Repositório de recursos e documentos com interesse para a Genealogia

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  • Primeiros passos em Genealogia: como começar, onde pesquisar, recursos disponíveis e outras informações.

  • Apelidos de família: de onde vêm, como se formaram.

  • Índices de passaportes, bilhetes de identidade, inquirições de genere e outros.

7 de dezembro de 2016

7 de dezembro de 2016 por Maria do Céu Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui trabalhos, alguns elaborados por nós, outros por colaboradores que generosamente decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.

Abrimos o distrito de Leiria com alguns índices de Pedrógão Grande, elaborados e generosamente partilhados por José Mendes. Agradecemos também ao António João Martins Borralho pelos índices de Caldas da Rainha, Óbidos e Bombarral.



Dica: Clique no nome do livro para o abrir; clique na data para abrir o índice excel
Concelho
Freguesia
Registos
Livro
Datas/Excel
Actualizado
Caldas da Rainha
A Dos Francos
Casamentos


Pedrógão Grande
Pedrógão Grande
Baptismos
Casamentos

Índices incompletos, partilhados por António João Martins Borralho:
Bombarral (Carvalhal)
Caldas da Rainha (Alvorninha, Dos Francos)
Óbidos (Dos Negros)



kwADLeiria

por Maria do Céu Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui trabalhos, alguns elaborados por nós, outros por colaboradores que generosamente decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.


Fonte


Concelho de Alenquer
Freguesia de Abrigada - Casamentos 1723-1799 - por José Mariz
Freguesia de Abrigada - Baptismos 1723-1799 - por José Mariz

Concelho de Cadaval
Baptismos, Casamentos e óbitos das freguesias de Figueiros, Peral, Vermelha, Lamas, Cadaval  - Índices incompletos, por António João Martins Borralho. 

Concelho da Lourinhã
Freguesia de Reguengo Grande - Casamentos 1657 a 1702 - por Isabel Andrade
Freguesia de Reguengo Grande - Casamentos 1702 a 1762 - por Isabel Andrade
Freguesia de Reguengo Grande - Casamentos 1767 a 1837 - por Isabel Andrade
Freguesia de Reguengo Grande - Casamentos 1838 a 1854 - Por Isabel Andrade
Freguesia de Reguengo Grande - Casamentos 1860 a 1867 - Por Isabel Andrade
Freguesia de Reguengo Grande - Casamentos 1867 a 1905 - Por Isabel Andrade



Originalmente publicado em 5/4/2016
kwADLisboa

23 de novembro de 2016

23 de novembro de 2016 por Paula Peixoto comentários
Documentos preenchidos por entidades médicas de instituições, ou por médicos independentes, validados, neste último caso, por regedores de paróquia, com o fim de se proceder ao enterramento de cadáveres.
in ADP(Arquivo Distrital do Porto)

Fonte: Arquivo Municipal do Porto

Bairro Ocidental do Porto - compreende as freguesias da Foz, Lordelo, Massarelos, MiraGaia, São Nicolau, Vitória e Cedofeita.
Bairro Oriental do Porto - compreende as freguesias de Campanhã, Paranhos, Bonfim, Santo Ildefonso e Sé.


Guias de Enterramneto Com Representação Digital  Todas
Distrito do Porto Exel Excel
kwADPorto

21 de novembro de 2016

21 de novembro de 2016 por Maria do Céu Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso agradecimento ao António Filipe Rebola Rosado, Levi Redondo Bolacha, Jorge Nunes e António Godinho de Carvalho que disponibilizaram os seus índices, trabalhos que aqui se publicam. Alguns índices não estão completos, mas serão actualizados ao longo do tempo.



Concelho
Registos
Freguesia
Excel
Actualizado
Alter do Chão Casamentos Alter do Chão 1556 a 1700 19-09-2015
Alter Pedroso 1633 a 1700 19-09-2015
S. Bartolomeu do Reguengo 1613 a 1700 19-09-2015
Sarrazola 1603 a 1700 19-09-2015
Seda 1571 a 1700 19-09-2015



Arronches Casamentos Assunção 1664 a 1700 06-10-2015
Lameira 1671 a 1700 06-10-2015
S. Bartolomeu 1670 a 1700 06-10-2015
Avis Casamentos Alcorrego 1624 a 1700 06-10-2015
Avis - N.S.Orada 1568 a 1700 06-10-2015
Benavila 1594 a 1700 06-10-2015
Ervedal 1596 a 1700 06-10-2015
Figueira e Barros 1567 a 1700 06-10-2015
Maranhão 1670 a 1700 06-10-2015
N.S. de Barros 1635 a 1700 06-10-2015
Valongo 1622 a 1700 06-10-2015
Óbitos Avis - N.S.Orada 1900 a 1911 21-11-2016
Benavila 1900 a 1911 20-10-2016
Everdal - S. Barnabé 1900 a 1911 13-10-2016
Valongo 1900 a 1911 21-11-2016
Campo Maior Casamentos Nª Sª da Expectação 1565 a 1710 19-09-2015
Ouguela 1625 a 1700 19-09-2015
S. João Baptista 1565 a 1692
Castelo de Vide Casamentos Santa Maria da Devesa 1583 a 1700 26-09-2016
S. João Baptista 1573 a 1720 26-09-2016
S. Tiago 1662 a 1710 26-09-2016
Crato Casamentos Aldeia da Mata
Gafete
Mártires
Monte da Pedra
Monte da Pedra (AFRR)
Nª Sª da Conceição
Vale do Peso
1698 a 1732
1628 a 1700
1566 a 1700
1629 a 1678
1629 a 1700
1566 a 1762
1553 a 1700
15-05-2015
19-09-2015
19-09-2015
15-05-2015
19-09-2015
19-09-2015
19-09-2015
Baptismos Monte Chamiço 1601 a 1618 15-05-2015
Óbitos Monte Chamiço 1622 a 1633 15-05-2015
Elvas Casamentos Ajuda 1675 a 1725 19-09-2015
Alcáçova 1566 a 1715 19-09-2015
Alentisca 1671 a 1753 19-09-2015
Barbacena 1660 a 1747
1901 a 1911
1885 a 1911 (PDF)
19-09-2015
06/10/2015
07/12/2016
Salvador 1628 a 1708 19-09-2015
Sta Eulália 1603 a 1717 19-09-2015
Sto Ildefonso 1672 a 1770 19-09-2015
S. Brás Varche 1583 a 1720 19-09-2015
S. Lourenço 1534 a 1799 19-09-2015
S. Pedro 1629 a 1726 19-09-2015
1551 a 1716 19-09-2015
Terrugem 1614 a 1760 19-09-2015
Ventosa 1676 a 1741 19-09-2015
Vila Boim 1670 a 1738 19-09-2015
Vila Fernando 1622 a 1710 19-09-2015
Óbitos Barbacena  1765 a 1786
1901 a 1911
Completo
Completo
Fronteira Casamentos Cabeço de Vide 1606 a 1703 19-09-2015
Nª.Sª da Atalaia 1560 a 1700 19-09-2015
S. Saturnino 1640 a 1700 19-09-2015
Gavião Casamentos Gavião 1664 a 1707 19-09-2015
Margem 1664 a 1700 19-09-2015
Marvão Casamentos S. Tiago 1656 a 1700 19-09-2015
Salvador Aramenha 1632 a 1700 19-09-2015
Santa Maria 1632 a 1690 19-09-2015
Monforte Casamentos Madalena 1572 a 1700 19-09-2015
Nª.Sª da Graça 1540 a 1703 19-09-2015
Prazeres 1594 a 1700 19-09-2015
Rei Salvador 1597 a 1700 19-09-2015
S. Pedro 1548 a 1700 19-09-2015
S. Pedro Algalé 1595 a 1700 19-09-2015
S. Pedro Almuro 1667 a 1715 19-09-2015
Santo Aleixo 1652 a 1710 19-09-2015
Vaiomonte 1593 a 1712 19-09-2015
Niza Casamentos Alpalhão 1662 a 1701 19-09-2015
Amieira do Tejo 1631 a 1700 19-09-2015
Espírito Santo 1591 a 1700 19-09-2015
Montalvão 1582 a 1701 19-09-2015
Nª. Sª da Graça 1622 a 1702 19-09-2015
Tolosa 1692 a 1712 19-09-2015
Vila Flor 1631 a 1700 19-09-2015
Olivença Casamentos Todas as freguesias Link 13/10/2016
Ponte de Sor Casamentos Galveias 1590 a 1703 06-10-2015
Montargil (Rosado)
Montargil (Godinho)
1590 a 1700
1598 a 1625
06-10-2015
08-04-2016
Baptismos Montargil 1598 a 1625
1625 a 1629
08-04-2016
Portalegre Casamentos Alegrete 1591 a 1700 19-09-2015
Fortios 1631 a 1700 19-09-2015
Madalena 1669 a 1740 19-09-2015
S. Julião 1581 a 1700 19-09-2015
S. Lourenço 1569 a 1705 19-09-2015
S. Martinho 1565 a 1716 19-09-2015
S. Tiago 1618 a 1702 19-09-2015
S. Vicente 1552 a 1560 19-09-2015
1560 a 1700 19-09-2015
Sta Maria a Grande 1551 a 1586 19-09-2015
Sta Maria do Castelo 1534 a 1559 19-09-2015
Urra 1611 a 1700 19-09-2015
Sousel Casamentos Cano 1536 a 1718 19-09-2015
Casa Branca 1576 a 1721 19-09-2015
Nª. Sª da Graça 1584 a 1700 19-09-2015
S. João Baptista Ribeira 1598 a 1700 19-09-2015
Santo Amaro 1664 a 1700 19-09-2015




kwADPortalegre
Originalmente publicado em 22/2/2015

19 de novembro de 2016

19 de novembro de 2016 por Paula Peixoto comentários

De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
O nosso agradecimento ao Rafael Baker Botelho pela disponibilização dos seus índices que aqui também se partilham.



Dica: Clique no nome do livro para o abrir; clique em Excel para abrir o índice.
CONCELHO FREGUESIA REGISTOS
LIVRO
ÍNDICE
GUARDA Arrifana Baptismos Excel
Excel
Crismas Excel
Casamentos Excel



Soito, Sabugal
Soitogenea - É objectivo do autor, dar a conhecer os assentos paroquiais do Soito, Sabugal. Para já perto de 2000 mil resumos de assentos de casamento, de 1735 a 1945 e óbitos, de 1901 a 1910.

Freixedas, Pinhel
Através de José António Reis, tomamos conhecimento da existência destas "súmulas de um livro de óbitos perdido, da freguesia de Freixedas do tempo das invasões francesas. As fotocópias integrais deste livro estão no Arquivo Distrital da Guarda (oferecidas pelo autor) e provavelmente poderão ser consultadas". 

Nas palavras do autor, Lívio Correia, extraídas do preâmbulo deste livro:

Muitas são as causas apontadas para a ausência dos livros nos arquivos oficiais. Todavia, antes de admitir a sua perda total, atitude positiva consiste em colocar a hipótese otimista de que eles podem encontrar-se ainda na posse de outras entidades. Isso permite manter a esperança de os podermos consultar algum dia. Procurá-los e divulgá-los é portanto a ação prioritária, já que a sua perda, por efeito de guerras, de catástrofes naturais, da natureza perecível dos materiais utilizados, ou da incúria dos homens, essa sim é um facto irreversível.
(...)
E assim encontrei no arquivo paroquial de Freixedas um "Livro de Necrologia" que nada mais é que um livro de óbitos de um dos períodos em falta. Tive a maior satisfação de receber do pároco à época, o Rev. Delfim Pires, a melhor cooperação para a sua consulta e fotocópia. A ele quero por isso manifestar o meu vivo agradecimento.
Este "Livro de Necrologia" é um livro de óbitos de 10.7.1794 a 31.5.1806 e, com um salto de 16 anos, continua em 5.3.1822 e termina em 2.8.1858. Abrange por isso muitas décadas.

kwADGuarda

Originalmente publicado em 02/11/2014

17 de novembro de 2016

17 de novembro de 2016 por Paula Peixoto comentários
Os cadernos de recenseamento militar de mancebos servem para o posterior recrutamento militar. Estes cadernos eram elaborados pelo Administrador do concelho ou do bairro. O recenseamento abrangia todos os mancebos hábeis, excepto os clérigos de ordem sacra, os estrangeiros, os enfermos, os inválidos, os filhos de mães viúvas, os mestres, os professores universitários, entre outros. Do recenseamento faziam parte elementos como denominação da freguesia de origem do mancebo, nome, estado civil, residência, o número de sorteamento, causas de isenção, data de nascimento, filiação...
in ADP (Arquivo Distrital do Porto)



Bouças de Matosinhos ou da Maia - Bispado e districto administrativo do Porto. É na freguesia de Matosinhos, e a capital do concelho de Bouças. Este concelho foi desmembrado do antiquíssimo concelho da Maia. Oficialmente denomina-se Vila de Bouças e a freguesia - Bouças de Matosinhos mais vulgarmente Matosinhos.
in Portugal antigo e moderno, de Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de Pinho Leal

Bairro Ocidental do Porto - compreende as freguesias da Foz, Lordelo, Massarelos, MiraGaia, São Nicolau, Vitória e Cedofeita.
Bairro Oriental do Porto - compreende as freguesias de Campanhã, Paranhos, Bonfim, Santo Ildefonso e Sé.

Nota: Abrindo o excel, clicando em representação digital vão ter ao respectivo livro

CADERNOS DE RECENSEAMENTO MILITAR
DISTRITO DO PORTO
CONCELHO LIVROS CONCELHO LIVROS
Amarante Excel Paredes Excel
Baião Excel Penafiel Excel
Bouças - Matosinhos Excel Bairro Ocidental-Porto Excel
Felgueiras Excel Bairro Oriental-Porto Excel
Gondomar Excel Póvoa de Varzim Excel
Lousada Excel Santo Tirso Excel
Maia Excel Valongo Excel
Marco de Canaveses Excel Vila do Conde Excel
Paços de Ferreira Excel Vila Nova de Gaia Excel
kwADPorto

16 de novembro de 2016

16 de novembro de 2016 por Maria do Céu Barros comentários
De acordo com o princípio que norteou a criação deste blog, publicamos aqui alguns trabalhos elaborados por colaboradores para seu uso próprio e que, generosamente, decidiram partilhar. Trata-se de índices de baptismos, casamentos ou óbitos, de algumas localidades, muito úteis para quem pesquisa nessas zonas.
Agradecemos ao Ricardo Venâncio, autor dos índices de casamentos de Almodôvar, ao João Nunes pelos índices de Corte de Pinto, e ao João Naia pelos índices de casamentos de Beja.

Perspectiva da cidade de Beja, por Francisco de Paula Graça - 1850 (fonte)



Concelho
Freguesia
Registos
Datas/Índice
Actualizado
Almodôvar
Almodôvar
Casamentos 30/5/2016
Completo
Completo
Completo
Mértola
Corte do Pinto
Baptismos Completos
Casamentos
Beja
Cabeça Gorda
Casamentos Completo
Mombeja
Casamentos Completo
Quintos
Casamentos Completo
Sta Clara Louredo
Casamentos Completo
Sta Maria da Feira
Casamentos Completo
S. Brissos
Casamentos Completo
S. Matias
Casamentos Completo
S. Pedro
Casamentos Completo
Trindade
Casamentos Completo
Registo Civil
Casamentos Completo









kwADBeja
Originalmente publicado em 30/5/2016
por Manuela Alves comentários
Folhear páginas e mais páginas de livros em busca de nossos “defuntinhos” é cansativo, um pouco automático, e claro, exige muito tempo, paciência e determinação.
Normalmente, enquanto estou nesta árdua tarefa, meio que converso com eles: “onde você está?”, “não se esconda de mim!”, “por onde você anda?”, “vai, me ajuda a te resgatar”, “não me deixe no vácuo!” (risos). Claro, é conversa de doido, pois eles não podem me ouvir, mas sinto que assim de alguma forma ligo-me a eles.
O que passa pela cabeça de vocês, no que ficam pensando, enquanto fazem este árduo trabalho?

Assim iniciava o seu post no grupo “Genealogia FB” em 2 de Outubro p.p. a nossa amiga brasileira Márcia Helena Miranda de Souza, presença assídua e sempre disposta a ajudar, como muitos outros amigos que tornam este grupo, mais que um grupo de entreajuda , um grupo de amigos virtuais unidos pela paixão comum de investigar as suas raízes familiares.

Os comentários a este post foram muitos e constituem interessantes testemunhos do modo como nós nos relacionamos com as nossas fontes e construímos, passo a passo, a nossa memória familiar. Assim se vai fazendo da investigação genealógica um elo que une múltiplos espaços e tempos, cimentando gerações e aprendendo a respeitar como o diferente nos torna iguais.

Deixando no grupo a riqueza da multiplicidade e complementariedade de perspectivas , resolvemos, com a anuência dos respectivos autores , divulgar aqui alguns desses relatos, sem o mínimo desprimor pelos restantes.


Da interpelação dos ancestrais...

Maria David Eloy
Cara Márcia, acredite que não é a única a comportar-se assim. Comigo passa-se exactamente o mesmo, falo com eles, questiono, "pressiono" para se deixarem encontrar, faço "chantagem" emocional (se não se mostram, ficam fora do trabalho, da publicação!), enfim, relaciono-me com os documentos como se através deles eu arrastasse de novo à vida todos os ancestrais que me deram origem. É algo que só um genealogista compreende. Porque sabemos entender nas entrelinhas tudo o que passaram. 

a alguns relatos que nos deixam a pensar...

Rubens Câmara
Certamente já aconteceu com alguns de vocês: o nosso avozinho ou avozinha falecidos há 200 ou mais anos "escutam" nossos pedidos para que se revelem! Eu fiquei meses pesquisando no arquivo da Cúria Metropolitana de Belo Horizonte, MG, Brasil, procurando registros de meu oitavo avó Phelippe Gomes Rodrigues da Câmara sem nada encontrar! Já havia desistido das buscas, agradeci e me despedi dos funcionários do arquivo e fui-me embora! Agora, acreditem-me ou não, antes de entrar em meu carro, fui "puxado" de volta ao Arquivo! Ao entrar lá, a secretária me indagou se eu havia esquecido alguma coisa lá, caneta ou bloco de notas? Disse que não, apenas pedi para pegar um livro aleatoriamente numa das estantes. Ela permitiu. Corri os olhos pelas dezenas de livros e peguei um que, provavelmente, não teria informação sobre o meu tal antepassado. Ele havia nascido por volta de 1750 e o livro que peguei era de batismos de 1840 a 1857. Abri aleatoriamente o livro exatamente onde estava, erroneamente arquivado, o "Testamento de Phellipe Gomes Roiz da Câmara falecido em 1811" !!! A partir desta descoberta pude desvendar toda sua ascendência até o primeiro Câmara (João Goncalves Zarco)! 

Maria David Eloy
Minha bisavó paterna chamava-se Maria Amélia Henriques da Silva, nasceu no dia 02.08.1842, casou no dia 17.10.1860 e faleceu no dia 23.04.1926. Sua filha, minha avó, tinha um caderno escrito pelo seu punho onde anotava todos os acontecimentos importantes da sua vida, para além de registar as datas de nascimentos, casamentos e baptizados da restante família. No dito caderno estava escrito "Meu pai chamava-se David Francisco Eloy, nasceu....(tal, tal, tal....) e minha mãe Maria Amélia....., nasceu no dia 2 de agosto de 1842......(e seguiam-se todas as informações quer do casamento quer do óbito). Quando comecei a fazer genealogia, aos 17 anos, comecei por este caderno. Nos assentos paroquiais, fui encontrando todas as datas, excepto o baptismo dessa bisavó Maria Amélia. Eu sabia a data de nascimento, sabia o nome, a filiação, a freguesia, tudo mas o dito registo parecia que se tinha evaporado. Pensei "se calhar a avó enganou-se e a bisavó não é natural da freguesia de S.Pedro". Pesquisei TODAS as freguesias da Covilhã, salvo erro 14!!!! E nada de aparecer o dito baptismo. Depois pensei " se calhar ela nasceu em S.Pedro mas foi baptizada em qualquer outra localidade que não a Covilhã". E desisti. Mas de vez em quando, lá me vinha o desejo de encontrar o seu baptismo e voltava aos mesmos microfilmes, vasculhados até à exaustão: pesquisava em Marias, Amélias, Marias Amélias e ...nada! Cinquenta anos depois,completamente desmoralizada pelo fracasso, ao analisar de novo o microfilme 188 da Covilhã, em busca de um antepassado diferente, o meu pensamento voltou a essa bisavó, inconscientemente, e acho que disse qualquer coisa deste género, para os meus botôes:"que raio, onde te meteste??? haja pachorra para te aturar!!!". Rodei a manivela da máquina dos microfilmes até cerca de umas dezenas de páginas e parei, para ver se a data que eu andava a pesquisar estava próxima. Os meus olhos tombaram num registo com os nomes dos meus trisavós e tetravós. Fui ler entusiasmada, pensando "Que sorte, encontrei mais um parente que desconhecia!". Analisei bem e tratava-se de uma menina, de seu nome Francisca. E voltei a pensar "a família vai ficar admirada quando souber que houve mais uma filha do trisavô". Só quando reparei na data de nascimento verifiquei que era a mesma de Maria Amélia. E pensei, então, “...engraçado, tiveram gémeas...”.Tirei uma fotocópia do registo. Em casa, ao arrumar na pasta das certidões, fui analisar bem o tal registo, para inserir as informações na base de dados. O registo estava muito sumido. Munida de uma lupa, comecei a ler tudo direitinho. A Francisca nascera no mesmo dia da bisavó Amélia, tinha os mesmos pais e avós de ambos os lados. E voltei a pensar "Que curioso, não imagina que havia uma irmã gémea da bivó". Olhando melhor, quase sumido na dobra da folha onde estas são cozidas, estava escrito: "Francisca mudou o nome para Maria Amélia pelo sacramento do Crisma". Estava deslindado o mistério. Ninguém na família soube, alguma vez, que a Maria Amélia fora baptizada como Francisca! Daí eu ter levado 50 e tal anos até descobrir o seu registo, pois sabia que se chamava Maria Amélia, assim constava no registo de casamento, de óbito e dos baptismos dos filhos, para além do caderno da sua filha que escrevera "Minha mãe, Maria Amélia....". Estes são os milagres que se deparam a todos os genealogistas. E foi um impulso, inexplicável, de pensar nela e percorrer o mic.188 pela N vez, quase insultando a sua memória, que ela se revelou finalmente!

João Luís Esquivel
Sou português, nascido no Algarve de onde sempre foram todos. Mas uma das n-avós tinha um conjunto de nomes assaz curioso que sempre consegui memorizar. De seu nome Benilde Sinclética Dourada da Silva. Não é gralha, não. Sinclética mesmo. Casou com o meu 5.º avô no Rio de Janeiro em 1810, na Capela do Palácio Episcopal. O dito avô tinha ido na "romaria" da Família Real para o Brasil e aí se apaixonou. Pouco tempo depois de casar voltaram a Lisboa. Nada mais soube da senhora. Esta informação tinha-a eu em 1980. [...]
Os anos foram passando e a oportunidade apareceu em 2012. Combinei com amigos, fui, e adorei mas resolvi ir uma semana antes para ter tempo de visitar a Catedral Metropolitana e procurar o paradeiro de Benilde. Depois de muitas peripécias, fui perdendo a esperança. Nada encontrava. Um vazio descomunal. Lá para o fim, aparece um processo de divórcio acontecido em 1755. Por ser tão recuado no tempo e ser de Divórcio!!! e por não ter encontrado nada do que pretendia, resolvi pedir o processo. As horas disponíveis estavam a acabar e “como prémio de consolação” quis ler o processo. Qual não é o meu espanto que esta senhora era a avó da dita Benilde, Teresa Felizarda de São José, minha 7.ª avó. O curioso da história é que a família dela e do marido tinham origem em….. imaginem? Olinda. 32 anos depois de repetir a história da minha avó brasileira que dançava na minha cabeça com a imagem saudosa da Carmem Miranda…. Tem brinco de ouro, (tem)…., Corrente de ouro, tem…. e o marido chamava-se João Dourado de Azevedo!!!! :)

A interacção com o Passado

Dulce Silva José 
Muitos dos meus antepassados conheci-os por ter pedido aos arquivos a sua pesquisa.Uma alegria quando recebia respostas positivas. Depois na Torre do Tombo mexer nos livros de assentos, com caligrafias impossíveis uma irritação, a descoberta de histórias difíceis de ter mais explicações "um tetravô assassinado na sua propria herdade"?? Fotografar as casas onde moraram "avós" no sec. XIX, uma emoção! Quando, num ramo, cheguei a 1640 tinha um parente com o mesmo nome doutro, cheguei a sonhar com ele várias vezes e não cheguei a conclusão nenhuma. Mas chamei nomes feios aos invasores franceses que queimaram arquivos nas zonas onde tenho ascendentes e que não permitiram prosseguir as pesquisas.

Eduardo Arantes Leão
Pesquisando tetravós que vieram dos Açores (Bernardo Homem da Silveira, José Garcia Pereira, José de Andrade Braga). Fiz junto a viagem, vi as ilhas sumindo além mar, senti o balanço da nau. O médico prometeu alta para o mês que vem... kkkkkkkkkkkk. Fico tão compenetrado que me transporto para o tempo.

Pedro Galego
Eu penso mais nos fatos históricos e como terá aquele antepassado sobrevivido a invasões francesas, guerra da restauração, guerra civil, etc. E terá ele sequer percebido o que se estava a passar? Creio que não. Apenas se preocupavam em sobreviver na sua árdua vida.

João Luís Esquivel 
Adorei ler TODOS os vossos comentários e partilho de muitos dos vossos pensamento. O que não foi citado foi que (quase) todos aqueles que pesquisamos Sobreviveram, viemos deles e eles são os vencedores, aqueles que nos legaram a sua história e transpuseram o Tempo. Por isso merecem o meu maior respeito e admiração. Com isto não quero dizer que os que ficaram pelo caminho não são valorizados. Interrogo-me tantas vezes quanta dor reflectida nos óbitos "faleceu sem testamento e sem descendência", ou como já disseram na perda dos jovens e filhos de tenra idade, quantas promessas perdidas. quanta tristeza. Por último, sempre que leio, e releio, e treleio os livros tenho sempre a sensação que me é facilitada uma brecha entre as cortinas do passado mas que não me deixa ver tudo o que há para ver, limitando a minha mirada ao que se lê nas entrelinhas e linhas que transpiram as suas vidas e jogam ao esconde-esconde comigo dando uma no cravo e outra na ferradura para me manter animado. Adoro este jogo!

Ana Cristina Almeida
Leio os livros todos, porque gosto de saber de quem se rodeavam os meus, imagino-os nos seus lugares, de onde se conheciam, de quem eram amigos ao ponto de serem padrinhos de um filho, ou se escolhiam o padrinho apenas por ser uma forma de demonstrar respeito e/ou servilismo a uma determinada pessoa ou família. Tudo isso me ajuda a conhecer o meu antepassado e tenho tido a sorte de encontrar registos de pessoas que foram importantes para o destino da minha família. E assim como ver um filme e como já sei o final, vou comentando, à medida que vou , coisas do tipo: O teu colega de trabalho tem uma irmã em idade de casar, são amigos, então porque não casaste com ela? e aí, vou procurar a pessoa com quem a moça casou, etc etc

E terminamos com esse desabafo da Maria Isabel Frescata Montargil :
Quando me olharem (suspeitosamente) e... e eu vir nesses olhares o "Sempre foi estranha com as estas "coisas" e agora deve estar a "endoidar!" , poderei então num desafio afirmar :"E agora como é?!..." E sempre posso "resmonear" para mim própria : "Credo! Tão insensíveis...

31 de outubro de 2016

31 de outubro de 2016 por Genealogia Fb comentários
O Tribunal do Santo Ofício, simultâneamente régio e eclesiástico, foi criado em 1536 e extinto em 1821. Era coadjuvado pelo Conselho Geral, criado em 1569 pelo Cardeal D. Henrique. Ao Conselho Geral competia a apreciação e despacho das diligências de habilitação dos ministros e familiares do Santo Ofício. 

Carta de Familiar do Santo Ofício de Manuel Martins Silveiro - Câmara Eclesiástica do Arcebispado de Évora



Esta documentação encontra-se no Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), estando a maioria dos processos ainda por digitalizar. Pode, no entanto, ser solicitada ao arquivo cópia digital de processos que eventualmente nos interessem e ainda não estejam disponíveis online. Cerca de um mês após ter sido efectuada a digitalização, os documentos são disponibilizados na página do arquivo, passando a estar acessíveis a todos.

A fim de facilitar a pesquisa, incluímos aqui os índices de todos os processos existentes no ANTT.

Série ANTT
Índice
Descrição
Habilitações
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Diligências de habilitandos a diversos cargos do Tribunal do Santo Ofício, predominantemente para o de familiar.
Habilitações Incompletas
1588-1820
Tribunal do Santo Ofício, Conselho Geral, Habilitações Incompletas
Habilitações de Mulheres
1606-1818
Tribunal do Santo Ofício, Conselho Geral, Habilitações de Mulheres
Serviam este tribunal: Inquisidores, Deputados, Promotores, Notários, Qualificadores, Comissários, Meirinhos, Alcaides, Guardas, Porteiros, Solicitadores, Médicos, Cirurgiões, Barbeiros e Familiares.
A admissão destes Ministros e Familiares era precedida de um inquérito rigoroso à genealogia e à conduta cívica, moral e religiosa de cada habilitando, que deveriam estar de acordo com as qualidades exigidas pelo Regimento - instrumento normativo inspirado nas normas inquisitoriais espanholas, adaptado às características políticas, sociais e religiosas do país. 

Os habilitandos deviam saber ler e escrever, viver abastadamente, serem capazes de manter segredo sobre os negócios do Santo Ofício, aspecto de suma importância mas nem sempre respeitado, não possuírem infâmia alguma de facto e de direito, nem sangue de «infecta nação» (judeu, mourisco, negro ou cigano) ou culpas de judaísmo (a partir de 1774); não podiam exercer profissões consideradas infamantes e deviam ter capacidade reconhecida para o cargo.

No processo de habilitação, os candidatos, que tanto podiam ser nobres como plebeus, apresentavam as suas naturalidades, moradas, profissões e genealogias: quem eram os seus pais e avós, os cônjuges e respectiva parentela, eventuais filhos ilegítimos ou naturais, e outros parentes, sobretudo aqueles que possuíam cargos no Santo Ofício, nomeadamente Familiares. Os Familiares do Santo Ofício não podiam casar sem autorização do Conselho Geral. Quer fossem já admitidos ou ainda pretendentes, tinham de apresentar os mesmos dados relativos ao futuro cônjuge.

Decorria depois um processo de averiguação e confirmação, as chamadas Diligências, durante o qual eram recolhidos os depoimentos de testemunhas que conheciam bem os habilitandos e respectivos cônjuges, assim como as suas genealogias, vidas e costumes.

A familiatura era vista como um privilégio que conferia estatuto social aos seus possuidores. Com ela se provava a «pureza de sangue», pelo que não surpreende que fosse especialmente ambicionada pelos que padeciam de fama de cristã-novice, chegando alguns a gastar somas consideráveis com as despesas decorrentes das várias diligências solicitadas e das deslocações que faziam a Lisboa, onde por vezes tinham de permanecer vários meses. Note-se, no entanto, que «face ao detectado em milhares de habilitações, poder-se-á conjecturar que a mácula de cristã-novice não constituiu um óbice intransponível. O sucesso ou insucesso de razoável número de pretensões dependeu da inserção, ou não, desses habilitandos em redes de influência e cumplicidade» (Figueiroa Rego, 2009). Quem se ausentava para o Brasil, ou outras terras de além-mar, tinha também especial interesse nestas cartas que funcionavam como justificação da sua qualidade nas comunidades de destino.

As funções dos Familiares consistiam na prisão dos réus nas terras onde não existisse tribunal, ficando na sua posse as chaves das casas dos mesmos, na notificação das testemunhas que seriam ouvidas pela Inquisição, no acompanhamento dos presos nos dias dos autos-da-fé, entre outras. Além da carta de Familiar obtinham ainda uma insígnia, cuja ostentação estava restrita a ocasiões específicas, como, por exemplo, quando efectuavam prisões.

A abundância de dados genealógicos existente nestes processos, confere-lhes um especial interesse em Genealogia. O seu estudo permite, em inúmeros casos, conhecer ascendências impossíveis de descortinar noutro tipo de documentação, oferecendo-nos, por acréscimo, os retratos sociais e psicológicos dos habilitandos e das suas famílias.



Fontes:
Bruno LOPES - «Os Familiares do Santo Ofício de uma localidade do Sul de Portugal (Arraiolos): perfil social e recrutamento»
Eugénio CUNHA e FREITAS - «Familiares do Santo Ofício no Porto»
João FIGUEIROA REGO - «"A Honra alheia por um fio": os estatutos de limpeza de sangue nos espaços de expressão ibérica (sécs. XVI-XVIII)»
Arquivo Distrital de Évora - International Archives Day
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