Repositório de recursos e documentos com interesse para a Genealogia

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  • Primeiros passos em Genealogia: como começar, onde pesquisar, recursos disponíveis e outras informações.

  • Apelidos de família: de onde vêm, como se formaram.

  • Índices de passaportes, bilhetes de identidade, inquirições de genere e outros.

18 de maio de 2019

18 de maio de 2019 por Manuela Alves comentários
Onde a tua pessoa, onde o que eras tu? …
Que é de ti?
Eis que começa a tua longa viagem para a vertigem das eras, para a desaparição do silêncio dos milénios. Sim, agora vives para mim porque te sei.

Virgílio Ferreira, in Aparição.

Na sequência de uma conversa no grupo sobre como preencher as lacunas documentais, sem pôr em causa o rigor genealógico, a Maria David Eloy deu testemunho com alguns exemplos retirados da sua própria prática, em que a honestidade genealógica não fica beliscado pela escrita mais "livre e imaginativa" que tivermos , se colmatarmos as falhas existentes de certo tipo de informações com o que pudermos "retirar" das entrelinhas, usando "talvez", “quem sabe", "provavelmente", "possivelmente"...etc. que foram sugeridos por outros interlocutores.

Para memória futura e com o nosso agradecimento, aqui se partilham pequenos excertos que a Maria David Eloy escreveu:

Por Maria David Eloy

Francisco Lopes Preto -11°avô
Não seria fácil, com toda a certeza, deambular pelas ruas do lugar e escutar os sussurros que se escapavam da boca dos coscuvilheiros da terra, à sua passagem. A terra era bastante pequena, um simples lugar onde todos se conheciam e as novidades espalhavam-se com o vento. Talvez fosse mesmo um misto de compaixão, da parte de uns, quem sabe um misto de vingança, da parte de outros, quando eles murmuravam entre dentes "...lá vai o filho da queimada...”. Quem o viu nascer, crescer, tomar corpo, não podia imaginar para que fados o destino o empurrara. Ou talvez não, se fosse caso de ser pessoa atenta e soubesse olhar à sua volta, com olhos de ver, olhos do corpo e olhos da alma. Mas nem seu próprio padrinho, António Mendes, que foi o vigário da Fatela e tinha outra preparação, mal podia imaginar os sofrimentos que aquele menino iria ter, ao longo da vida, quando lhe deu o nome na pia baptismal da Igreja de S. Martinho, ali mesmo no lugar do Fundão. Já quanto ao que teria passado pela mente da sua madrinha, tia paterna dele, de seu nome Beatriz Rodrigues, e que já vira muito sofrimento na família, ela sabia que este seria uma constante ao longo da sua vida, como tinha acontecido antes com todos os parentes mais ou menos próximos e continuaria a ser no futuro, enquanto a maldita Inquisição durasse.

Nas suas declarações, nada acrescentou ao que dela exigiam, antes pelo contrário. Sem grandes exercícios de imaginação, quase podemos vislumbrar uma atitude de desafio perante os presentes quando se justificava, face aos erros que lhe apontavam, que ”no tempo em que andava errada não confessava estes erros a seus confessores por os não ter por tais e não crer na confissão nem nos mais sacramentos da Igreja, os quais tomava e fazia as mais obras de cristã por cumprimento do mundo”.

A sentença foi cumprida no Auto de Fé do dia 5 de Abril de 1620. Era domingo. Tinha quarenta anos e deixara inconsoláveis os seus três filhos. 

Francisco Manuel não mais voltou a ser o mesmo. Desde a morte da mãe que se habituara a ouvir os tais sussurros, à sua passagem, “...lá vai o filho da queimada...”. Podemos imaginá-lo a voltar o rosto, de raivas contidas, direito à maledicência, respondendo com altivez “sou filho da queimada, sim, e depois??...”.

 Diogo Mendes Pereira - 7° avô
Naquela manhã do dia 30 de Janeiro, a vila da Covilhã devia estar soberba, sob o costumado manto branco que a cobria, mal começava o inverno. Corria o ano de 1692. Será fácil imaginar a velha igreja de S.Pedro, na sua pedra encardida, granito amarelado a puxar para uma paleta de cinzentos, alguns pingentes de gelo tombando em estalactites da torre sineira e o piso térreo exterior, irregular e de pedra solta, empapado de lamas e de bostas. Ali os invernos eram rigorosos. Seria assim porque naqueles tempos o tempo ainda era cheio de rotinas e cada estação era bem demarcada nos calendários, que a agricultura seguia e tornava lei.

A verdade é que quase todas as denúncias se resumem sempre à mesma ladaínha: observância dos jejuns e do shabat, com a inerente roupa lavada, azeite limpo e torcidas novas para as candeias, restrições no consumo de carne, utilização de vasilhames novos em caso de falecimento de algum membro chegado da família.
Quando Branca Maria, mulher de Duarte Navarro, denunciou, foi isso mesmo que disse e o escrivão registou numa caligrafia inclinada e estilosa: “...disse mais que haverá quatro anos, na vila da Covilhã, em casa dela confitente, se achou com Diogo Pereira, seu parente, ...consertando na sexta feira à tarde a candeia com azeite limpo e torcida nova, a qual havia de estar em casa todo o dia de sábado, faziam jejum no dia grande do mês de setembro, estando todo o dia sem comer nem beber, desde o pôr-do-sol até ao outro dia às mesmas horas, e antes deste jejum faziam outro chamado de capitão, oito dias antes, e mais três no ano…”

Francisco Mendes Paredes -10º avô

Preso Francisco Mendes Paredes, é lógico que toda a família se começou logo a movimentar na execução das estratégias, tanto mais que ainda não tinha decorrido um mês sobre o acontecimento e já o édito de prisão para Branca Rodrigues, sua mulher, era publicado em 22 de Dezembro. O palavreado era bem claro “…mandamos a qualquer Familiar ou Oficial do Santo Ofício…a prendais com sequestro de bens, presa a bom recato com cama e mais fato necessário a seu uso e cinquenta mil réis em dinheiro para seus alimentos, a trareis e entregareis debaixo de chave ao alcaide dos cárceres secretos …”. Assim se fez, com o zelo costumado, sendo entregue nos ditos cárceres em 16 de Janeiro de 1664.


14 de maio de 2019

14 de maio de 2019 por Maria do Céu Barros comentários

Por Márcia Helena Miranda de Sousa

Fazer pesquisas no Brasil não é algo fácil, pela dimensão continental do país e/ou pela falta de fontes de pesquisas em todo seu território.
A primeira “capital” do Brasil foi Salvador (1549-1763), depois a cidade do Rio de Janeiro (1763-1960), e depois Brasília (atual). Gosto muito da imagem abaixo (desconheço o autor), pois ajuda a entenderem a dificuldade que existe em responder quando alguém diz: “Pode me ajudar a encontrar um familiar no Brasil?”

29 de abril de 2019

29 de abril de 2019 por Manuela Alves comentários

Da autoria do Professor Doutor Nuno Camarinhas está  online a base de dados dejuízes letrados do Antigo Regime português (1620-1830), Ministros de Letras . Inclui todos os juízes que exerceram cargos no reino e/ou no ultramar, bem como todos os candidatos a juiz daquele período, de que o autor obteve informação.

O nome é uma homenagem ao trabalho do Fr. Luís de São Bento e do Fr. António Soares. O Memorial de Ministros, obra iniciada por Luís de São Bento e depois continuada por frei António Soares, monges cistercienses do Mosteiro de Alcobaça, compila as notícias biográficas dos magistrados portugueses do Antigo Regime, quer dos territórios do Reino, quer dos territórios ultramarinos sob administração portuguesa.
Neste momento permite buscas por indivíduos e por lugares.
Foi incluída no  blogue em Base de Dados.

Ao seu autor, os nossos parabéns pelo interesse genealógico do seu trabalho e à Marta Páscoa os nossos agradecimentos pela divulgação no grupo.

28 de janeiro de 2019

28 de janeiro de 2019 por Maria do Céu Barros comentários
Série constituída por justificações sumárias de casamento vistas e despachadas pelo provisor dos casamentos do arcebispo de Lisboa, mandando passar o alvará ou a licença de casamento, destinadas aos párocos das freguesias. 
Os maços de cada ano estão frequentemente incompletos.
Fonte: ANTT
Sumário matrimonial de Faitu Xamare e Ana Maria Pitaluga 1721


António Forjó indexou os maços respeitantes ao século XVIII, anotando os nomes dos nubentes e o ano, assim como os números dos maços e dos processos, índice disponível no ANTT para consulta e publicado online, sob o título ÍNDICE DOS SUMÁRIOS MATRIMONIAIS DO PATRIARCADO DE LISBOA, na página da Associação Brasileira de Pesquisadores de História e Genealogia - ASBRAP. Alguns processos encontram-se já digitalizados, porém nem todos os documentos referenciados no seu índice se encontram descritos no ANTT, o que torna este pdf ainda mais valioso.


O que esperar deste tipo de documentação, por João Clímaco Lilaia

«Caso desconheçam, chamo a vossa atenção para o facto de estes "Sumários" não serem os processos de casamento propriamente ditos mas sim processos de dispensa de apresentação de documentos ou de justificação de informações. São processos em que um ou ambos os noivos eram naturais de fora do Patriarcado de Lisboa (que à época englobava também, grosso modo, as actuais Dioceses de Setúbal e Santarém) ou de onde tinham estado ausentes nos últimos anos, mas que aí pretendiam casar.
Pelo que conheço, são em grande parte de nascidos fora de Portugal ou de zonas distantes de Lisboa ou ainda, por exemplo, de militares, marítimos ou outras pessoas que se tinham ausentado durante algum tempo e que por isso não tinham consigo, ou tinham dificuldade.em apresentar, os documentos que comprovavam onde tinham residido e se tinham "desobrigado" bem como se eram livres para o casamento. Apresentavam testemunhas para comprovar as informações e, após análise, era-lhes dada licença para se casar. Umas vezes sem necessidade de mais, se os testemunhos fossem considerados fidedignos e suficientes. Outras vezes pagando fiança e sendo-lhes dado um prazo para a apresentação dos documentos sem o que o casamento poderia ser considerado nulo. 
Dos que conheço, podem ser muito pequenos e com poucas informações (4 ou 5 páginas) ou mais completos e interessantes (20 a 30 páginas). Além dos testemunhos em número variável de quem os conhece (muitas vezes do local de origem) podem, ou não, conter as certidões das Paróquias de origem ou de onde residiram (muitas vezes estrangeiras) e que foram obrigados a apresentar. Neste último caso, após a entrega dos documentos o processo era encerrado e a fiança devolvida (após a dedução das despesas).
Desde que constem na referida listagem ou estejam indexados pela Torre do Tombo ou referenciados (se correctamente) nalgum lado, é extremamente fácil (e barato) obter cópia dos mesmos através do Sistema CRAV (para pedidos online). Um processo completo, na versão digitalizada (de grande qualidade) e para descarga online custa 0,25 €/página. Dos que pedi até hoje (e mesmo com uma ou outra página em branco incluída no processo) paguei aproximadamente entre 1 € (4 páginas) até 6,5 € (26 páginas).
Caso não tenhamos outras informações dos noivos e respectiva ascendência por, por exemplo, não existirem registos paroquiais da época (o caso de algumas freguesias em que foram destruídos pelo terramoto de 1755 ou pelas invasões francesas) e se tivermos sorte com o conteúdo, podem ser uma fonte inestimável, e por vezes única, para desbloquear fins de linha ou para obter informações desconhecidas dos noivos. Através destes processos já descobri filiações desconhecidas, naturalidades e locais de residência anteriores, viagens efectuadas, profissões, parentescos, etc.
Se o não fizeram ainda, inscrevam-se no sistema CRAV e vejam os vídeos explicativos em AJUDA


Dicas de pesquisa e reprodução
Para consultar a série no ANTT, podem usar as hiperligações seguintes: 
Processos digitalizados e ordenados por nome (de momento são ainda muito poucos)

Para pesquisar processos individuais a partir do índice de António Forjó, siga as instruções abaixo.
Na caixa Código de Referência, tecle o seguinte:
PT/TT/CEL/002/número do maço/número do processo

Exemplo: para localizar no ANTT o processo de 
João Caetano Pereira e D. Bernarda Caetana, 1723, Mº 817, nº 109
tecle PT/TT/CEL/002/817/109
onde 817 é o número do maço e 109 o número do documento



Se o processo que lhe interessa não constar no ANTT, mas constar no índice de António Forjó, pode utilizar os dados do mesmo para solicitar cópias ao arquivo, através do sistema CRAV. Ao fazer o pedido indique a referência  PT/TT/CEL/002/número do maço/número do processo, conforme explicado acima. Se o  processo que procura já está descrito no ANTT, mas ainda não digitalizado, pode pedir a sua digitalização e envio através do mesmo sistema, clicando em «Pedido de Reprodução» no lado direito da página onde consta a descrição do processo. 

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FORJÓ, António - Índice Alfabético (próprios) 1735-1755 (Mº 878-Mº970): sumários matrimoniais de Lisboa. [Policopiado]. Lisboa: António Forjó, 2008. 225 p. Disponível da Biblioteca no ANTT: 930.255(469).

kwADLisboa

15 de janeiro de 2019

15 de janeiro de 2019 por Maria do Céu Barros comentários
Continuando a publicação daquilo que vamos encontrando relativo a Prazos, fontes indispensáveis em Genealogia, trazemos aqui mais uma série, sobretudo dirigida aos que pesquisam no Entre Douro e Minho, mas não só.
Antigo Paço Episcopal Bracarense


O ofício do Registo Geral da Mitra Arquiepiscopal de Braga foi criado pelo Arcebispo Dom Frei Agostinho de Jesus no ano de 1590. Nele se encontram os livros onde se registavam as bulas apostólicas, cartas de ordens, títulos de prazos, tombos das igrejas, licenças de curas, dispensações, demissórias, sentenças e demais papéis mandados passar pelo Arcebispo.

O índice que aqui disponibilizamos foi elaborado a partir do que já se encontra descrito no Arquivo Distrital de Braga, resultado de uma pesquisa no Registo Geral pelo termo "prazo". Não fizemos quaisquer actualizações ou correções, apenas completámos alguns dados em falta, pelo que:
  1. Os nomes das freguesias e concelhos não contêm cedilhas, acentos, nem as preposições de, do, da, etc. Assim, se pretenderem pesquisar, por exemplo, Valpaços, usem Valpacos; Viana do Castelo usem Viana Castelo, etc. Para facilitar, o índice vai ordenado por concelho/freguesia/data, mas podem ordenar por qualquer outra coluna
  2. Note-se, ainda, que na documentação manuscrita nem sempre é fácil identificar correctamente os topónimos, sobretudo os que se referem a lugares dentro das freguesias, como são os nomes de Casais. Caso não se encontre o topónimo pesquisado, é aconselhável procurar dentro da freguesia toda, uma vez que poderá estar mal identificado.


Armas do Arcebispo Primaz

kwADBraga

30 de dezembro de 2018

30 de dezembro de 2018 por Maria do Céu Barros comentários
De origem certamente eremítica mas cuja existência está assegurada em 1208, o Mosteiro de Santa Maria de Bouro, no concelho de Amares, foi sede de importante couto monástico. Em 1248, anexou a abadia de Júnias, em Montalegre. No início do século XVI estava decadente, sendo restaurado em 1567, com a instauração da Congregação de Alcobaça. O edifício reconstruído no século XVII ficou capaz de alojar 30 monjes.
Fonte: ADB
Fonte da imagem: Direcção Geral do Património Cultural

Na sequência do projecto de reconversão da autoria do arquitecto Souto Moura, é hoje uma das várias Pousadas de Portugal instaladas em imóveis de valor patrimonial.

O Arquivo distrital de Braga possuí no seu acervo algumas Inquirições de Genere deste mosteiro, não digitalizadas, mas já descritas. Por serem muito poucas, transcrevemos aqui o que existe:

00001 Inquirição de genere de Jorge Rodrigues 1620-09-23/1620-09-23
  • Filho de António Fernandes e de Catarina Rodrigues. Localidade(s): Maiorca, São Salvador, Figueira da Foz.
00002 Inquirição de genere de Jorge Rodrigues 1620-09-23/1620-09-23
  • Filho de António Fernandes e de Catarina Rodrigues. Localidade(s): Maiorca, São Salvador, Figueira da Foz.
00003 Inquirição de genere de Pedro Fonseca Osório e Jorge Vaz Magalhães 1628-09-30/1628-09-30
  • Filho de Jorge Botelho Sequeira e de Maria Proença. Localidade(s): Mondim de Basto, São Cristóvão, Mondim de Basto.
00004 Inquirição de genere de Francisco Ribeiro 1632-04-03/1632-04-03
  • Filho de António Rocha Ribeiro e de Maria Rocha. Localidade(s): São Martinho, Penafiel.
00005 Inquirição de genere de Manuel Gouveia Faria 1638-04-30/1638-04-30
  • Filho de Manuel Gouveia Faria e de Isabel Garces São Miguel. Localidade(s): Porto, Porto.
00006 Inquirição de genere de Miguel Costa 1646-10-26/1646-10-26
  • Filho de Gabriel Costa Pereira e de Isabel Coelho Veloso. Localidade(s): Ponte da Barca, São João Batista, Ponte da Barca.
00007 Inquirição de genere de Francisco Aranha Pinto 1646-10-26/1646-10-26
  • Filho de Jácome Aranha e de Luísa Pinto Leitão. Localidade(s): Ponte da Barca, São João Batista, Ponte da Barca.
00008 Inquirição de genere de Bento Azevedo 1652-02-
  • Filho de António Azevedo e de Marta Freitas. Localidade(s): Caramos, São Martinho, Felgueiras. Nome religioso: Frei Bento Encarnação.

kwADBraga

15 de novembro de 2018

15 de novembro de 2018 por Manuela Alves comentários
Tem sido uma das preocupações do blogue fornecer informação de carácter cientifico que permita aos nossos utilizadores contextualizar os dados que vão obtendo das  suas pesquisas genealógicas familiares.  Privilegiamos  textos relativamente curtos, com indicação de bibliografia que permita aos interessados ampliar os seus conhecimentos sobre a matéria.


É o caso deste pdf on line  Cristãos-novos, marranos e judeus no espelho da Inquisição de Robert Rowland publicado em Topoi, v. 11, n. 20, jan.-jun. 2010, p. 172-188, e que o autor assim sintetiza:

No mundo ibérico dos séculos XVI, XVII e XVIII todos os judeus remanescentes eram necessariamente clandestinos, o que implicava a necessidade de dissimular suas práticas e seus sentimentos religiosos. Na medida em que aquilo que sabemos a seu respeito resume-se, quase exclusivamente, às informações produzidas pela Inquisição, podemos ter a certeza de que nem todas tinham uma base factual. Não dispomos, entretanto, de critérios claros e objetivos que permitam determinar quais confissões e acusações eram verdadeiras. Portanto, como veremos neste ensaio, entender por que determinado indivíduo era considerado judeu passa por um exame contextual mais aprofundado da situação dos cristãos-novos na sociedade ibérica, do papel da inquisição em diferentes lugares e épocas, e, por fim, das circunstâncias específicas de cada acusação individual.

No nosso entender, é uma ajuda para compreendermos criticamente os processos da inquisição que tivermos ensejo de ler.

12 de novembro de 2018

12 de novembro de 2018 por Maria do Céu Barros comentários
Este índice é uma cópia do índice existente na Wikipedia cujos links deixaram de funcionar. Ao transcrevê-lo para aqui, actualizamos também as ligações. Clicando no ícone  podem aceder directamente à respectiva página na cópia da Biblioteca Nacional, ou à página seguinte se a mesma for ímpar. 


Manuel José da Costa Felgueiras Gayo

9 de novembro de 2018

9 de novembro de 2018 por Manuela Alves comentários
O índice, que agora partilho, é apenas um instrumento de trabalho pessoal  para facilitar a consulta dos 12 livros há muito disponibilizados on line pela Biblioteca  Nacional, mas que só agora me resolvi explorar. Agradeço vivamente a correcção de erros meus  que encontrem,  através de mail para o correio do blogue,  afim de serem emendados para proveito de todos nós.

Pedatura Lusitana : nobiliário de familias de Portugal / Cristóvão Alão de Morais; pub. Alexandre António Pereira de Miranda Vasconcellos, António Augusto Ferreira da Cruz, Eugenio Eduardo Andrea da Cunha e Freitas.
 - Porto : Livr. Fernando Machado, 1943-1948

Do prefácio do  livro inicial desta edição, transcrevo estas palavras de apresentação:


PREFÁCIO

A tarefa que nos propomos levar a cabo, qual seja a de tornar conhecido de todos, através da presente edição, o celebrado manuscrito Pedatura Lusitana de autoria do Dr. Cristóvão Alão de Morais, com ser arrojada, como reconhecemos, não deixa também de oferecer um aspecto que se nos afigura louvável.

De feito, é esta a primeira vez que se tenta em Portugal a edição diplomática dum manuscrito genealógico, acompanhada das indispensáveis notas criticas, bem como de páginas com esclarecimentos e anotações.

«Pedatura é uma palavra derivada do grego (pais, paidós) que significa propriamente menino (cf. pedagogia) e por extensão, filho, donde Pedatura é um modo elegante de enunciar o tratado das filiações ou genealogias››.

Depois, sentimo-nos também na obrigação de algo dizer sobre as razões que nos levaram a escolher, entre tantas obras da especialidade escritas nos sécs. XVII e XVIII que foram, sem dúvida, os séculos por excelência da genealogia, em Portugal, o manuscrito do Dr. Cristóvão Alão de Morais, para base do nosso trabalho. 
Não sabemos de melhor e mais justa homenagem a prestar-lhe que o poder afirmar-se que ele foi, com escrever na época de seiscentos, um homem do nosso tempo, pelo conceito que tinha dos estudos genealógicos.
Escrita sem preocupações nobiliárquicas, a face de muitos documentos que o seu Autor compulsou -tarefa que lhe era facilitada pelo facto de lidar com os cartórios inerentes aos cargos por ele exercitados-livre das fantasias tão queridas dos seus contemporâneos, enriquecida com numerosas referencias de carácter pessoal, a consulta da Pedatura Lusitana e imprescindível a quem pretenda estudar famílias e fazer a história privada do Entre Vouga e Minho, e da maior utilidade para todos os que destes estudos se ocupam. Para completo esclarecimento do leitor, aqui se consigna que a edição da Pedatura é sujeita ao cotejo feito com a sua cópia impropriamente designada Sedatura Lusitana, assim chamada por mero erro do copista, que não prestou a devida atenção ao P florido, que tanto pode parecer um C como um S. 


Foi intenção dos autores desta edição reservar para os dois volumes finais de anotações e notas críticas um estudo biográfico do Dr. Cristóvão Alão de Morais e algumas linhas acerca da sua obra, mas esta intenção não foi concretizada nos 12 volumes digitalizados. Foram colocados  no pé da respectiva pagina, para facilidade de composição e consulta, as notas que no manuscrito aparecem à margem do texto. Sempre que qualquer nota ou esclarecimento forem da responsabilidade dos autores da edição é antecedida das iniciais N. E. Também não encontrei o anunciado índice geral de todas as abreviaturas que aparecem no texto, acompanhadas do respectivo desdobramento. 

O manuscrito reproduzido pertence à colecção da Biblioteca Pública Municipal do Porto.

Índice da Pedatura Lusitana - Cristóvão Alão de Morais 

Aconselho a leitura das erratas, cujo  índice coloquei no início do ficheiro, para maior visibilidade e para evitarem repetição de erros tipográficos.

Referências  bio-cronológicas dos originais 
Juiz de Fora dos Órfãos do Porto     1667 Tomo I
Juiz de Fora do Porto      1669  Tomo II
Juiz de Fora dos Órfãos do Porto 1670 Tomo III
Corregedor das Comarcas de Pinhel e Riba-Coa   1673 Tomo IV
Corregedor das Comarcas de Coimbra e Esgueira     1678 Tomo V
Corregedor das Comarcas de Coimbra e Esgueira      1690   Tomo VI  vol 1 O original não existe na BPMP
Juiz dos Órfãos do Porto  sem data  Tomo VI vol 2


30 de outubro de 2018

30 de outubro de 2018 por Manuela Alves comentários
Foram adicionados na estante Nobiliários os 2 tomos de Famílias Bracarenses ou Memórias genealógicas de algumas famílias do Minho e Trás-os-Montes,  disponibilizados em imagens digitais pelo Arquivo Nacional da  Torre do Tombo.

Na folha de rosto do tomo 2  apresenta a seguinte informação: 

Colecção de várias memórias, de algumas famílias das províncias do Minho e Trás os Montes, que são do ilustríssimo senhor Joaquim Queirós, senhor da casa e morgado de Pinheiro, dos Queiroses e Vasconcelos da vila de Amarante trasladadas por mim na cidade de Braga em o ano de 1784 para minha curiosidade.

Procurando mais informação sobre o autor destas memórias manuscritas. encontrei no fórum do Geneall  esta informação, datada de  23 Nov 2003 e da autoria de Fernando de Sá Monteiro:

Leonel de Abreu Vasconcelos e Sotomayor foi autor genealógico, conservando-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo três tratados genealógicos, (indicados por Francisco de Vasconcelos numa sua obra “Paço de Sequeiros: uma Casa que completa 600 anos”, in “Arquivo de Ponte de Lima” Vol. VI, 1985, pág. 64, nota 107): “Famílias Bracarenses ou Memórias genealógicas de algumas famílias do Minho e Trás-os-Montes” e “Sequeiros e Pereiras” (manuscritos 21.E.20 e 21 e S. 16, nº 109)

Temos também disponível um ficheiro excel  com os títulos dos dois tomos indexados por página e imagem:
ÍNDICEFAMÍLIAS BRACARENSES OU MEMÓRIAS GENEALÓGICAS DE ALGUMAS FAMÍLIAS DO MINHO E TRÁS-OS-MONTES

Tomo 2

Publicado inicialmente em 04/03/2015

13 de outubro de 2018

13 de outubro de 2018 por Maria do Céu Barros comentários

Por Filipe Pinheiro de Campos

Um pai republicano - quase sempre detido pelas ideias revolucionárias -, casado com uma senhora de boas gentes, piedosa e devota, e ele, formado em Coimbra e grande proprietário num concelho do distrito de Santarém, teve quatro filhos. Possivelmente - dizia a minha avó com alguma malícia - nascidos de todas as vezes que o pai teria estado em liberdade, ao que o dito progenitor colocou nomes numa base onomástica claramente republicana. 


A minha bisavó, as tias e as ditas senhoras


A primeira, de nome Liberdade, viria a casar, mas esse enlace cedo se revelou atribulado com frequentes traições do marido; a segunda, por nome Pátria, morreu solteira e quase centenária; a terceira, Democracia, acabou os dias da sua vida num hospital psiquiátrico. O único varão, por nome Portugal, foi exilado político. 

Amigas de colégio e de adultas de minha bisavó paterna, nasceram por volta da década de 90 de Oitocentos tendo eu apenas conhecido a D. Pátria, muito velhinha, encurvada e debilitada mas onde existia algum bom humor.

11 de outubro de 2018

11 de outubro de 2018 por Manuela Alves comentários

Entre as brumas do Passado, uma ascendência inesperada se perspectiva… satisfatoriamente documentada.

Retomemos a genealogia que descobrimos na mensagem anterior, a partir de LUÍS MACHADO DE MIRANDA E CUNHA. com uma breve nota sobre os meus décimos avós.
 

por Manuela Alves comentários
Há cerca de um ano fui confrontada com um surpreendente volte-face na minha genealogia, pelo lado paterno da minha Mãe, ao ler uma Inquirição de Genere de Bento Machado de Sá Miranda, de Vermoim, Famalicão, datada de 1731.

Logo nas primeira páginas caiu-me o coração aos pés quando li, preto no branco, que o habilitando era filho de António Machado Tinoco (primeira vez que vi os dois apelidos juntos) e neto paterno de Luís Machado de Miranda e Cunha, natural de Barcelos, residente em Figueiredo e de Catarina Tinoca, natural da Breia, Vermoim.

Há anos que eu tinha como “pai” de António Machado (simplesmente Machado) Luís Machado de Miranda, morador na Quinta da Breia, em Vermoim, e um genearca ( como o Carlos Silva apelida o seu parente João da Costa Azevedo, de Valmelhorado, Castelões também meu antepassado, por vias travessas) mas não das suas legítimas mulheres…

8 de outubro de 2018

8 de outubro de 2018 por Maria do Céu Barros comentários

Por Rafael Ferrero-Aprato


Um trabalho que me parece de grande valor para quem pesquise antepassados das Caldas da Rainha no século XVI: "Uma vila que gravita em redor de uma instituição assistêncial: a recuperação do património urbanístico do Hospital das Caldas até 1533", dissertação de Mestrado de Miguel Duarte (2008), trabalho de uma qualidade excecional. 

Plano da vila das Caldas da Rainha


Apesar de também se focar noutros aspetos do desenvolvimento da cidade e do seu hospital termal, inclui uma detalhada reconstrução da sua ocupação nas primeiras décadas do século XVI, tendo o autor construído mapas com os nomes dos habitantes, as suas casas e profissões. Tudo a partir de fontes de arquivos locais que não estarão ao dispor de investigadores de outras terras. Falo em particular do Volume II, mas o Volume I também pode ser útil para entender a antiga distribuição de paróquias dos atuais concelhos de Caldas, Óbidos e outros em redor, que era bastante confusa. 

O trabalho pode ser descarregado aqui: https://repositorioaberto.uab.pt/handle/10400.2/695

kwADLeiria

25 de setembro de 2018

25 de setembro de 2018 por Manuela Alves comentários
Continuação da parte I

Dos Sequeira Machado aos Sequeira Lobo 

1. Teodósia de Miranda Machado, filha de Manuel Machado de Miranda e sua mulher Maria Marques Ferreira, nasceu no Porto, S. Nicolau casou com João de Sequeira Monteiro, filho de Baltasar de Sequeira, natural do Porto, e sua mulher D. Maria dos Santos Nogueira (+ Vermoim, Assento da Igreja, 30.10.1706, viúva). D. Teodósia faleceu, viúva na Quinta da Igreja Velha em  2.11.1755.
Tiveram
2. Alexandre de Sequeira Machado nasceu em Vermoim, lugar da Igreja e foi baptizado a 7.7.1696,  sendo Padrinhos o vigário Ambrósio Pereira e a avó paterna.  Morreu a 17 .11. 1743 em Vermoim, Quinta da Igreja.
Casou em 30.5.1724 em S. Tiago de Castelões com Josefa Joana da Costa de Azevedo, filha primogénita legitima de João da Costa Azevedo, senhor da Quinta de Valmelhorado, em Castelões e da  Quinta da Breia, em Vermoim e de Maria Teixeira, casados em 20.3.1694, em Castelões.
Filhos:
2.1. João José de Sequeira Machado que segue
2.2. Bernardo de Sequeira Miranda nasceu a 27.4.1725 em Vermoim, Quinta da Igreja
2.3. Simão António de Sequeira Machado, Padre,  nasceu a 28.10.1726, Vermoim, lugar da Igreja
2.4. Isidoro nasceu a 12.7.1728, lugar da Igreja
2.5. Maria Angélica nasceu a 27.9.1730 em Vermoim, Quinta da Igreja
2.6. Joana Angélica nasceu a 14 .8. 1734 em Vermoim, Quinta do Assento da Igreja

3. João José de Sequeira Machado nasceu a 22.6.1721 em Castelões e foi bap. a 29 .6. 1721, sendo padrinhos Alexandre Duarte Carvalho,  de Joane e Isabel de Azevedo, filha de João da Costa Azevedo, de Valmelhorado. Faleceu a 16.4.1794 em Vermoim,  na Casa da Igreja e foi sepultado na Capela da Casa.
Casou em  12.3.1757 em Famalicão, Mogege com Maria Joana Bernardes de Azevedo,  baptizada em Famalicão, Mogege, em 14.6.1720,  filha de Domingos Ferreira dos Santos, natural de Guimarães, S. Sebastião e Eugénia Bernardes de Azevedo Magalhães, nascida em Famalicão,  Joane.  D. Maria Joana faleceu viúva  a 21.6.1799 na Casa da Igreja e foi sepultada na Capela da Casa.
Filhos:
3.1. Francisco José de Sequeira, Padre  (*15.12.1757 , Mogege, lugar do Assento- + 10.6.1835, Vermoim, Quinta da Igreja Velha)
3.1 Maria Benedita de Sequeira Machado Miranda e Azevedo  que segue .
3.3 Luís de Sequeira Machado de Azevedo Gusmão ( * 14.2.1761, Vermoim, Quinta da Igreja- +18.12.1843 em Vermoim, Quinta da Florida e foi sepultado na Capela da Quinta. Era casado com D. Maria da Piedade, que morreu em  1.3. 1845 em Vermoim, lugar da Florida
3.4. João António (*5.6.1764, Mogege, lugar do Assento)
4. D. Maria Benedita de Sequeira Machado Miranda e Azevedo nasceu a  8.7.1759 na Quinta da Igreja, em Vermoim e foi baptizada a 16.7.1759, sendo padrinhos Luís Caetano, de Guimarães, casado com D. Maria e D. Maria Angélica, tia da baptizada. Casou a 8 .9.1773 em Famalicão, Vermoim com José Inácio da Silva de Figueiredo Lobo, filho de Manuel da Silva Soares e Ana Luísa do Socorro, nascido em Vila do Conde
Filhos :
4.1.Maria nasceu a 2 .7. 1776 em Vila do Conde 
4.2.Ana nasceu a 2.1.1778 em Vila do Conde
4.3.Maria Inácia de Sequeira nasceu a 21 .5. 1780 em Vila do Conde,  onde casou a 31.3.1807 com Vicente José dos Santos, o Pelicano, natural de Coimbra, viúvo de D- Luísa Micaela, falecida em Vila do Conde em 17.1.1807 e com quem tinha casado em 1775.
4.4.Joana Rita de Sequeira Machado Gusmão Lobo nasceu a 31.5.1783 em Vila do Conde,  morreu a 20 .5. 1838 em Vermoim, Igreja Velha.
4.5. João Inácio Lobo de Sequeira Machado, que segue  
4.6.José nasceu a 4.4.1789 em Vila do Conde.
4.7.Ana Paula de Sequeira nasceu a 30 .6. 1791 em Vila do Conde, R. de S. Bento
4.8. José Inácio de Sequeira Lobo nasceu a 4.3. 1794 em Vila do Conde
4.9. Joaquim Tomás de Sequeira nasceu a 7.3. 1796 em Vila do Conde, R. de S. Bento 

5 João Inácio  Lobo de Sequeira Machado nasceu a 7 .6. 1786 em Vila do Conde  e casou com Ana Narcisa Fonseca Campo Verde, filha de Manuel Carlos dos  Guimarães Bravo Sousa Fonseca Campo Verde e Ana Rosa de Almeida Fogaça Lapa, a 8 .6. 1812 em Vila do Conde, Azurara
Filhos:
5.1,João Inácio  Lobo nasceu a 19.8.1813 em Vila do Conde, Praça Velha
5.2 José Inácio de Sequeira Lobo nasceu em Vila do Conde que segue

6. José Inácio de Sequeira Lobo casou a 28.1.1836 em Famalicão, Vermoim com Maria Joaquina Ribeiro. filha de João José e Luzia Rosa Ribeiro,lavradores caseiros,  nascida em Vermoim, Lugar do Casal  Faleceu a 3.6.1880  na Igreja Velha e foi sepultado na  Capela da Quinta
Filhos :
6.1 João nasceu a 26.2.1836 em Vermoim, Igreja Velha e morreu a 26.5.1836 em Vermoim, Igreja Velha.
6.2 João Inácio de Sequeira Lobo nasceu a 26.7.1837 em Vermoim, Igreja Velha casou com Maria da Conceição Barbosa Dias (*22.12.1827, Vila do Conde) a 18.2. 1855 em Famalicão, Vermoim
Casou com Maria da Conceição, filha de Francisco Ferreira Barbosa e Ana Rita do Sacramento, era viúva do Dr. Francisco António da Silva Pinto, falecido na  Rua Nova, Póvoa de Varzim em 19.6.1853
Filhos de João Inácio de Sequeira Lobo e Maria da Conceição Barbosa Dias
6.2.1 José nasceu a 16.5.1857 em Póvoa de Varzim, Rua Nova
6.2.2  Maria nasceu a 7.7.1861 em Póvoa de Varzim, R. das Trempes
6.2.3 José Inácio da Sequeira Lobo nasceu a 3 Jun., 1864 em Póvoa de Varzim, Praça Nova do Almada
6.2.4 José Maria nasceu a 16.3. 1866 em Póvoa de Varzim, Praça Nova do Almada

6.3 José nasceu a 22.5.1839 em Vermoim, Igreja Velha e morreu a 10.6.1840 em Vermoim, Igreja Velha.
6.4 D. Ana da Piedade Sequeira Lobo nasceu a 4.10. 1840 em Vermoim, Igreja Velha; costureira, casou em 11.9.1876 em Vermoim com o mestre carpinteiro António de Castro Ferreira  nascido cerca 1853 em S. Martinho de Leitões c.g.
Foi mãe solteira de Clementina (*17.2.1867 - + 10.3.1898 ) e de Luís Sequeira Machado (*17.1.1868 , Igreja Velha - +18.1.1944, Vermoim ; em 1912, casado e carpinteiro tem registo de passaporte em Braga para o Rio de Janeiro)
6.5 José Maria (no bap. José Inácio) Ribeiro de Sequeira Lobo nasceu a 18.12.1842 em  Vermoim, Igreja Velha e faleceu, solteiro e vivendo de suas rendas , em 10.3.1898 em Vermoim, lugar de Além do Ribeiro
6.6 D. Emília Rosa de Sequeira Lobo nasceu a 12 .3.1845 em Vermoim, Igreja Velha e casou com Joaquim da Costa, proprietário e analfabeto
6.7 D. Clementina Adelaide (Clementina Joaquina no baptismo) de Sequeira Lobo  nasceu a 21.4.1847 em Vermoim, Igreja Velha; casou em 19.5.1881 em Vermoim com João Correia Palhares, ela, empregada na lavoura e ele lavrador. C.g.
6.8 Vicente de Sequeira Lobo nasceu a 23.11. 1849 em Vermoim, Igreja Velha. Casou  em Vermoim a 28.5.1873 com Maria Augusta Martins, nascida cerca de 1839 em Campeã, Vila Real. C.g.
6.9 Joaquim Tomás de Sequeira Lobo nasceu a 17.12.1855 em Vermoim, Quinta da Igreja Velha e faleceu no Lugar da Breia em 25.4.1882 ; casou em 22.4.1880 com Leonor da Costa ( * cerca 1845 S. Martinho do Vale- + 14.3.1883, Vermoim, lugar da Breia) legitimando pelo casamento 2 filhos, nascidos em  1875 e 1877. Terão ainda filhos nascidos após o casamento. O primogénito deste casal, criado de servir e analfabeto, casará em 1902 na freguesia de Carreira, Famalicão.
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