem agrária das planícies e colinas minhotas  Studium Generale. Estudos contemporâneos, Porto, nº 5, 1983, p. 9-115
http://hdl.handle.net/1822/1873
SCOTT, Ana Sílvia Volpi - "Famílias, formas de união e reprodução social no noroeste português (séculos XVIII e XIX)". Guimarães : NEPS, 1999.
http://hdl.handle.net/1822/1873
DURÃES, Margarida  - “Heranças: solidariedades e conflitos na casa camponesa minhota (sécs. XVIII-XIX) 2003
http://hdl.handle.net/1822/2883
DURÃES, Margarida_“Estratégias de sobrevivência económica nas famílias camponesas minhotas: os padrões hereditários (sécs. XVIII – XIX)” Anais do XXI Encontro Nacional de Estudos Populacionais 2018 http://www.abep.org.br/publicacoes




6 de janeiro de 2020

6 de janeiro de 2020 por Paula Peixoto comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso agradecimento ao Rafael Baker Botelho, Nuno Marques Garrido e ao Joaquim Martins pela disponibilização dos seus índices que aqui também se partilham.



Dica: Clique no nome do livro para o abrir; clique em Excel para abrir o índice.


Tabela
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Soito, Sabugal
Soitogenea - É objectivo do autor, dar a conhecer os assentos paroquiais do Soito, Sabugal. Para já perto de 2000 mil resumos de assentos de casamento, de 1735 a 1945 e óbitos, de 1901 a 1910.
No blog Soito Imagens, encontram-se também alguns índices de registos paroquiais.

Freixedas, Pinhel
Através de José António Reis, tomamos conhecimento da existência destas "súmulas de um livro de óbitos perdido, da freguesia de Freixedas do tempo das invasões francesas. As fotocópias integrais deste livro estão no Arquivo Distrital da Guarda (oferecidas pelo autor) e provavelmente poderão ser consultadas". 

Nas palavras do autor, Lívio Correia, extraídas do preâmbulo deste livro:

Muitas são as causas apontadas para a ausência dos livros nos arquivos oficiais. Todavia, antes de admitir a sua perda total, atitude positiva consiste em colocar a hipótese otimista de que eles podem encontrar-se ainda na posse de outras entidades. Isso permite manter a esperança de os podermos consultar algum dia. Procurá-los e divulgá-los é portanto a ação prioritária, já que a sua perda, por efeito de guerras, de catástrofes naturais, da natureza perecível dos materiais utilizados, ou da incúria dos homens, essa sim é um facto irreversível.
(...)
E assim encontrei no arquivo paroquial de Freixedas um "Livro de Necrologia" que nada mais é que um livro de óbitos de um dos períodos em falta. Tive a maior satisfação de receber do pároco à época, o Rev. Delfim Pires, a melhor cooperação para a sua consulta e fotocópia. A ele quero por isso manifestar o meu vivo agradecimento.
Este "Livro de Necrologia" é um livro de óbitos de 10.7.1794 a 31.5.1806 e, com um salto de 16 anos, continua em 5.3.1822 e termina em 2.8.1858. Abrange por isso muitas décadas.

kwADGuarda

Originalmente publicado em 02/11/2014
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