Repositório de recursos e documentos com interesse para a Genealogia

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  • Primeiros passos em Genealogia: como começar, onde pesquisar, recursos disponíveis e outras informações.

  • Apelidos de família: de onde vêm, como se formaram.

  • Índices de passaportes, bilhetes de identidade, inquirições de genere e outros.

20 de abril de 2021

20 de abril de 2021 por MC Barros comentários
Por ter ascendência em Sedielos (Peso da Régua), freguesia cujos primeiros livros paroquiais são de consulta difícil, Hernâni Maia elaborou uma base de dados em formato digital com os conteúdos dos três primeiros livros (M1, M2, M3 e parte do M4, ou, na versão informática DigitArq, 188, 189, 190 e 191), cobrindo um período que vai de 1565 a 1720, aproximadamente, aqui publicada em 2015. Entretanto, o autor terminou o livro M4,  a totalidade do livro M5 e, ainda, todos os casamentos registados nos livros M6 e M7, ampliando a base de dados até meados do século XVIII.

Em Janeiro de 2020 a base de dados foi acrescentada por uma considerável quantidade de nova informação relativa a casamentos de pessoas de Sedielos em outras freguesias. O autor refez ainda todas as hiperligações para os livros paroquiais. De forma a prevenir possíveis novas rupturas de links causadas por alterações inesperadas efectuadas pelos arquivos, cada hiperligação contém agora uma referência ao livro, imagem, folha e nº de ordem respectivos. Assim, as letras B, C, Cr e O referem “Baptismos”, “Casamentos”, “Crismas” e “Óbitos”, e o número apenso refere o número de ordem do livro onde se encontra a informação (1.o, 2.o, etc.). A seguir a esta letra e número, é indicado, como anteriormente, o número da imagem informática referente à página onde se encontra o registo, seguido pelo número da folha e pela ordem em que aparece.

Assim, tomando como exemplo o óbito de Melchior Guedes, a referência indicada é:
O1-0027-207-9 
onde:
O1  é o livro de óbitos n.º 1
0027 é a imagem 27
207 é o nº da folha
9  é o nº de ordem do respectivo assento

Foi usada idêntica metodologia para as hiperligações situadas em notas de pé de página; porém, para dinamizar o acesso, o nome da freguesia que precede cada hiperligação ficou agora também hiperligado à correspondente página de Tombo.pt.

Caso se quebre a ligação directa ao paroquial, é possível, assim, continuar a aceder ao respectivo livro através do tombo.pt ou das páginas do próprio arquivo.

Chamamos a atenção para a NOTA PRÉVIA com que o autor inicia este trabalho, onde se esclarecem as linhas gerais que orientaram a construção da base de dados.

Trabalhadores das vindimas levando as uvas para o lagar.

Construíram-se inicialmente quatro bases de dados contendo toda a informação relevante recolhida nos dois livros relativamente aos baptismos, aos crismas, aos casamentos e aos óbitos(...). A seguir construiu-se uma BASE DE DADOS global contendo toda a informação das quatro bases de dados originais, mas organizada por famílias. Então, por comparação e cruzamento dos dados assim adquiridos, efectuados por pesquisa recorrendo à função de busca, foi possível completar muitos dos registos originais com os nomes dos pais (principalmente o da mãe) e dos cônjuges (principalmente o da mulher) que estavam omissos e, ainda, da aldeia ou lugar da sua residência.


Com a actualização de Dezembro 2017, fica terminada a última extensão que o autor se propôs realizar para a BASE DE DADOS de Sedielos, que consistia em vir a atingir meados do século XVIII, quando os assentos paroquiais passaram a registar também os nomes dos avós. 


Com efeito, era objectivo deste meu trabalho dar uma ajuda a quem quisesse investigar para trás de 1750, dado que, além de nele ter ficado reunida toda a correspondente informação paroquial, se torna agora possível e fácil realizar uma rápida pesquisa de nomes por recurso às hiperligações que incluí.
Acresce, naturalmente, que o trabalho encerra uma enorme e minuciosa investigação no sentido de estabelecer ligações interfamiliares, muitas vezes baseadas em meros indícios de parentesco. Em alguns casos as minhas propostas poderão estar erradas. Com esta convicção, registei e incluí também todos os casamentos (149) realizados em Sedielos entre 1756 e 1774, o que me permitiu confirmar uma parte muito apreciável das ligações geracionais que pude deduzir para a primeira metade do século XVIII.
A análise destes casamentos permitiu também identificar, registar e incluir 79 casais que se constituíram durante o período 1743—1756 para o qual não havia qualquer informação, dado que o respectivo livro paroquial foi extraviado.

Para além da indexação dos registos, o autor faz também a reconstituição das famílias, disponibilizando amavelmente neste blog, os seis volumes que constituem este excelente trabalho, cada um deles com uma introdução onde encontram informação detalhada sobre os dados neles constantes.

Toda a informação recolhida a partir dos textos originais está inscrita a preto, enquanto toda aquela que foi obtida por cruzamento de dados e mereça dúvida está inscrita a vermelho. Em muitos casos esta informação a vermelho poderá vir a ser dada como certa, ou provavelmente certa, enquanto outra pode estar errada, mas em todos os casos foi intenção do autor fornecer possíveis pistas, deixando aos eventuais utentes a tarefa de confirmarem se estão certas ou não.

Nota: os documentos contém um sistema de navegação interna, através de marcadores e hiperligações, que apenas funcionam depois de os ficheiros serem transferidos para o computador. É aconselhável, por isso, fazerem a transferência para que possam tirar proveito dessas funcionalidades.


Volume Título Descrição Actualizado
1
BD-S Famílias e Pessoas em Sedielos Base de Dados Principal 28-01-2020 
2
BD-SA1 Casais em Sedielos Base de Dados Auxiliar 23-01-2020
2
BD-SA2 Homens com estado em Sedielos Base de Dados Auxiliar
Esta base é derivada da BD-SA1, mas com outras opções de pesquisa. Vide Actualização de 24/10/2015, mais abaixo.
23-01-2020
3
BD-S Baptismos Índice 1590-1732 23-01-2020
4
BD-SC Crismas  Índice  23-01-2020
5
BD-SM Matrimónios Índice 1593-1732 23-01-2020
6
BD-SO Óbitos Índice 1588-1732 23-01-2020


Actualização 20/04/2021
Foram actualizadas as Bases de dados BD-S, BD-SA1 e a BD-SA2.

Actualização 12/05/2019
Devido a falhas no redirecionamento de hiperligações por parte da DGLAB, causando a ruptura dos links na base de dados principal, foi substituído o ficheiro 1 BD-S -- Famílias e Pessoas em Sedielos.pdf. Volta, assim, a ser possível aceder aos registos paroquiais a partir desta base de dados.

Actualização 25/01/2019
A base de dados foi actualizada com algumas correcções e, principalmente, com inúmeras datas de matrimónios de casais de Sedielos efectuados noutras freguesias; foram também incluídas hiperligações aos respectivos paroquiais. Este melhoramento foi possível graças ao empenho dalguns utentes que generosamente lhe cederam informação que tinham obtido nas sua pesquisas; os seus nomes estão referidos no AGRADECIMENTO.

Actualização 3/12/2017
Foi acrescentado o que faltava do livro M4 e a totalidade do livro M5 e, ainda, todos os casamentos registados nos livros M6 e M7. 

Actualização 28/09/2017
Foi terminado o livro M4. A base de dados foi corrigida, em alguns aspectos melhorada e ampliada até 1732, o que corresponde a um acréscimo de cerca de 13% relativamente à versão anterior.

Actualização 16-01-2017
Esta nova versão já inclui parte do livro M4, até 1720 em todos os ficheiros, enquanto a versão anterior terminava no fim do livro M3, isto.é, por volta de 1703 — o que corresponde a uma ampliação em cerca de 15 %. Esta ampliação permitiu a correcção de alguns erros da parte terminal da versão anterior. A base de dados principal (BD-S) foi também reformatada de molde a ficar com uma estrutura mais simple e mais racional.

Actualização de 24/12/2015
Versão aumentada, mas também corrigida, pois embora a informação recolhida no livro M3 tenha permitido confirmar como certas muitas das propostas incluídas na versão anterior, também permitiu corrigir outras que na verdade não se justificavam — e também completar muita da informação compreendida nos dois livros anteriores.

Actualização de 24/10/2015:
Foram feitas várias emendas e correcções nas bases de dados e índices.
O ficheiro “2 BD-S Casais em Sedielos” foi substituído pelo novo “2 BD-SA1 Casais em Sedielos” e acrescentou-se um novo, derivado deste, em que a coluna “Mãe” foi trocada pela coluna “Pai”, designado “2 BD-SA2 Homens com estado em Sedielos. Este novo ficheiro é especialmente útil para localizar “[homem] morador em …”, isto é, “(nome de homem)tab(lugar)” enquanto o anterior permitia (e permite) procurar “[mulher] moradora em …”, isto é, “(nome de mulher)tab(lugar)”.

O autor agradece todas as emendas, sugestões ou comentários que queiram ter a amabilidade de comunicar, para que possa proceder a correcções.


Originalmente publicado em 21/4/2015
kwADVilaReal

15 de abril de 2021

15 de abril de 2021 por GenealogiaFB comentários


É com o maior prazer e com o nosso reconhecimento que partilhamos esta mensagem da Maria João Pereira da Costa :

Congratulando a equipa do Genealogia FB pelo fantástico trabalho que tem feito no apoio à pesquisa genealógica, informo que, tendo-me apercebido da inexistência de qualquer compilação conhecida da mais de uma centena de relações dos militares e civis agraciados com a medalha de D. Pedro e D. Maria, divulgadas nas Ordens do Exército e no Diário de Lisboa ao longo dos cerca de sete anos em que funcionou uma comissão de classificação instituída para apuramento de todos os que à dita medalha tinham direito, me ocorreu dá-las a conhecer, complementando-as com alguma informação relativa à instituição da medalha e à sua atribuição e entrega.

 O resultado assumiu a forma de um livro digital (em formato PDF), cuja capa reproduzo em anexo, de acesso livre e dedicado a todos aqueles que, desinteressadamente, têm disponibilizado o seu tempo e saber no apoio à pesquisa genealógica, seja pelo esclarecimento de dúvidas, seja pela criação de ferramentas e a divulgação de recursos. Intitulado A medalha de D. Pedro e D. Maria. Distinção comemorativa dos serviços prestados no período 1826-1834, instituída em 1861 e concedida entre 1862 e 1869, está disponível no Internet Archive, em https://archive.org/details/a-medalha-de-d.-pedro-e-d.-maria-mjpcosta-2021/



por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de crismas, baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso agradecimento à Eva Marques que disponibilizou os seus índices de Gondomar e Vila Nova de Gaia, a José António Reis pelos índices de Marco de Canaveses, a Álvaro Holstein e Marcelina Gama Leandro pelos índices de Santo Ildefonso, a Joaquim Martins pelo índice de Campanhã, Santa Marinha, Laundos e Estela, a Carlos Manuel Pinto da Costa pelos índices de Crestuma, Sandim, Lever, Olival e Pedroso, a Manuel Montenegro pelos índices de Junqueira e Arcos, a Margarida Ferreira pelo índice de óbitos de Santa Marinha/Vila Nova de Gaia; Ricardo Brochado pelo índice de São Cosme-Gondomar, a Jorge Pacheco pelo índice de baptismo de Vila Caiz; Fernando Ferreira Vilarinho pelo índice de baptismos de Azurara; a Paulo Almeida pelos índices de Abragão-Penafiel e de Vila Boa de Quires e ao Paulo Almeida.




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  • 27/05/2018 - Adicionado índice de Casamentos da freguesia de Campanhã, concelho do Porto, 1588 a 1899 de autoria do Joaquim Martins.                                      
  • 06/01/2020 - Actualização do índice de Casamentos da freguesia de Campanhã, concelho do Porto. Foi acrescentado o índice de 1899 a 1911 de autoria do Joaquim Martins

Originalmente publicado em 10/10/2014
kwADPorto
por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui trabalhos, alguns elaborados por nós, outros por colaboradores que generosamente decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.

Abrimos o distrito de Leiria com alguns índices de Pedrógão Grande, elaborados e generosamente partilhados por José Mendes. Agradecemos também ao António João Martins Borralho pelos índices de Caldas da Rainha, Óbidos e Bombarral, e ao Rafael Ferrero-Aprato pelos índices de casamentos de Santa Maria de Óbidos, e à Alzira Albano pelo índice de Évora de Alcobaça..
- Actualização 15-04-2019: adicionado índice baptismo 1592 a 1472 e de casamento de 1601 a 1736 da freguesia da Graça, concelho de Pedrógão Grande;
índice de baptismo de 1604 a 1769 e de casamento de 1604 a 1736 da freguesia de Vila Facaia. concelho de Pedrógão Grande;
índice de baptismos de 1574 a 1758 (incompleto) e de casamentos de 1570 a 1719 (incompleto) da freguesia de Aguda, concelho de Figueiró dos Vinhos.
Trabalho realizado por José Mendes.


Dica: Clique no nome do livro para o abrir; clique na data para abrir o índice excel


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kwADLeiria

07/12/2016 

29 de março de 2021

29 de março de 2021 por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso agradecimento ao António Filipe Rebola Rosado, Levi Redondo Bolacha, Jorge Nunes, António Godinho de Carvalho e Ana Filomena da Silva Alves Roberto que disponibilizaram os seus índices, trabalhos que aqui se publicam. Alguns índices não estão completos, mas serão actualizados ao longo do tempo.



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kwADPortalegre
Originalmente publicado em 22/2/2015

22 de março de 2021

22 de março de 2021 por Paula Peixoto comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas. Agradecemos ao Filipe Pinheiro de Campos a partilha dos seus índices de Bragança e à Isabel Roma de Oliveira pelos seus índices da freguesia de Vinhais.



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(1) - Publicados na página Rebordelo.net  onde encontram ainda um índice de todos os livros existentes da paróquia de Rebordelo, dos quais os seguintes não estão nos arquivos:
As imagens destes livros podem ser descarregadas directamente da página seguindo as ligações acima. 

Nota: Não encontramos o nome do autor da página rebordelo.net, onde se publica  ainda outra documentação com interesse, mas aqui fica o nosso agradecimento pela partilha online deste excelente trabalho.

kwADBragança
Originalmente publicado em 15-06-2016

20 de março de 2021

20 de março de 2021 por MC Barros comentários

Por Isabel Frescata Montargil

Estávamos em pouco mais de meados do mês de Fevereiro. Ano de 1689 de Nosso Senhor.
O dia da Senhora das Candeias, dia 2 de Fevereiro, dia de previsão meteorológica das mais seguras (e desconcertantes) desde muitos séculos antes, já tinha passado.
Não havia quem dos campos fizesse o seu ganha-pão que não o soubesse …
“Se a Senhora das Candeias vem a chorar está o Inverno para acabar, se vem a rir está o Inverno para vir”…
Decerto teria chorado mais uma vez a Senhora das Candeias. Talvez pelas intempéries… Não é seguro que assim fosse, contudo.
Merecedor de dó, o pobre guardião do minúsculo templo …. Entre vinhas e olivais.
Que continuariam por muitos anos a encher os cálices das Eucaristias e as candeias da Senhora. Com uma mó bem por perto …
Pobre Ermitão, solitário, a meio caminho entre a vila de Palmela e a Aldeia. Aldeia mais tarde da Quinta do Anjo.
Uma estrada de pouco mais do que pé posto do lado direito, seguindo para Coina, era apropriada para peregrinos que pretendiam atalhar caminhos.
Pobre ermitão da famosa ermida de São Brás. São Brás, o protector de gargantas com moléstia…Cuja celebração era no dia a seguir à Senhora das Candeias, a 3 de Fevereiro.
Se sete bispos ali tinham estado para benzerem a ermida, tinha sido decerto há muito.
De tal não se recordava o ermitão…
Por tempos d’el Rei D. Dinis, ao que diziam ….
Rei D. Dinis, aquele que “fez tudo quanto quis”, assim dizia o povo. E voz do povo é voz de Deus, asseguram …
O mesmo Deus, senhor dos católicos e com vasta corte de santos, por mor de quem tinha sido a Ermida construída.
Preso por grossa cadeia a uma mó em “África, terra de infiéis” estava o mui ilustre e desconhecido Conde Alberto. Triste sina a sua, aviltado como fora por terras da mourama …
Não se conformava a família ….
Depois de sua filha e mulher terem pedido a intercessão divina através de Santa Susana, com tal convicção o fizeram, que repentinamente se encontraram o dito Conde e a mó carcereira naquele ermo. A um quarto de légua da vila de Palmela onde residiria. Terra da Ordem de Santiago …
Santiago, o Matamouros , obviamente …
Com facilidade em terras da sua terra natal se terá o aristocrático cativo visto livre da prisão.
Propagou-se a fama do prodígio e na ermida erguiam-se os altares . De Santa Susana, com o respectivo quadro.
São Brás (decerto não inocente nesta fuga) merecia lugar de relevo, com rica imagem dourada “com sua mitra e bago muito rico”
Tê-la-á oferecido a Infanta D. Isabel, Duquesa de Coimbra e esposa do malogrado Infante das Sete Partidas.
Um quadro com Santa Luzia num altar colateral fazia-lhes companhia, bem como outro com Nossa Senhora da Graça.
Segundo a tradição, não era raro esta última imagem inclinar a cabeça, numa manifestação do muito agrado que tinha pela libertação do Conde Alberto. Santa Barbara e Santa Apolónia também faziam sentir as suas presenças por imagens de madeira.
O altar principal sobressaía, revestido a azulejos.
Era a ermida tão minúscula que não pequeno milagre era apesar de tudo o seu recheio caber no diminuto quadrado que de início a constituía. Apesar de ter sido prolongada com paredes de alvenaria, continuava a ser de dimensões modestas.
E ainda lá se encontrava a mó vinda também miraculosamente de terras do Norte de África, juntamente com o Conde Alberto. Mó também ela prodigiosa. Bastava enfiar a cabeça no buraco, e dor de cabeça que existisse, era dor que desaparecia …
Muito melhor que as modernas aspirinas!
Tudo bem guardado, com portas de castanho fortes, fechadas a ferrolho. Tinham sido novas na época da Visitação de 1534. O Sr. Visitador até escrevera tudo isso nos Livros de Visitações da Ordem de Santiago.
Mas fora há tanto tempo …
Também é certo que ninguém se atreveria a tentar a entrada …
Havia cuidado com o ferrolho e a fresta que dava claridade à ermida era tão estreita! Posta do lado sul, deixava entrar boa luz, mas nem o luxo de uma vidraça ou sequer de um encerado existiam …
Anexo à ermida encontrava-se o também diminuto Hospital de São Brás e Santa Susana para acolhimento de “peregrinos e viajantes, mendigos, doentes e moribundos”. Apenas de cerca de 12 metros por 7.
Pouco dotado contudo para a recuperação dos que tinham a infelicidade de aí tombarem doentes na sua viagem. Fosse esta pela fé, por vagabundagem ou apenas má sorte.
Na esmagadora maioria esperava-os apenas a viagem derradeira. A que todos fazem …
A cobertura desse hospital era de telha vã. Oferecida por gentes da freguesia da Anunciada, de Setúbal. Da confraria. Sempre tinham sido devotos da ermida. E mais tinham oferecido, escrevia o Sr. Visitador no já longínquo ano de 1534.
Se tinham então ficado as velhas vigas da ermida, também em madeira de castanho, era porque estavam sãs. Foram pintadas de novo. Nada se poderia desaproveitar …
Quanto ao pequeno hospital, tinha sido feito de novo, de pedra e cal e do tamanho do anterior … Era muito antigo, pois.
Tudo bem ladrilhado, oferta dos de Setúbal … ermida, hospital, em tijolo tosco, que era sítio de devoção e não de luxo.
A maioria dos benfeitores, gente de Troino, principalmente pescadores da freguesia da Anunciada de Setúbal, também não era gente abonada. De fé, sim. Temente a Deus e temerosa da pirataria moura que fazia as suas incursões na orla de Setúbal.
Se lhes sucedesse o mesmo que ao Conde Alberto? Bem poderiam mulheres e filhos enfiar a cabeça no buraco da mó… que esta não se compadeceria.
Faltar-lhes-ia o pão …O de cada dia!
Mas os sucessivos ermitões, na sua guarda da ermida, tinham motivo para estarem felizes. Nem todos se poderiam ufanar das suas casas serem de alvenaria…
Em frente a Serra, a do Louro, era fonte de paixões de quem de perto a conhecia.
Assim se iria passar mais tarde com o Sr. Padre que narraria ao Sr. Marquês de Pombal do sítio e das suas maravilhas nas “Memórias Paroquiais”. Falaria da ermida e das plantas mágicas que cresciam na Serra …
Conhecia algumas a autora destas linhas. Pela juventude lá ia, a pedido da Avó, moradora na encosta, muito perto da ermida morta. Em quinta com o nome da ermida …
Ia buscar temperos, que eram muito diferentes as plantas acabadas de colher …
Uns orégãos, o louro, pouco mais. As pequenas orquídeas de cetim roxo e orla aveludada, rasteirinhas à greda do solo, distraíam-na. Não atraíam apenas descuidadas vespas e abelhas. Levadas ao engano, convictas que se trataria de amorosos parceiros da sua espécie…
Talvez por ali tivessem andado mulheres da sua família. De gerações que em muito a antecederam. Por tempos em que a ermida e o seu hospital ainda existiam.
Depois tudo ficara reduzido a uns restos esburacados de uma parede …
Todos desconheciam o que fora.
E ali, na ermida, até tinha casado a Ana, a filha mais velha do seu ancestral avô Veríssimo José. O que casara na Atalaia e nascera nas margens do Tejo, em Sacavém. Poucos anos antes do terramoto. Cujo avô vivera em terras do Marquês do Alegrete, por Monte Redondo…
Outros contos, também eles perdidos …
Era, pois, a Ermida de São Brás local eleito não apenas para luto e lágrimas, mas também para risos e festejos de casórios.
….
Como acontecia naquele dia 20 de Fevereiro de 1689, com o Sr. Ermitão.
Com autorização do Reverendo Vigário de Setúbal, Francisco Gonçalves, o Ermitão de São Brás iria casar-se com Maria da Conceição.
Dia de festa, claro!
Apenas uma pequena nota à nota constante da margem do seu assento de casamento: chamam-nos a atenção e a desconfiança as palavras aí escritas.
Desconfiança de desconfianças do Sr. Pároco…
Asseste-se o olhar, apure-se a vista e descobrir-se-á o porquê: imediatamente a seguir ao nome do nubente, existe um aposto (ou continuado – e que “continuação”!). No qual se encontra escrito :
- “viúvo de quatro mulheres”. QUATRO!!
Será que as tão apreciadas ervas “mágicas” da Serra teriam outros efeitos que não os da cura … (??!)
Ter-se-ia equivocado o Sr. Pároco das “Memórias Paroquiais”?
Que diria o Sr. Marquês de Pombal, se de tal soubesse?
Para mais era o Marquês frequentador da zona da Arrábida. Não muitos quilómetros adiante, existiria uma quinta (a de São Payo), por ele oferecida à sua filha mais velha …
Mas tal iria acontecer muito depois, décadas após o quinto casamento de Francisco Gonçalves.
……
Vai um chàzinho com o Sr. Ermitão de São Brás?
(Março de 2021)




BIBLIOGRAFIA :
- “As Igrejas da Ordem Militar de Santiago. Arquitectura e Materiais”. Tese de Doutoramento em História da Arte Portuguesa (Mário Raul de Sousa Cunha)
- “Memórias Paroquiais”. Palmela.

15 de março de 2021

15 de março de 2021 por Paula Peixoto comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso agradecimento ao Rafael Baker Botelho, Nuno Marques Garrido e ao Joaquim Martins pela disponibilização dos seus índices que aqui também se partilham.



Dica: Clique no nome do livro para o abrir; clique em Excel para abrir o índice.


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Soito, Sabugal
Soitogenea - É objectivo do autor, dar a conhecer os assentos paroquiais do Soito, Sabugal. Para já perto de 2000 mil resumos de assentos de casamento, de 1735 a 1945 e óbitos, de 1901 a 1910.
No blog Soito Imagens, encontram-se também alguns índices de registos paroquiais.
Saber Soito índices, origem de alguns apelidos entre outros assuntos dedicados à freguesia de Soito.
Todos estes blogues são do mesmo autor

Freixedas, Pinhel
Através de José António Reis, tomamos conhecimento da existência destas "súmulas de um livro de óbitos perdido, da freguesia de Freixedas do tempo das invasões francesas. As fotocópias integrais deste livro estão no Arquivo Distrital da Guarda (oferecidas pelo autor) e provavelmente poderão ser consultadas". 

Nas palavras do autor, Lívio Correia, extraídas do preâmbulo deste livro:

Muitas são as causas apontadas para a ausência dos livros nos arquivos oficiais. Todavia, antes de admitir a sua perda total, atitude positiva consiste em colocar a hipótese otimista de que eles podem encontrar-se ainda na posse de outras entidades. Isso permite manter a esperança de os podermos consultar algum dia. Procurá-los e divulgá-los é portanto a ação prioritária, já que a sua perda, por efeito de guerras, de catástrofes naturais, da natureza perecível dos materiais utilizados, ou da incúria dos homens, essa sim é um facto irreversível.
(...)
E assim encontrei no arquivo paroquial de Freixedas um "Livro de Necrologia" que nada mais é que um livro de óbitos de um dos períodos em falta. Tive a maior satisfação de receber do pároco à época, o Rev. Delfim Pires, a melhor cooperação para a sua consulta e fotocópia. A ele quero por isso manifestar o meu vivo agradecimento.
Este "Livro de Necrologia" é um livro de óbitos de 10.7.1794 a 31.5.1806 e, com um salto de 16 anos, continua em 5.3.1822 e termina em 2.8.1858. Abrange por isso muitas décadas.

kwADGuarda

Originalmente publicado em 02/11/2014

14 de março de 2021

14 de março de 2021 por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso muito obrigada ao António Filipe Rebola Rosado, Mariana Borralho e Henrique de Melo Banha, que disponibilizaram os seus índices, trabalhos que aqui se publicam. Estes índices não estão completos, mas serão actualizados ao longo do tempo.

Castelo de Evoramonte, Estremoz


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Originalmente publicado em 22/2/2015
kwADEvora

8 de março de 2021

8 de março de 2021 por Manuela Alves comentários

 

É sempre com muito prazer que divulgamos os trabalhos dos nossos colegas de grupo  E isto por duas razões: uma porque são testemunhos de quanto o comum amor pela genealogia e a espirito colaborativo cimenta o nosso grupo; outra pelo interesse que em si mesmo têm os sus trabalhos.

Com os nossos agradecimentos ao Adolfo da Conceição e seus colaboradores aqui deixamos este documento sobre as gentes desta freguesia do concelho de Torres Vedras. 

São relativamente raros os róis dos confessados, perdidos na voragem do tempo e no menosprezo pelos testemunhos do passado, e por isso, o primordial interesse deste trabalho. Em segundo lugar, pela interesse genealógico  que pode ter, fora do âmbito restrito do nosso grupo.

por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.

O nosso muito obrigada à Vânia Viegas, João Naia, Catarina Casimiro e ao Luís Salreta pela partilha dos seus índices.

O índice de óbitos, da freguesia de Giões não se encontra completo.



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[1] PDF com imagens do índice


Originalmente publicado em 12/2/2015
kwADFaro
por Gnealogiafb2 comentários

A Fenix Angrence é uma obra do padre Manuel Luís Maldonado, que embora verse sobre a genealogia e a história dos Açores em linhas gerais, dedica grande parte da sua atenção à ilha Terceira. A obra foi escrita entre 1683 e 1711, uma vez que os últimos capítulos se encontram incompletos, presumivelmente pela morte do autor.

A obra, na sua parte histórica divide-se em três partes: 

  • Livro Primeiro - Do Século de Quatrocentos, subdividido em alentos, cada um correspondendo a uma década, iniciando-se em 1450;
  • Livro Segundo - Do Século de Mil e Quinhentos, subdividido em alentos, cada um correspondendo a uma ou mais décadas;
  • Livro Terceiro - Do Século de Seiscentos, subdividido em alentos, cada um correspondendo a uma década, terminando na Dezena de 1690

Fonte: MADE IN AZORES



Segue o índice da parte genealógica, produzido pela Manuela Castelão e que generosamente o partilhou com o blogue.


FÉNIX ANGRENSE
OBRA ÍNDICE


kwADAçores

21 de fevereiro de 2021

21 de fevereiro de 2021 por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
Agradecemos ao Edmundo Vieira Simões e à Laura Santos, pelos índices de Chancelaria e de Mata Antiga, assim como a José Fernando Maltez pelo índice da Golegã.
Agradecemos à Ana Paula Neves pelo índice de Dornes
Agradecemos ao António José Mendes pelos índices de Almoster

Cerco ao castelo de Torres Novas


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(1) Livro de Casamentos 1, existente na Torre do Tombo, mas ainda não descrito no site.
(2) Livros não estão online.

Originalmente publicado em 19/4/2015
kwADSantarem

15 de fevereiro de 2021

15 de fevereiro de 2021 por Gnealogiafb2 comentários
Há cerca de um mês foi publicada pelo nosso Colega José da Costa Reis esta obra de carácter genealógico "Genealogias dos Carneiro da Grã e dos Costa Reis: memórias de fidalgos e de enfiteutas da freguesia de Santa Eulália de Balasar".




A edição de 300 exemplares encontra-se já praticamente esgotada. Mas o seu autor, numa generosa partilha, coloca aqui gratuitamente (acesso livre) o pdf deste livro.

Sensibiliza-nos mais este testemunho do espírito de solidariedade e entreajuda genealógicas que constituem o timbre deste grupo e que estamos certas será partilhado por todos vós. A nossa gratidão, José Costa Reis e continuação de bons trabalhos!
 






kwADPorto

14 de fevereiro de 2021

14 de fevereiro de 2021 por MC Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicam-se aqui Índices de baptismos, casamentos ou óbitos, do distrito de Viseu, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas. Abrimos este distrito com alguns índices de baptismos da freguesia de S. Cristóvão de Nogueira, Cinfães, elaborado por Cândida Vasconcelos Ferraz, que generosamente aqui os partilha. Os nossos agradecimentos também à Isabel Andrade pelo índice de Almacave, ao António José Mendes pelo índice de Ferreiros de Tendais e ao Nuno Rebelo pelos índices de Destriz. Agradecemos ao Pedro Brinca pela partilha dos índices da paróquia de Treixedo.






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Originalmente publicado em 29/08/2016
kwADViseu
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