Repositório de recursos e documentos com interesse para a Genealogia

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  • Primeiros passos em Genealogia: como começar, onde pesquisar, recursos disponíveis e outras informações.

  • Apelidos de família: de onde vêm, como se formaram.

  • Índices de passaportes, bilhetes de identidade, inquirições de genere e outros.

26 de fevereiro de 2023

26 de fevereiro de 2023 por Maria do Céu Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
Agradecemos ao Edmundo Vieira Simões e à Laura Santos, pelos índices de Chancelaria e de Mata Antiga, assim como a José Fernando Maltez pelo índice da Golegã.
Agradecemos à Ana Paula Neves pelo índice de Dornes
Agradecemos ao António José Mendes pelos índices de Almoster

Índices da freguesia de Alcaravela, concelho do Sardoal, encontram-se disponíveis no grupo do Facebook Genealogia de Alcaravela

Cerco ao castelo de Torres Novas

Dica: Clique nas datas para aceder aos índices.

(1) Livro de Casamentos 1, existente na Torre do Tombo, mas ainda não descrito no site.
(2) Livros não estão online.

NOTA: OS índices podem conter alguns erros.

Originalmente publicado em 19/4/2015
kwADSantarem

25 de fevereiro de 2023

25 de fevereiro de 2023 por Maria do Céu Barros comentários
Publicam-se aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar, assim como outros disponíveis online. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso muito obrigada à Ana Lima pelos índices da Fonte do Bastardo. e ao José Roberto do Rego pelo índice de Capelas.


Dica: Clique nas datas para aceder aos índices.

Nesta página encontram também vários índices dos Açores. Clicar em Maps/Databases/Indexes no menu superior nessa página.

NOTA: OS índices podem conter alguns erros.

Originalmente publicado em 10/10/2014
kwADAçores

19 de fevereiro de 2023

19 de fevereiro de 2023 por Maria do Céu Barros comentários

Por António Lázaro*

VASCONCELOS, D. Filipa de 

Autora de uma das poucas memórias de cativos de que há notícia em Portugal, simultaneamente, uma interessante descrição de Marrocos, ao tempo de Mawlay Isma‛il e de Mawlay Ahmad al-Dhahabi, nos primórdios do século XVIII. Apenas parcialmente publicada, em meados do século XIX, com o título Marrocos - Viagem e captiveiro de uma dama portugueza, n'este Imperio, em tempo del-Rei D. João V, prevê-se que, dentro em breve, esta obra conheça uma edição integral. 

Portas do palácio real de Fez

D. Filipa de Vasconcelos, sobre a qual muito pouco se sabe para além daquilo que a própria regista nas suas memórias, terá nascido cerca de 1686, em Alcácer do Sal, e ainda vivia, em Faro, em 1744. Filha de Manuel Pais Cubelos de Vasconcelos, natural de Alvito, e de Leonor de Medina y Guzmán, de Jerez de la Frontera, tendo vivido uma infância despreocupada nas margens do Sado, entre a casa de seus pais e o Convento de Nossa Senhora de Aracoeli, viu as suas aventuras terem início, precocemente, com a morte de seu pai. Após este funesto episódio, partilhando a sorte de uma família sem grandes recursos financeiros, fixou-se em Lisboa, onde se encontrava quando faleceu D. Pedro II, em 1706. Então, vê-se constrangida, pela situação familiar e pela pressão de parentes e amigos, a contrair matrimónio com um oficial espanhol que, integrando as forças de Carlos, Arquiduque de Áustria, pretendente ao trono de Espanha, acompanhará pouco depois até Alicante. Alguns meses depois, perante o avanço das forças de Filipe de Anjou, o futuro Filipe V, deixa Alicante e refugia-se em Ibiza, onde toma conhecimento da derrota sofrida pelos apoiantes do pretendente Habsburgo em Almança e, por outro lado, da morte do seu marido. Ao tempo, viúva, aceitará o pedido de casamento de João Baptista Julião, natural de Valência, corsário, o qual acompanhará nas suas viagens pelo Mediterrâneo Ocidental até que, tendo este obtido licença do Arquiduque de Áustria, voltou para Portugal, fixando-se em Alcácer do Sal. Alguns anos mais tarde, em 1718, agora na companhia do marido e de dois filhos, Ana de Vasconcelos e Manuel Julião de Vasconcelos, abandonando de novo a terra que a viu nascer, embarcou em Lisboa com destino a Espanha. Contudo, novamente vítima da má fortuna, naufragou na costa marroquina, algures entre o rio Lucos e o rio Cebu. Aí será feita cativa e, posteriormente, levada para Mequinez, onde irá permanecer durante largos anos. Em 1729, foi resgatada por religiosos da Ordem da Santíssima Trindade para a Redenção dos Cativos. De regresso ao Reino, passou por Lisboa, Olhão, Cádis, até que, não sabemos por quanto tempo, se fixou em Faro, onde escreveu as suas memórias, a pedido de D. Inácio de Santa Teresa, bispo do Algarve, em 1744. 

*Professor Dr. António Lázaro, da Universidade do Minho, que gentilmente autorizou a publicação do seu texto neste blogue.

7 de fevereiro de 2023

7 de fevereiro de 2023 por Maria do Céu Barros comentários
A lista de embarque de emigrantes madeirenses no navio Nautilus para a ilha de St. Kitts and Nevis, em1858, foi a única encontrada pela então arquivista do National Archives de St. Kitts onde aparecem nomes portugueses. O Arquivo da Madeira não possuí listas deste navio e o arquivo de St. Kitts sofreu um grande incêndio, há anos, onde muito do seu acervo se perdeu. Esta lista é, portanto, muito importante para os que pesquisam antepassados para aí emigrados no século XIX.

A nossa colaboradora, Isabella Baltar, transcreveu e partilha aqui a referida lista de St. Kits: 1858 - Emigrantes da Ilha da Madeira para St Kitts & Nevis - Google Docs.


kwADMadeira
por Maria do Céu Barros comentários
O aprisionamento de pessoas tendo em vista o seu futuro resgate foi uma realidade presente por mais de cinco séculos nas relações entre cristãos e muçulmanos. A organização dos resgates coube a duas instituições: Mesa da Consciência e Ordens e Ordem da Santíssima Trindade, instituída com o fim específico de libertar cristãos cativos em terras muçulmanas. Salé e Argel são exemplos de cidades que prosperaram com base no corso e venda de cativos cristãos.
Alger no século XVI
Em 1726 foram resgatados 214 cativos em Argel, a maioria com dinheiros do cofre da Redenção e outros em troca de cativos turcos da galé do rei D. João V. A lista das pessoas resgatadas foi impressa e encontra-se digitalizada e disponível na página da Biblioteca Nacional.  A partir desta lista Isabela Baltar fez um índice que pode ser consultado no Google Drive: 1726 - Lista dos cativos resgatados em Argel - D. João V - Google Sheets

Para saber mais sobre este tema, sugerimos a leitura das seguintes publicações:
- Entre a Cruz e o Crescente: o Resgate de Cativos, de Edite Martins Alberto, na Academia.edu
- Um negócio piedoso: o resgate de cativos em Portugal na época moderna, tese de doutoramento da mesma autora, disponível no RepositoriUM.

A documentação relativa aos resgates está disponível no ANTT:

3 de fevereiro de 2023

3 de fevereiro de 2023 por Maria do Céu Barros comentários
A pedido do Arquivo Distrital do Porto (ADPRT), divulgamos aqui o projecto "Provas de Vida" que poderá interessar à comunidade de genealogistas, tanto amadores como profissionais.


 O projeto “Provas de Vidas” é um projeto de televoluntariado focado na criação de registos descritivos a partir dos assentos dos livros paroquiais (batismos, casamentos e óbitos), que o ADPRT disponibiliza online. Oferecem a formação, o procedimento, o ficheiro modelo, o acompanhamento e esclarecimento de dúvidas, por e-mail ou whatsapp.

Em traços gerais, apenas é necessário fazer chegar esse mesmo ficheiro devidamente preenchido com todos os registos de um livro completo (a definir com o ADPRT).

O arquivo faz o controlo da qualidade dos registos, mas procuram sobretudo pessoas com alguma formação ou conhecimentos de paleografia e familiarizadas com estes documentos. Feita a verificação da conformidade dos registos, são os mesmos importados para a BD pública (disponível em https://pesquisa.adporto.arquivos.pt), ficando o nome da pessoa que fez os registos devidamente identificado nas notas do livro, informação disponibilizada também ao público em geral.

A Campanha de Recolha de Índices tem como finalidade angariar ficheiros em Excel com informação extraída a partir de livros completos(registos de batismos, casamentos, óbitos, passaportes, etc) já trabalhada por terceiros. Neste caso, interessa informação por colunas (nomeadamente identificação do livro e da fl/assento/tiff, nome do registado, nome do pai, nome da mãe, data de batismo e data de nascimento). Esses dados serão depois adequados, pelo ADPRT, ao seu procedimento. Também aqui é sempre feita a identificação pública de quem forneceu a BD, ficando todos os registos disponíveis para pesquisa pública.

De referir que este trabalho tem a vantagem não só de permitir a localização mais rápida de um indivíduo registado, mas também de localizar todos os filhos de um determinado casal.

Para mais informações, poderão contactar o ADPRT por email ( info@adporto.dglab.gov.pt) colocando no assunto "Provas de Vida".
por Maria do Céu Barros comentários
É com todo o gosto que publicamos aqui mais um trabalho de Hernâni Maia, com a qualidade e rigor que lhe são habituais, certas de que será do interesse de muitos genealogistas. 

A árvore genealógica de Camilo Castelo Branco é muito conhecida, mas nem por isso deixamos de encontrar algumas surpresas. Um facto menos conhecido é o de ele ter casado uma primeira vez, quando contava apenas 16 anos, com Joaquina Pereira de França, de 15 anos, oriunda de uma família modesta de S. Cosme, Gondomar. Embora pessoa modesta, Joaquina descendia de uma das famílias mais influentes de S. Gosme. Tiveram uma filha, falecida em criança, pouco tempo depois do falecimento da mãe. No seu livro, “A primeira mulher de Camilo”, publicado em 1916, Alberto Pimentel conta a história deste primeiro casamento, com informações um tanto imprecisas que recebeu de descendentes de irmãos desta primeira mulher.

Pais de Joaquina Pereira de França de quem não existem retratos.
Fotografia publicada no livro de Alberto Pimentel
"A Primeira mulher de Camilo"

Em 2020, após uma  pesquisa aturada e exaustiva da genealogia de Rosa, única filha de Camilo e Joaquina, Hernâni Maia publicou aqui o trabalho resultante dessa pesquisa, sob a forma de livro destinado a consulta online, juntamente com um diagrama em PDF de alta resolução da genealogia da menina. Este trabalho permitiu-lhe corrigir informação existente na Casa de Camilo de S. Miguel de Seide e também alguma da publicada por Alberto Pimentel. 

Em 2022/2023, o autor actualizou este trabalho que amavelmente aqui partilha. Podem descarregar esta obra seguindo as ligações:

Genealogia - Árvore interactiva - mesmo conteúdo do livro, mas em formato para computador.
Diagrama, com árvore genealógica e indicação dos capítulos e freguesias.

Rosa Pereira de França Botelho Castelo Branco - Genealogia
Edição do autor, Braga, 2020

Chamamos a atenção para a secção "ACESSO ÀS FONTES PAROQUIAIS, onde o autor explica como chegar às fontes paroquiais na eventualidade de as hiperligações para os registos deixarem de funcionar.

kwADVilaReal
Originalmente publicado em 13-03-2020

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